[Fic - By Raquel] Moreno Como O Pecado
Parte 01
"Claude Geraldy.. aproxima-se da cama de sua secretária, toma-a nos braços e esmaga-lhe os lábios num beijo implacável!.. Ao mesmo tempo em pânico e excitada, Rosa sabe que apegar-se ao fato, de que seu pai não aprovaria este comportamento.. não vai impedi-la de ceder à masculinidade de Claude… e todo aquele desejo que repentinamente ele lhe despertava.. o frances aprofunda o beijo.. e a secretária o enlaça pelo pescoço.. entregando-se completamente a seus instintos femininos mais primitivos.. o colchão do leito afunda sob o peso de ambos.."
Ofegante.. Claude desperta assustado no sofá da sala em seu apartamento.. transpirando visivelmente, ele encara o copo de martini que estivera degustando antes de adormecer ali.. definitivamente aquela bebida era mais forte do que ele imaginara.. era isso ou ele estava ficando louco.. “como vou sonhar que estou na cama com dona Rosa???..”.. sussurra para si mesmo incredulo.. como????.. como isso aconteceu quando poucas horas antes ele havia partilhado momentos tórridos de amor com sua noiva Nara????..
Ainda sentado no sofá o homem ponderava acerca do fato de que.. nunca jamais.. havia dedicado um segundo olhar em direção a dona Rosa.. nunca nem ao menos sequer reparara nela.. e de repente ela aparece tao intmamente em um sonho seu???.. “sonho non.. pesadelo”.. ele recriminou-se em voz alta.. deixando o sofá e encaminhando-se para as escadas.. afim de recolher-se a dormir na propria cama.. porque ele estava seguro de que seu mau.. era sono.. só podia ser..
-mas que pesadelo eu ainda non posso acreditar.. – voltou a declarar para si mesmo em voz alta, com a sombrancelha franzida denotando o mais puro descontentamento masculino com as imagens “pouco convencionais” que seu subconsciente evocara.. e chegando a seu destino, antes de fechar a porta de seus aposentos, no entanto, uma pequena voz interna o contradisse firmemente : “pesadelo???.. e desde quando um pesadelo e tão agradavel assim????..” sacudindo a cabeça de leve, diante desta “inoportuna” indagação mental.. Claude cai pesadamente em sua cama.. cobrindo o rosto com o travesseiro..
Parte 02
Na manhã seguinte.. Claude andando de um lado para o outro em seu escritorio, nao consegue concentrar-se direito no trabalho.. pois as cenas vividas de seu so.. pesadelo.. nao paravam de atormentar-lhe os sentidos.. com certeza era uma virose.. ele devia estar muito doente.. preocupado toca a propria testa tencionando medir sua temperatura.. nada.. ele nao estava com febre.. mas parecia porque ele tava sentindo um calor estranho.. intrigado o frances caminha ate sua escrivaninha, enquanto afrouxa levemente o nó da gravata que usava, sentando-se em frente a mesa.. apoiando os braços sobre o tampo de madeira polida..
-que cara é essa Claude??? Parece até que voce foi atropelado por um onibus.. duas vezes haha.. – tão absorto estivera o homem em seus devaneios, que nem ao menos notara a presença de Frazao..
-não vai me responder???.. – inquire o outro com as maos na cintura.. ainda rindo cinicamente..
-non.. é que.. quer saber???.. deixa pra la ta bom.. é bobagem.. – o estado de confusao do frances era tao grande apos os fatos ocorridos na noite anterior, que a declaração saira mais severa do que ele pretendera a principio..
-hum.. ta nervozinho é???.. já sei a Nara se recusou a te dar um bom trato e tu amanheceu de mau humor ne.. sabia!!..
-non.. non é nada disso hã?!.. – interrompe-o Claude exasperado.. decidindo-se a nao revelar nada daquilo a Frazao.. afinal se o fizesse o amigo utilizaria a descoberta contra ele pro resto de sua vida!!
Antes que Frazão pudesse ter a chance de voltar a inquirir o Claude.. alguem toca a porta do escritorio..
-sim????.. – pergunta Claude meio distraidamente..
-sou eu dr. a Rosa.. tenho uns papeis pro senhor assinar.. – ao ouvir a docilidade daquela voz.. o frances sentiu um click interno.. que voltou a disparar as lembranças inoportunas de seu so.. pesadelo da noite anterior.. irritando-se imediatamente ante tal fato, ele responde com aspereza:
-pode entrar!!.. – advinhando que o chefe estava com um tremendo mau humor aquela manha.. levando em consideração que seu tom de voz se assemelhava ao motor de um carro rangendo incontrolavelmente,a moça entra com agilidade no recinto.. entregando rapidamente os papeis para o patrao.. que evita olhar pra ela.. mantendo-se de cabeça baixa.. todo o tempo enquanto concentra-se completamente aos papeis que ela lhe entregara.. o que não estava sendo fácil.. porque deles exalava um perfume pertubador.. que tirava-lhe a capacidade de concentração por completo.. por certo o perfume devia ser de dona Rosa.. “mas que mulherzinha mais irritante!! Ate o perfume dela era incoveniente!!”.. ele pensa enquanto com uma carranca inconformada declara pra ela:
-a senhora vai ficar ai parada hã???.. por favor retire-se.. depois eu assino os papeis e mando chamar a senhora para que os encaminhe corretamente..
- mas dr. Claude.. – Serafina tenta explicar que os documentos eram urgentes.. no entanto, o patrao nao lhe dá oportunidade alguma para faze-lo interrompendo-a rispidamente:
-mas nada.. por favor circulando vai.. xô.. – sentindo-se ligeiramente culpado ao notar a ponta de medo refletida nos olhos da secretaria.. Claude suaviza um pouco a expressao de seu rosto.. e Rosa por sua vez sai correndo da sala.. susurrando para si mesma ao sair:
-mas que homem mais rude.. chato.. se eu nao precisasse tanto desse emprego iria embora daqui agorinha mesmo.. grosso!!
Enquanto isso.. de volta a sala da direitoria..
Parte 03
-Claude o que é que ta havendo com você hoje???.. tu foi super grosso com a menina.. que é isso.. e ela nao te fez nada rapaz.. ao contrario, ela é a escrituraria mais competente desse escritorio..
-eu sei frazon.. eu sei.. – responde o outro ainda de mau humor.. – talvez eu tenha exagerado um pouco com ela..
-um pouco????.. você escurraçou a dona Rosa daqui como se ela fosse um cão sarnento.. ou tivesse alguma doença contagiosa – interrompe Frazao intrigado com o comportamento do amigo..
-oui.. tudo bem Frazon.. tudo bem.. assim que voce sair daqui eu chamarei a dona Rosa e pedirei desculpas.. satisfeito???.. – sorrindo divertido com a atitude um tanto quando estranha do frances Frazão declara:
-eu ia sugerir isso moun ami.. mas como voce se antecipou.. eu só tenho mesmo é que aplaudir a sua decisão.. voce é um chefe não um monstro.. e deve respeito a todos os seus funcionarios.. – percebendo que Frazão estava mais se divertindo as suas custas que realmente opnando sobre o assunto, em vista da expresão que o amigo possuia no momento, o empresario o expulsa imediatamente de sua sala..
-ta bom ta bom meu chefe.. eu já vou pro meu posto de trabalho.. realmente hoje você ta muito nervosinho.. vou evitar ficar perto de voce.. – Claude fez menção de atirar a escala que tinha na mão contra Frazão e este retira-se mais que depressa do recinto.. sem deixar de sorrir claro.. como sempre.. logo apos a saida do outro, resignado o homem aperta o ramal do telefone da mesa da escrituraria.. afim de chama-la de volta a sua sala..
Enquanto isso la fora..
-porque você não quer ir até a sala do dr. Claude Rosa???.. eu preciso ir ao banheiro amiga por favor.. – revirando os olhos diante da expressao de suplica da amiga a moça explica :
-Janete aquele homem hoje ta com a macaca.. e eu ja fiz minha cota de sacrificio.. portanto eu nao voltarei a ficar na presença do chefe tóxico (by JLV), novamente a não ser que eu tenha um bom motivo pra isso.. – nesse momento o telefone toca.. e Rosa é impedida de responder a pergunta de Janete:
-pera ai “chefe tóxico”????..
-shih Janete para de rir.. que eu tenho que atender o telefone – adverte Rosa retirando o aparelho do gancho.. – sim???
-dona Rosa venha até a minha sala por favor.. – revirando os olhos novamente, dessa vez desgostosa com o fato de ter que voltar a presença pouco agradavel do patrao ela responde:
-sim senhor.. já estou indo.. – enquanto desliga o aparelho Rosa explica a Janete porque colocou aquele apelido no frances.. e a outra fica receosa.. com medo de entrar na sala do chefe quando invariavelmente chegasse a sua vez de faze-lo..
Ao entrar na sala.. Rosa permanece de pé impassivel ao que o patrao retruca :
-sente-se por favor.. – desconfiada ela o obedesce.. ocupando a cadeira em frente a mesa dele, a qual ele lhe indicara com um gesto meio displicente.. em seguida ele se levantou, dando a volta no movel, e parando ao lado dela.. que olhou pra cima em direção ao rosto dele.. ainda mais desconfiada.. levantando-se tambem no mesmo instante, acompanhando a atitude adotada pelo empresario.. com ambos frente a frente.. o frances dispara pouco a vontade:
-dona Rosa eu.. gostaria de me desculpar com a senhora.. eu fui bastante rude com voce sem necessidade.. por favor me perdoe.. – as palavras ditas enquanto ele coça desajeitadamente a propria cabeça, fazem com que a moça fique um tanto quanto preocupada e se aproxime dele.. pousando uma das mãos solicitamente sobre o ombro direito do patrao..
-doutor o sr. Ta bem???.. me perdoe pela intromissão mas é que.. parece que há algo de errado com voce.. quer que eu faça alguma coisa pra que o senhor se sinta melhor?!.. é só falar.. estou as suas ordens.. – olhando em direção a mão feminina e delicada que jazia sobre seu ombro.. ele recriminou-se mentalmente, quando algumas idéias nada virtuosas, sobre coisas que ela poderia fazer para ajuda-lo a melhorar, invadiram-lhe a mente sem aviso. De repente a preocupação sincera pelo estado dele, que conseguira divisar nos olhos dela.. começou a incomodá-lo.. e inadivertidamente ele se aproximou mais da secretaria.. deixando-a ainda mais desconfiada..
Quando o chefe acercou perigosamente o rosto do dela.. a moça retirou a mão do ombro masculino rapidamente.. dando um passo para tras.. sendo seguida de perto por ele, que de supetão segurou-a gentilmente pelo braço.. enquanto voltava a aproximar o rosto do dela.. desviando-o ligeiramente para a curva do pescoço de Serafina.. aspirando profundamente ali.. sem realmente toca-la..
Ela retesou o corpo de imediato prendendo a respiraçao.. sem conseguir se mover ao sentir a respiração de Claude sobre a pele sensivel de seu pescoço, uma sucessão de arrepios inesperados percorreu-a de cima abaixo.. Rosa estava muito surpresa com a atitude tomada pelo patrao, mas nada a surpreendia mais do que a prorpia reação diante dele.. “o que estava acontecendo com ela???.. ele nem sequer fazia seu tipo de homem”.. quando Claude afastou o rosto de perto do seu pescoço.. a moça notou que ele mantinha os olhos cerrados.. um tanto quanto em transe, assim com ele, Rosa baixou o olhar para a mao forte de dedos masculos.. que ainda a segurava.. sem realmente fazer pressao que fosse suficiente para impedi-la de escapar dele.. se realmente quizesse faze-lo..
De repente ele quebrou o encanto e soltou-a.. afastando-se, andando de um lado para o outro na sala de maneira incessante, disparou novamente rispido:
-dona Rosa.. seu perfume!!
-o que e que tem meu perfume dr.???.. – a moça pergunta franzindo de leve a testa sem entender absolutamente nada..
- eu detesto.. detesto mesmo.. por favor não o use mais para vir ao escritorio sim???..
totalmente incredula com as declaraçoes e recentes atitudes do chefe, a escrituraria finalmente reage a altura:
-dr. Claude o que há com o senhor???.. bebeu é???.. só pode.. porque primeiro me trata como se eu fosse a culpada de todos os seus problemas.. depois me pede desculpas e agora simplesmente praticamente grita comigo por causa do meu perfume???.. nao consigo entender e simplesmente nao estou disposta a aguentar esse tipo de coisa da sua parte, só porque o senhor é meu patrao.. com lincença.. ela diz com a cabeça em alto, girando nos calcanhares e começando a caminhar diretamente para fora da sala da diretoria..
Claude que irresistivelmente houvera acompanhado cada movimento harmonioso dos quadris da moça enquanto ela caminhava.. proferiu por entre os dentes :
-seu perfume é horrivel mesmo!!.. – fechando a porta, a secretaria cheira o proprio colarinho.. como que para verificar se seu perfume era realmente tao ruim assim.. que homem mais louco.. ela pensou sem realmente compreender o que estava sucedendo com ele naquela manha..
-e então pediu desculpas pra menina????.. – inquire Frazao sorridente, entrando na sala logo apos a saida de Rosa..
-pedi.. – responde Claude inconformado..
-entao porque voce ta com essa cara???.. na verdade ela tambem parecia bastante irritada quando saiu daqui.. o que houve afinal???..
-houve que essa mulher Frazon é uma insolente.. alem de desastrada claro.. e eu já tomei uma decison.. – declara duramente, desferindo um pequeno soco contra o tampo de madeira de sua mesa..
-qual “decison”.. voce ja tomou moun ami?!.. – Pergunta Frazao divertido com aquela situaçao toda.. realmente o amigo estava muito estranho naquele dia..
-eu vou demitir a dona Rosa.. e amanha mesmo voce pode começar a seleção pra achar uma nova secretaria, que deverá ocupar o lugar dela!!.. – incredulo.. Frazao deixa o sorriso divertido morrer em seus labios.. ante a afirmação inesperada do frances.
Parte 04
-como assim demitir a moça Claude????.. ta maluco???.. você bebeu é????.. – agora era realmente, a vez de Frazão permanercer incredulo ante as palavras que acabara de ouvir.
-Frazon voce tambem com isso hã???.. eu non to maluco e non bebi uma unica gota de alcool sequer.. simplesmente decidi e vou faze-lo.. eu sou o patrao.. eu posso!!
-hi.. isso ta muito estranho ô frances.. – exasperado Claude o interrompe
-que estranho.. que estranho o que???.. essa mulher me desagrada completamente.. é desastrada, respondona.. se veste mal.. nem pega bem pra imagem do escritorio ter alguem com essa aparencia trabalhando aqui..
-hum sei.. – o tom de Frazao foi malicioso e o empresario retrucou no mesmo instante:
-que tom é esse hã????.. non to entendendo..
-bem.. é que de repetente voce acorda um dia de mau humor e decide descarregar todo ele em cima da coitada da dona Rosa, depois admite que ela é a melhor funcionaria da empresa e em seguida quer demiti-la????.. sei nao.. pra mim tem coisa nesse negocio ai..
-que coisa???..
-você.. a Rosa.. – Claude o interrompe encolerizado agora:
-aff.. eu????.. eu interessado naquele estrupicio???.. frazon voce ta viajando agora.. faça-me o favor ne???.. vai ver se eu to la na esquina chupando picolé vai e me deixa em paz.. – diante da irritação do amigo Frazao se defende:
-mas eu nao disse isso Claude.. voce nem ao menos deixou eu terminar.. mas enfim vamos deixar esse tema de lado porque hoje voce ta muito estranho.. olha frances.. olha pra mim.. – diz o advogado chamando a atenção do outro que encontrava-se de costas pra ele..
- que é que foi??? – pergunta o frances mal humorado, voltando-se novamente para o advogado..
-você nao pode demitir a dona Rosa..
- e porque non.. posso saber???..
-porque ela não fez nada que realmente justifique uma demissão e porque.. ela precisa muito desse emprego.. especialmente agora..
-como assim especialmente agora???.. – pergunta o empresario subitamente interessado no assunto..
-você sabe que eu ando saindo com a Janete não é???..
-sim e daí???.. – interrompe o amigo exasperado..
-bem a Janete e a Rosa são amigas..
-e isso me importaria porque???? – Claude novamente interrompe o outro impaciente..
-calma rapaz deixa eu terminar.. acontece que o pai da Rosa fez o emprestimo de uma grana alta pra pagar a hipoteca do casarão onde eles moram.. uma quantia exorbitante.. claro que não pegou com os bancos e sim com um agiota.. resultado ele nao ta conseguindo pagar as prestações pelos juros altissimos, e agora a pobre da Rosa nao sabe o que fazer pra resolver o problema.. ninguem na familia sabe como o pai arrumou o dinheiro.. nem sobre esse problema todo.. só a menina sabe.. e ela própria descobriu por acaso.. enfim.. e no meio desse turbilhão todo em que ela ta metida sem nem ao menos ter culpa.. você sem justo motivo vai tirar dela o emprego???.. eu que digo pra voce ne Claude.. por favor.. se ela ainda tivesse feito algo pra merecer a demissão ai sim.. mas esse não é o caso.. pensa bem moun ami.. nao prejudique mais essa moça.. ela nao fez nada de realmente errado..
-quer dizer que o pai dela deve uma fortuna pra um agiota e a mocinha ta encurralada????.. – pergunta o frances com a sombrancelha arqueada, pensativo..
-isso mesmo.. e a garota é tao boa que ela nao quer preocupar o resto da familia com o problema e ta carregando essa barra toda sozinha..
-e voce sabe de quanto é essa divida Frazon????.. – surpreso com a pergunta o advogado retruca:
-pra que voce quer saber????
-voce sabe ou nao sabe de quanto é a divida afinal??? – diante da irritação pungente do amigo ele responde:
-um milhao de reais.. – projetando uma expressao de espanto no rosto diante da informação recebida, Claude fala mais para si mesmo..
-ora ora ora.. quer dizer que dona Rosa deve uma quantia que apenas um milhonario conseguiria pagar..
-é os juros foram se multiplicando e agora a divida e milhonaria.. viu só.. você nao pode demitir a menina frances.. nao pode.. – reafirma Frazão enfaticamente.
Mais tarde naquela noite sozinho em seu apartamento.. um sorriso enigmatico se apoderava das feições de Claude Antoine Geraldy.. enquanto ele imaginava que se a situação com Rosa nao mudasse.. ele havia descorberto a maneira perfeita de resolver todos os seus problemas.. recentemente causados por ela..
Enquanto isso no casarão..
Após um jantar harmonioso em familia.. Serafina tranquiliza o pai a sós com ele no quarto, dizendo que eles vao encontrar uma solução cabivel pro problema.. e Giovani desolado se abraça a filha e chora nos braços dela.. sabendo que sua familia podera ter que arcar com problemas graves.. e a culpa seria dele.. já que o homem pra quem devia uma quantia milionaria os estava ameaçando.. era dificil olhar pra Amalia, Dino e Terezinha sabendo que eles nem imaginavam o tamanho do problema que tinham.. e mais dificil ainda era olhar pra Serafina, sabendo que ela sim conhecia todos os detalhes da burrada que ele, seu pai fizera.
Horas depois já preparando-se para dormir Rosa nao consegue conciliar o sono em virtude dos ultimos acontecimentos na construtora e dos problemas do Pai.. que acabaram envolvendo toda a familia.. provavelmente no dia seguinte ela nao teria mais trabalho tambem.. pois nao conseguira morder a lingua e respondera feio pra aquele esnobe do dr. Claude.. com toda a certeza ele a demitiria.. desolada a moça suspira..
-o que houve Fina.. nao ta conseguindo dormir????..
-Não Terezinha..
-tenta contar carneirinhos.. sempre funciona.. – sugere a irmã virando-se para o lado oposto e fechando os olhos novamente.. enquanto Serafina pondera que nem se ela contasse um milhão de carneirinhos.. ela conseguiria dormir aquela noite.. um milhão ela pensou.. definitivamente aquele era um numero maldito.. virando-se para o lado ela fechou os olhos.. e vencida pelo cançado acabou adormecendo.. disfrutando de um sono nada reparador pois.. um certo frances esnobe, toxico e insuportavel povoou seus sonhos.. neles aquele encontro no escritorio terminava em torridos beijos apaixonados.. e otras cositas mas..
Parte 05
O dia seguinte chegou.. o resto da semana se passou e o patrão nem ao menos lhe havia mencionado o ocorrido na sala dele.. nao a demitira, no entanto a vinha tratando com uma frieza sem igual, conversava com todos, cumprimentava a todos calorosamente sempre.. já em se tratando dela, ele era um verdadeira geleira.. mas isso nao lhe importava pra nada, ela pensou, pelo menos ainda tinha seu emprego, apesar da situação de sua familia continuar na mesma.. “não importa pra nada???.. sua consciencia alertou-a.. quem é que tem sonhado com o “chefe tóxico” por varias noites seguidas hein???..” sacudindo a cabeça levemente para espantar aqueles pensamentos inoportunos.. Serafina voltou ao trabalho.. até que o final do expediente chegou.. era sexta-feira.. ela havia combinado de ir ao cinema com seu amigo Sergio e seus irmãos.. todos estavam indo embora da empresa e ela tambem já se preparava para faze-lo quando, seu chefe a chamou.. pedindo que ela fosse até a sala dele.. Rosa instantaneamente sentiu um frio na espinha.. ao lembrar-se da ultima vez em que estivera la.. sim porque desde o ocorrido no inicio da semana.. apenas janete levava recados, documentos etc a sala da diretoria..
Assim como o dr. Claude apenas andava pedindo coisas para Janete e nao mais para ela.. Rosa poderia dizer que naquela ultima semana seu chefe havia sido o dr. Frazão.. de sobreaviso a moça emcaminhou-se para dentro da sala do frances.. fechando a porta desconfiada..
-por favor.. aproxime-se.. eu preciso ter uma conversa séria com a senhora.. – Serafina logo pensou que agora sim chegara o momento em que seria demitida.. resignada aproximou-se da mesa do chefe.. sentando-se em uma das cadeiras em frente ao movel.. quando ele indicou que ela o fizesse..
-bom dona Rosa.. o assunto que tenho para tratar com a senhora é bastante delicado e por tanto eu vou deixar todos os rodeios de lado hã??.. – disse retirando uma pasta da gaveta da escrivaninha e entregando-a a ela..
-o que é isso doutor???.. – pergunta Serafina intrigada..
-veja a senhora mesma.. abra.. vamos.. – incentivou o patrao com um gesto displicante, enquanto recostava-se confortavelmente na cadeira que ocupava..
-mas isso aqui é.. isso é..
-o resgate da dívida de seu pai.. – completou o frances diante do estado pasmado dela.. – e está integralmente paga..
Nesse momento a secretaria olhou diretamente pra ele.. em seus olhos ele pôde notar havia um misto de desconfiança e alivio.. a primeira permaneceria ali ate o fim ele sabia.. já o segundo sumiria em poucos minutos.. pelo menos num primeiro momento, ele pensou.
-o sr. Pagou a divida do meu pai????..
-sim.. – respondeu o homem reticentemente..
-e porque.. – inquiriu ela pressentindo que aquilo nao viria de graça..
-porque a senhora possui algo que eu quero dona Rosa.. e pretendo recebe-lo em troca do resgate desta divida.. – a moça franziu a sombrancelha sem entender nada..
-eu nao estou entendendo aonde o senhor quer chegar dr. Claude..
-não se preocupe eu explico.. o agiota de quem seu pai emprestou o dinheiro registrou a divida como titulo executivo, em forma de nota promissoria.. o que quer dizer que se trata de um homem inteligente.. que sabia nao haver outra maneira de cobrar tal divida ja que agiotagem é um crime.. mas isso dona Rosa.. quer dizer tambem.. que eu posso promover a execução dessa dívida quando eu bem entender.. – a escrituraria que ouvia atentamente tudo que o chefe falava.. retesou visivelmente o corpo na cadeira.. algo lhe dizia que aquilo nao terminaria bem pra ela..
-espera deixa eu ver se entendi.. o senhor pagou a divida do meu pai mas pretende cobra-la de mim é isso???.. – com um sorriso satisfeito o frances confirmou:
-oui.. oui.. isso mesmo..
-mas eu não posso reembolsar esse valor doutor.. assim como meu pai nao podia faze-lo quando o titulo estava nas maos do agiota.. alias como o senhor o localizou.. como soube dessa divida????..
-eu tenho meus métodos “Serafina..” e isso é o que menos interessa no momento.. – ao ouvir seu primeiro nome ser pronunciado por ele, a secretaria voltou a sentir um frio incoveniente na boca do estomago.. - e você tem razon.. voce non poderia obviamente reembolsar a quantia em dinheiro.. mas o meu preço certamente a senhora vai poder pagar..
Cada vez mais desconfortavel Rosa empertigou-se na cadeira.. o que ele iria querer como pagamento pelo regate da divida de seu pai.. se nao dinheiro????..
-bem.. eu paguei essa divida.. e seu pai nao a tem mais com aquele agiota.. agora é você quem a tem comigo Serafina.. e para saná-la você apenas terá que.. ser minha amante, pelo tempo que.. eu achar conveniente.. – o queixo de rosa foi parar no chão e os olhos dela eram pura incredulidade.. enquanto o canto dos labios dele se curvavam em um sorriso perverso..
-como é que é dr Claude????..
Parte 06
-é isso mesmo que a senhora ouviu.. – ele responde calmamente.. ainda sorrindo..
-eu nunca.. eu.. quem o senhor pensa que eu sou???.. – ela retruca indignada levantando-se de um salto da cadeira, sendo acompanhada de perto pelo chefe, que tambem levantou-se e seguiu-a, impedindo que Serafina deixasse o recinto..
-me solta.. eu quero e vou embora!!..
-baixe o tom e fique bem calminha hã.. a senhora non vai a lugar algum e nem tem uma escolha.. é bem simples.. a senhora aceita meus termos e poderá considerar a divida que tem comigo quitada.. nao faça isso e eu a executo.. de qualquer maneira seu pai tera serios problemas.. enton eu sugiro que a senhora deixe seus escrupulos de lado.. e aproveite a chance de ouro que eu estou lhe oferecendo.. – ao ouvir o tom calmo com o qual ele dirigiu-se a ela.. Rosa ficou ainda mais irritada.. sentindo-a relativamente mais calma ele a soltou.. ambos ficaram encarando-se por alguns minutos parados no centro da sala, sem proferir uma unica palavra.. ate que ela quebrou o silencio..
-dr. Claude eu nao sou uma mercadoria.. nao tenho preço e tao pouco estou a venda.. nao e justo isso que o senhor esta fazendo comigo.. – a moça desferiu mais um tanto quanto mais tranquila para o homem parado a sua frente..
-com dinheiro dona Rosa.. se pode comprar até mesmo o que non está a venda.. entendo perfeitamente que minha proposta a pegou de surpresa.. ainda que eu acredite que a senhora deveria sentir-se lisongeada..
-me sentir lisongeada porque um milhonario entediado quer me comprar pra adicionar a sua coleção de brinquedinhos inanimados????.. – retruca a moça num tom carregado de despreso..
-é.. e esse milhonario aqui.. pagou nada mais nada menos que um milhao de reais por você.. acredite-me eu nunca tive que pagar para ter uma mulher antes.. – neste momento a mão de Rosa se move certeira em direção ao rosto do frances, que a apanha no ar com um sorriso triunfante.. – assim non cherrie.. mas non se preocupe que voce ainda vai poder fazer muitas coisas comigo.. e eu vou deixar com todo o prazer..
O tom carregado de sensualidade que ele imprimiu a propria voz, fez com que uma sucessão de arrepios inconvenientes percorressem o corpo de serafina.. aquele homem era realmente despresivel.. mas agora ele tinha o destino da familia dela nas maos.. e nao estava brincando quando ameaçava executar a divida.. mas ela tao pouco estava disposta a se tornar mais uma das amantes dele.. “nao mesmo????”.. uma incoveniente voz interior voltou a castigá-la.. ate porque a secretaria tinha que admitir que nao era exatamente imune aos encantos do “chefe tóxico”..
Absorta em seus devaneios, ela não notou a aproximação iminente do frances.. e assustou-se quando sentiu a respiração calida dele a milimetros da propria face.. imediatamente ela prendeu a respiração.. e o ar literalmente fugiu de seus pulmoes com rapidez..
-eu non sei explicar porque cherrie.. mas voce vem invadindo meus sonhos com muita facilidade ultimamente.. e eu preciso ter você ou vou enlouquecer.. – o desejo que ela podia sentir na voz dele, revolveu os rumores mais intmos do corpo feminino.. deixando seus sentidos alvoroçados..
-é ton ruim assim pra você.. a possibilidade de se relacionar intmamente comigo???.. – ele perguntou no mesmo tom de voz quente que utilizou na declaração anterior.. ele vinha sonhando com ela???.. fora isso que dissera???.. confusa pelo turbilhao de emoções que a estava acometendo, ela encontrou dificuldade para responder e o homem simplesmente.. baixou lentamente a cabeça.. pousando seus labios sobre os dela.. e ela não pôde encontrar forças para impedi-lo de fazer isso..
Ele a beijou suavemente primeiro.. mordicando de leve seu labio superior.. deixando sua mao de dedos habeis flutuar ate parar na nuca feminina.. acariciando-a afavelmente ali.. provocando um suspiro incontrolavel de aprovação em Rosa.. enquanto deliciado a sentia entreabrir os labios pra ele.. que prontamente invadiu o céu da boca de Serafina com a lingua.. entrelaçando-a na dela.. realizando movimentos enlouquecedores.. afim de demonstrar-lhe todo o prazer que ele poderia proporcionar-lhe se ela cedesse a sua vontade..
Instintivamente ela enlaçou-o pelo pescoço.. enquanto sentia a pele eriçar-se em virtude do contato com a barba por fazer do frances.. ambos haviam perdido a noção do mundo exterior enquanto se beijavam languidamente.. entao a secretaria em um fragil momento de lucidez empurrou o chefe pra longe.. ofegante e despenteada.. saiu correndo dali.. sem ao menos recolher suas coisas.. claro antes de partir ela conseguiu dizer ainda que quase inaldivelmente:
-a minha resposta é não!!.. – no entanto, Claude sabia que a tinha encurralado de todas as formas possiveis.. entao sorrindo triunfante com o que acabara de ocorrer e pela sua “astucia” sussurrou para si mesmo:
-você vai voltar cherrie.. eu sei que vai.. e vai ser minha.. e depois que eu tiver voce por algumas vezes.. certamente eu me livrarei dessa estranha obsessao que tenho por você.. e depois desse beijo.. tenho certeza de que você vale cada centavo que paguei por voce.. – diz enquanto toca os labios ainda vermelhos pela caricia trocada com a moça.. quem diria que por tras de uma sobria escrituraria.. se escondia uma mulher bastante feminina e muito passional..
Parte 07
No caminho pra casa, Serafina percebeu que havia saido dos escritorio deixando tudo seu lá.. mas ela nao voltaria naquele prédio nunca mais!! Pensou firmemente.. no entanto ela sabia que aquela nao era uma resolução realmente viável.. porque não importava se o chefe tóxico era um louco, perdulario e esnobe.. ele ainda tinha nas maos a divida da sua familia e definitivamente nao brincara quando mencionara a possibilidade de execução.. a menos que ela Serafina.. se tornasse sua amante.. olhando a si mesma de cima abaixo.. a moça não podia entender o que aquele homem vira nela.. afinal um milhão era muito dinheiro e a unica coisa que ele queria em troca era.. meu Deus ela pensou, seus pais a matariam se descobrissem que ela ao menos cogitara aceitar uma proposta como aquela..
E recordando-se da empertigada noiva dele, a tal Nara.. ela compreendia menos ainda.. a mulher era um projeto de grife da cabeça aos pés.. e era bonita isso nao se podia negar.. alem do mais, se tratava de uma mulher com experiencia naqueles assuntos que haviam sido tema de sua ultima conversa com o patrao.. enquanto ela Serafina, nao possuia nemhuma.. aquele homem só podia estar ficando louco.. Rosa nao encontrava outra explicação.. neste momento, o onibus chegou à parada.. a moça desceu e foi caminhando ate em casa.. entrou cumprimentando rapidamente a mae, o pai e os irmaos.. afirmando que tomaria um bom banho antes do jantar..
Enquanto isso na entrada do cortiço..
-Tonietinha.. você ta vendo a mesma coisa que eu???.. – pergunta Pepa com os olhos arregalados ante a fofoca iminente..
-não Pepa o que foi?!.. – pergunta a velha senhora distraida.. olhando para o lado oposto.. procurando por seus netos..
-ali.. ali.. olha aquilo.. – indicou curiosa e entusiasmada.. o homem de terno caro que adentrava os portões humildes.. olhando a sua volta meio desconcertado.. curiosa como era, Pepa ia se aproximar do homem.. no entanto Dino, que havia ido ao bar nas proximidades comprar um refrigerante para o jantar e já estava de volta, falou com o recem chegado primeiro.. claro que Pepa nao perdeu a conversa dos dois de vista..
-boa noite.. o senhor deseja alguma coisa???..
-sim.. é aqui que mora a Rosa???..
-Rosa???.. – entendendo que provavelmente a secretaria era chamada diferente ali de como se referiam a ela no escritorio.. o frances se corriu:
-pardon.. Serafina.. é aqui que mora a Serafina???.. – arregalando ainda mais os olhos que estavam saltados desde o momento em que o homem entrara no recinto, a fofoqueira nao podia crer que aquele homem com pinta de galan havia ido procurar a “solteirona” que ali residia.. era incrivel!!.. ela pensava..
-sim é aqui mesmo.. ela é minha irmã.. – sorrindo amavelmente para o garoto Claude pediu:
-você enton poderia avisar a ela que eu estou aqui.. – diante da sombrancelha arqueada do menino ele completou:
-Claude.. eu sou o chefe dela.. – ao ouvir isso, o rapaz prometeu faze-lo com rapidez e subiu correndo as escadas.. enquanto Claude virou-se de costas para as tais escadas e para as fofoqueiras sentadas ali perto.. esperando por Serafina ele pensou.. ate que ponto chegara.. ate que ponto sua obsessao doentia o havia levado..
Quando a moça soube que o chefe estava la embaixo esperando por ela.. lhe foi muito dificil disfarçar o nervosismo diante dos familiares que se preparavam para o jantar.. respirando fundo e recordando de que Pepa e Antonieta deviam estar sentadas la embaixo da escada, ela desceu correndo.. afim de evitar que ambas tentassem se aproximar do frances.. com medo do que ele pudesse acabar dizendo.. decidiu que deixaria as explicações sobre “o que seu chefe ta fazendo aqui?..”, para depois..
Ao avista-lo de costas enquanto terminava de descer a escadaria.. Rosa sentiu um frio no estomago.. e um arrepio esquisito.. porque lhe foi impossivel nao recordar do beijo que ambos haviam trocado horas antes.. como se houvesse sentido a presença dela.. ele se virou em sua direção, antes que ela efetivamente lhe anunciasse a propria chegada..
-boa noite.. – ele a cumprimentou.. ao que ela respondeu timidamente:
-boa noite.. –e olhando-o desconfiada a moça continuou:
-o que o senhor esta fazendo aqui???..
-não é obvio???.. – ele disse afundando ambas as mãos nos bolsos.. e olhando em volta Rosa disse baixinho:
-é melhor conversarmos la fora.. porque aqui nos temos companhia.. – e foi so ai que o frances realmente notou as duas senhoras sentadas ali perto.. entao aceitou imediatamente a sugestao da secretaria.. afinal ele tambem nao queria nemhum tipo de plateia para aquela conversa.
Parte 08
TRILHA SONORA DA CENA ABAIXO : bit.ly/cmfOaC E bit.ly/a9kA1D
Claude prontamente a caminho da rua onde deixara seu carro, permitiu que Rosa caminhasse a frente dele, porque certamente ele nao iria querer perder a oportunidade de observar a dança cadenciada com perfeição, daqueles quadris femininos muito bem desenhados, que ele pretendia ver despidos o mais breve possivel.. realizar essa alusão ao que ele tinha certeza que ocorreria.. o fez sorrir satisfeito..
Rosa por sua vez, podia sentir os olhos do frances cravados em suas costas.. aquilo já estava começando a deixa-la nervosa.. respirou fundo e continuou caminhando, até que avistou o carro dele estacionado num ponto da rua, e parou bem em frente a porta do veículo.. ela ia se virar de frente para o patrao naquele momento mas.. de repente sentiu a respiração dele em sua nuca.. e a voz mascula e sensual em seu ouvido:
-já esta mais calma.. Serafina.. – ouvi-lo dizendo seu nome naquele tom de voz quase profano fez com que a pulsação de Rosa se acelerrasse.. e o sangue começasse a correr mais depressa em suas veias.. ofegando quase imperceptivelmente ela respondeu incerta:
-com certeza estou.. bem calma.. – ai nossa que calor insuportavel estava fazendo aquela noite.. ela pensou sentindo vontade de se abanar com urgencia..
-ponderou muito bem sobre as suas opçoes cherrie???.. – ficava muito dificil ponderar alguma coisa com ele “alugando” seus ouvidos assim.. sem contar que agora a mao do homem começara a passear inadivertidamente.. pelo braço esquerdo dela.. fazendo um caminho suave das maos delicadas ate os ombros e vice-versa sem cessar.. ela nao conseguia juntar forças para impedi-lo ou mudar de posição.. esse homem exercia um poder estranho sobre ela..
-mas é claro que.. – ela nao conseguiu terminar a frase porque ele começou a aspirar propositamente algum “aroma” em seu pescoço.. e sentir a respiração dele transferida da nuca para aquela localidade de seu corpo estava sendo.. letal..
-mas é claro que????.. – ele provocou.. pois era obvio que o empresario podia notar o efeito que tinham seus atos sobre os sentidos dela.. aquele homem nem ao menos a estava tocando e Serafina sentia como se ele estivesse fazendo amor com ela.. nao que ela fosse muito experiente no tema.. mas com certeza se houvesse uma sensação profana o bastante para caracterizar um ato sexual.. esta seria, aquela que Rosa sentia no momento..
-mas é claro que.. eu não mudei de ideia.. – disse Serafina com uma dificuldade tremenda.. o frances entao continuou:
-cherrie.. voce.. non tem escolha non.. – disse roçando a barba de leve na orelha dela.. a moça fechou os olhos incontrolavelmente e suspirou.. susurrando:
-você mais parece um sorvete.. com calda de caramelo.. quente.. bem quente..
-sorvete hã???.. nunca nemhuma mulher me comparou a um sorvete com calda de caramelo.. bem quente antes.. interessante – ao ouvir a declaração do patrao, Serafina levou as duas mãos aos labios.. dando-se conta que nao apenas havia pensado aquilo sobre o chefe, como tambem o houvera proferido em voz alta.. desajeitada e envergonhada virou-se de frente para ele.. o que foi um tremendo erro.. porque como Claude encontrava-se extremamente perto dela.. Rosa colidiu com o peitoral solido do frances.. e ele a segurou, impedindo que ela caisse.. empurrando-a em seguida, de forma afavel contra a porta do veiculo, perto do qual estavam “conversando”.. dizendo:
-estou começando a gostar desse seu “jeitinho”.. meio desajeitado.. Serafina.. – as palavras foram ditas.. enquanto o rosto masculino chegava perigosamente mais perto do dela.. Rosa mordeu o labio inferior totalmente sem folego.. ela sabia.. com certeza.. estava completamente perdida.
Parte 09
..enquanto a face francesa de Claude se aproximava cada vez mais da face delicada de Serafina.. a respiração da moça ficava cada vez mais dificil.. quando pressentiu os labios dele praticamente sobre os seus.. nao resistiu e fechou novamente os olhos.. suspirando de prazer em antecipação a caricia instigante que viria em seguida.. mas ele nao a beijou.. assim como nao a tinha realmente tocado, desde que ficaram a sós em frente ao cortiço.. Claude simplesmente falou “quase” de encontro aos labios de Rosa:
-ta vendo só???.. non vai ser ton ruim assim aceitar a troca que estou te propondo.. – enquanto isso uma das maos dele começava a passear pela cintura da secretaria.. e a outra traçava um caminho sutil de toques, ao longo do pescoço feminino.. Rosa agora estava completamente arqueada contra a porta do carro do empresario, sem que Claude estivesse realmente, ao menos pressionando-se contra ela..
-non serei indelicado com voce em nemhum momento cherrie.. eu prometo.. no entanto essa é a unica maneira de saudar a divida que seu pai tem comigo.. – ele continuava com os labios praticamente colados aos dela.. e para serafina te-lo tao perto assim, tornava impossivel qualquer resquicio de raciocinio logico de sua parte.. mesmo assim ela continuou resistindo:
-não.. eu nao posso.. – Rosa sabia que seu “nao” estava mais pra uma “suplica de aprovação”.. mas mesmo assim era um nao.. se orgulhava disso, considerando o estado incendiario eminente no qual ela se achava.. aquele debil e fragil “nao”.. havia sido uma vitoria..
-ta bom enton.. vamos ate sua casa comunicar ao seu pai.. que ele tem 48 horas para pagar o que me deve.. ou eu vou fazer queston de executar a divida.. – o frances pronunciou tais palavras ainda contra os labios da moça, no mesmo tom macio e sensual que havia utilizado nas declarações anteriores àquela.. neste momento Rosa abriu os olhos.. encontrando-se com os olhos dele estudando-a atentamente.. seu chefe a havia encurralado e tinha total consciencia disso.. e ela jamais causaria um desgosto “desnecessario” a seus pais.. eles ja eram idosos.. nao mereciam passar por uma coisa dessas.. Rosa tambem sabia que podia “evitar” o sofrimento deles.. e de seus irmaos.. ironicamente o destino havia colocado a solução em suas mãos de uma maneira “pouco convencional”..
Alem do mais, ela ja era uma mulher de 37 anos e nao era casada nem possuia algum compromisso, que mau realmente haveria em manter um relacionamento casual com um homem, que ela tinha que admitir apesar de tudo, era muito atraente????.. “nenhum”.. sua consciencia respondeu-lhe.. ainda mais quando dessa relação dependia a tranquilidade vitalicia de sua familia.. que nao teria mais que se preocupar com divida alguma.. e a casa voltaria a ser somente deles.. sem qualquer encargo incidindo sobre o imovel.. claro o unico problema, é que esse tipo de relação nao fazia parte do ideal que a secretaria tinha sobre as coisas do amor.. nao se encaixava em seus sonhos.. nem em seus principios.. mas chegava uma hora em que uma mulher tinha que escolher, entre seus escrupulos e o bem estar daqueles que amava.. e para Rosa nao cabia duvida.. de que a escolha acertada era a segunda opção..
Suspirando resignada.. ainda sob a vigilancia intermitente do patrão.. Serafina o mira decidida declarando:
-tudo bem.. eu aceito.. – um sorriso triunfante curva, o canto dos labios da boca sensual de Claude, ao ouvir tais palavras proferidas pela escrituraria.. e finalmente se afasta dela, dando um passo para tras, voltando a afundar ambas as maos nos bolsos..
-e entao o que eu terei que fazer???.. – ela pergunta melancolica mantendo a cabeça baixa.. mesmo sentindo uma pontada de culpa pelo que estava “obrigando” a pobre moça a fazer, o frances nao desiste.. decide ir ate o fim..
-por enquanto nada.. apenas volte ao escritorio amanha.. e espere novas instruções minhas.. continue trabalhando normalmente.. quando chegar a hora voce será a primeira a saber.. agora dona Rosa a senhora me pertence.. será “minha funcionaria” em todos os sentidos.. até quando eu achar que voce já cumpriu seu papel com louvor.. – dito isso o homem tomou-lhe uma das maos e levou aos labios, beijando-a suavemente.. despedindo-se e partindo.. deixando para tras uma mulher atormentada.. assustada e resignada.. em relação ao desconhecido que a partir daquele momento tomaria conta de sua vida..
A moça observou o carro importado do chefe distanciando-se silenciosamente na escuridao daquela noite.. que subtamente havia ficado fria com a ausencia dele.. “o que seria dela a partir dali????.. como ela lidaria com sua familia????”.. as respostas para tais perguntas eram as mais incertas possiveis.. e apenas o tempo poderia elucidar essas questoes.. voltando a suspirar.. Serafina girou nos calcanhares dirigindo-se de volta para o casarao.
Parte 10
Antes de voltar para casa, Serafina decide ir até o quarto de dona Joana.. ela sente que precisa conversar com alguem.. e sabe que pode confiar plenamente na mãe de Sergio.
Momentos depois..
-..pois é dona Joana.. foi isso que aconteçeu.. – diz em meio a um suspiro resignado..
-meu Deus Serafina.. isso parece historia de filme.. se voce mesma nao tivesse aqui me contando.. eu nao ia acreditar..
-pois é.. e no fim não me restou outra escolha alem de aceitar.. – arqueando uma sombrancelha imediatamente diante das palavras da jovem, a senhora declarou:
-e voce aceitou uma coisa dessas assim sem mais nem menos???..
-nao foi sem mais nem menos.. simplesmente chegou um momento em que eu nao sabia mais o que fazer.. alem de aceitar ou permitir que ele executasse a dívida.. – a moça profere incerta, baixando a cabeça encabulada..
-Serafina.. Serafina.. voce ta brincando com fogo menina.. – sem entender a que a senhora se referia Rosa volta a encara-la.. ate que ela se explique:
-eu vi voces.. estava voltando da casa da comadre Martha e os vi.. eu te conheço garota.. você gosta desse homem mais do que esta preparada pra admitir, pra si mesma.. e nessa historia a unica que pode realmente sair machucada é voce..
-eu.. nao gosto dele.. – ela declarou vacilante..
-menina por favor.. nem o Julio com quem voce ia se casar.. tinha sobre voce o poder que esse homem tem.. e ninguem me contou.. eu vi.. entao nem tente negar..
-mas dona Joana.. – com um gesto de cabeça firme a senhora volta a interompe-la:
-o que esse frances esta fazendo com voce é “chantagem”.. e é tao crime quanto seu pai ter pego dinheiro nas maos de um agiota.. cuidado.. muito cuidado querida.. talvez essa divida custe bem mais caro pra você.. do que apenas um milhão de reais..
No dia seguinte..
Após ter tido um problemão para explicar ao pai o que seu chefe fazia procurando por ela em casa, Rosa finalmente conseguiu convencer o velho Giovani, de que o patrao ia precisar que ela fizesse “serão” durante a semana toda.. começando a partir do dia seguinte, e por isso havia decidido busca-la pessoalmente no cortiço, ainda naquela noite.. na verdade convencer era uma palavra muito forte, a moça admitia.. o senhor havia-se conformado momentaneamente com a explicação dada por ela, mas ficara sumamente desconfiado.. e com razão a filha pensava.. se ele soubesse.. jamais se perdoaria.. “não”.. Rosa afirmou mentalmente, jamais permitiria que o pai ou seus familiares descobrissem que ela estava se “sacrificando” pela divida que incidia sobre o casarao.. decidido isso a moça saiu de casa emcaminhando-se para o ponto de onibus. Ao apanhar a condução que a levaria ate a construtora.. um imperativo frio no estomago se apoderou dela.. realmente naquele momento, a incertidumbre era sua pior inimiga.
Enquanto isso no escritorio..
-Hi.. hoje voce ta alegrinho demais pro meu gosto frances.. o que e que foi que tu aprontou fala ai???..
-non sei Frazon.. eu non sei.. – responde o frances para o advogado reticentemente.. sem tirar o sorriso satisfeito do rosto..
-se voce nao sabe cuidado viu.. porque quem sabe meu amigo, voce nao esteja “ajudando” a tecer uma armadilha contra si mesmo.. – fulminando o amigo com o olhar, Claude chamou-lhe a atenção para assuntos importantes de trabalho, e ambos puseram-se a trabalhar.. mas Claude nao perdia o relogio de vista.. já eram quase 10h da manha, e Serafina ainda nao havia chegado.. ela nunca se atrasava.. havia algo de estranho ocorrendo ali, ele pensou..
Parte 11
Esbaforiada.. Rosa sai do elevador na construtora, correndo em direção ao seu posto de trabalho, sendo recebida calorosamente por Janete, que a avisa que o dr. Claude, já havia perguntado por ela varias vezes naquela manha.. empertigando-se imediatamente ante a menção do nome do patrão, a secretaria respira fundo, ocupando seu assento, começando a digitar furiosamente no computador.. nesse instante, Nara a noiva de seu chefe, adentra o recinto, perguntando para janete Sobre Claude.. ao que Janete responde, que o chefe esta em reuniao com o dr. Frazao.. e a socialite sem dar ouvidos a informação, simplesmente segue pretenciosa ate a sala da diretoria.. minutos depois é Frazão quem deixa a sala com um sorrisinho malicioso dançando nos labios..
Ao observar aquela cena.. Serafina sente subtamente um embrulho no estomago, ao pensar que seria “obrigada” a relacionar-se intmamente com um homem desprovido de escrupulos, que nao se importava em pagar o preço que fosse para ter algo que ele cobiçasse.. ou mesmo em enganar a propria noiva, com quantas mulheres sentisse vontade.. e a moça ate ruborizou ao dar-se conta, de que uma dessas mulheres em questao seria ela propria.
-Rosa voce ta bem amiga???.. empalideceu de uma hora pra outra.. – inquire Janete preocupada..
-não foi nada nao Janete.. foi so um mau estar passageiro.. – buscando manter o foco, a secretaria suspira fortemente e volta a concentrar-se na digitação..
Enquanto isso na sala da direitoria..
Nara tenta de todas as formas agarrar o noivo.. reclamando que ele andava muito distante na ultima semana.. e que ela “precisava dele”.. assim, inicialmente o frances permite que a socialite o beije.. até descobrir.. que não sente nada com o contato.. nenhum arrepio.. nada.. ao contrario, uma certa funcionaria desajeitada, espivitada.. dona de formas voluptuosamente agradaveis.. nao sai de sua mente.. inconformado com tal fato, o empresario interrompe o beijo, dando a desculpa de que estava assoberdado de trabalho, e nao poderia dedicar-se a ela sua noiva querida, como gostaria naquele momento, prometendo no entanto, compensa-la muito bem por essa falta.. com isso, satisfeita Nara aceita espera-lo.. quando o frances já não estivesse tao ocupado.. apto a dedicar-lhe toda a atenção que ela julgava merecer.
Despedindo-se da noiva com um selinho nos labios, Claude irritado por conta do ocorrido.. decide que Serafina Rosa, pagaria por mais aquela falha grave que ela cometera.. invadir-lhe a mente sem permissão previamente conferida.. e ele sabia muito bem como a faria pagar..
Parte 12
No fim do expediente, o momento mais temido por Serafina chegou.. pois Claude mandou chama-la ate a sala dele.. e a moça foi.. chegando lá abriu a porta da sala insegura.. ouvindo em seguida:
-entre e feche a porta por favor.. – o tom frio utilizado por ele.. a deixou ainda mais apreensiva.. ela fechou a porta sim, mas permaneceu parada em frente a entrada cerrada.. levantando os olhos dos papeis que analizava, ele voltou a falar:
-venha ate aqui.. – engolindo em seco.. Serafina caminhou ate ele.. fazendo menção de sentar-se na cadeira em frente a mesa dele..
-non.. fique ai.. – disse mirando-a de cima abaixo enquanto se levantava do assento que estivera ocupando.. percebendo a apreensao da secretaria.. sorriu maliciosamente declarando:
-calma dona Rosa.. eu non mordo non.. a nao ser é claro que a senhora me peça.. – com a boca seca ante as palavras inesperadas do patrao, Rosa “obrigou-se” a se aproximar dele, que permanecia de pé.. detras da propria mesa, fazendo um gesto displicente, indicando que a moça fosse ate ele, chamando-a utilisando o dedo indicador.
Quando ela chegou perto o bastante dele, mantendo no entanto uma distancia que considerava segura, ele a escorou suavemente contra a mesa.. acercando-se mais.. muito mais do que ela “gostaria”.. entao, completamente nervosa ela perguntou:
-o que voce quer.. – no tom mais quente e sensual que Rosa ja tinha ouvido na vida o homem respondeu..
-você cherrie.. eu quero voce.. – a secretaria arregalou imediatamente os olhos e ele soltou uma gargalhada deliciada, diante da reação assustada dela..
-escuta aqui.. quem voce pensa que e hein???.. voce nao precisa de mim.. ja tem uma noiva prontinha pra satisfazer todas as suas necessidades doentias.. se aproximando ainda mais dela ele declarou no mesmo tom utilizado anteriormente:
-ciume non esta incluido no nosso trato Serafina.. – ao que imediatamente ela protestou:
-ciume eu????.. de voce???.. é claro que nao.. eu simplesmente quero que voce caia em si e desista dessa loucura.. – a declaração saiu menos veemente do que a moça gostaria, porque naquele mesmo instante, o frances deslizou as maos sobre os cabelos dela, libertando-os da presilha que os segurava, permitindo que os fios sedosos, caissem em cascata sobre os ombros de Rosa.. e sem deixar de correr os dedos atraves das madeixas da secretaria ele afirmou, em um sussuroo rouco de desejo:
-chega de conversa.. voce ja fez a sua escolha ontem.. e nem adianta dizer que non tinha outra escolha possivel a fazer etc etc.. isso non me interessa.. você.. a partir de hoje.. vai aprender tudo sobre mim.. o que me agrada.. o que me desagrada.. vai se portar e se vestir como eu decidir, e vai fazer exatamente tudo o que eu disser.. – Rosa queria revidar a altura, mas estava ficando cada vez mais ofegante, em virtude da caricia languida que recebia do patrao.. alias a essas alturas, as maos masculinas ja estavam explorando desavergonhadamente sua nuca.. mas apesar disso, a moça ainda conseguiu retrucar:
-é uma pena que nunca tenham dado uma boneca pra voce brincar quando era criança.. – o resultado foi diverso do pretendido por ela, ao inves de irritar-se o patrao simplesmente caiu na gargalhada, e aumentando a pressao na nuca feminina completou:
-quem precisa de uma boneca quando pode se “divertir” bem mais satisfatoriamente.. com uma mulher de carne e osso.. – o vigor da caricia em sua nuca.. fez com que Serafina terminasse cerrando os olhos.. ele entao.. aproximou-se ainda mais dela, sussurrando-lhe sedutora e languidamente ao ouvido:
-você aprenderá a me agradar cherrie.. começando agora mesmo.. – ao ouvir isso a secretaria abriu os olhos com a respiração em suspenso.. encontrando- o perto demais do proprio rosto.. Claude entao, recuou ligeiramente para o lado esquerdo, dando a Serafina acesso a seu pescoço..
-eu gosto muito de ser acariciado ai.. demoradamente.. e eu quero que voce faça isso.. agora.. – respirando com mais dificuldade ainda.. a moça acercou o rosto da curva do pescoço masculino.. meio incerca sobre como proceder.. ele entao voltou a recuar.. dando-lhe de supetão um beijo escaldante e demorado no pescoço.. sugando-o e mordicando de leve.. fazendo com que a moça gemesse incontrolavelmente..
-é exatamente assim que você tem que fazer.. – ele disse enquanto a olhava diretamente nos olhos e voltava a dar a ela acesso ao proprio pescoço.. enlaçando-a firmemente pela cintura, enquanto esperava.. com o coração aos saltos e arrepiada da cabeça aos pés, ela encostou os labios na pele macia do pescoço do empresario.. fechando os olhos.. enquanto procurava “imitar” os atos que o patrao praticara, quando o “demonstrara” para ela.. o perfume dele era inebriante, Serafina constatou.. e uma torpeza esquisita tomou-a por completo, ao ouvir o gemido enlevado de aprovação.. que recebeu de Claude.. enquanto continuava a acaricia-lo demorada e languidamente.. sugando.. mordicando.. exatamente como ele pedira.
Parte 13
TRILHA SONORA PARA A CENA A SEGUIR : bit.ly/3k66xK
Claude não podia crer que toca-la ou ser acariciado por ela lhe proporcionaria tamanho prazer, ele estava completamente surpreendido com tal fato.. não que ele não soubesse disso, afinal “pagara” uma quantia exorbitante para “assegurar” que a teria sob seu poder, acontece que a dimensão de seu desejo por ela.. apenas ficava maior a cada dia que passava..
-oui cherrie.. isso mesmo.. voce aprende muito rapido.. – ele proferia entre gemidos incontidos.. ela entao interrompeu abruptamente a caricia.. ao encara-la ele percebeu que Rosa tinha as faces afoguadas.. descendo o olhar para os seios da moça.. ele ficou encantado, com o arfar suave provocado pelas “atividades” que ambos vinham realizando.. quando voltou a olhar para o rosto dela.. a surpreendeu mordendo estaxiada o labio inferior.. entao sorrindo triunfantemente o homem declarou ofegando de leve:
-agora me beije.. eu quero que você me tire completamente o fôlego Serafina.. – como ela apenas permaneceu olhando-o sem tomar atitude alguma.. ele acercou o rosto do dela.. ate que ela pudesse sentir sua respiração acariciando-lhe as faces.. quando desejosa ela fechou os olhos.. foi a vez dele permanecer impassivel.. apenas dizendo:
-me beije Rosa.. até deixar todas as suas pétalas espalhadas em mim.. – o tom macio da voz de Claude a provocou até o limite do que seu desejo crescente por ele, poderia suportar.. Serafina entao, abriu novamente os olhos.. levou a mao a nuca do patrao, puxando-lhe a cabeça para baixo.. até ela.. afim de que o empresario pudesse receber o beijo “apaixonado” que pedira.. o qual ela não tinha a mais minima condição de negar..
Quando sentiu os labios dele sobre os seus.. ela o enlaçou imediatamente pelo pescoço.. voltando a acariciar-lhe a nuca, convidando-o com a propria lingua a aprofundar o beijo.. convite que o frances aceitou de imediato, retribuindo-a sofrega e avidamente, colando seu corpo indecentemente ao dela no decorrer do processo.. quando o fôlego dos dois esvaiu-se completamente.. o empresario começou a mordicar o queixo da moça.. roçando carinhosa e sensualmente a barba sobre a pele eriçada que encontrava pelo caminho.. o problema de Rosa.. é que o frances queria tambem percorrer outros caminhos.. aqueles que ainda lhe eram desconhecidos..
Claude concentrou a atenção na curva delicada do pescoço feminino.. deixando-a completamente tremula e esbaforida.. aquelas alturas Serafina nao podia entender como diabos, Terezinha conseguia ao menos reclamar quando Milton, seu noivo, deixava a barba crescer.. inclusive a moça chegou a conclusão.. de que adorava a barba daquele frances.. embora ela nunca fosse admitir isso pra ele, lógico..
Quando sentiu a pressão firme das mãos masculas em seu traseiro.. Rosa ate quiz repreende-lo.. conseguir tal feito é que não era facil, com o homem beijando-a daquele jeito tao voraz e possessivo.. enlouquecedor.. as maos dele entao subiram pelos quadris da secretaria, passando pela cintura.. indo direto para o ventre liso dela.. e os labios dos dois, voltaram a se encontrar em um beijo urgente e apaixonado.. sem conseguir mais represar aquela vontade indomita que se apoderava dele, Claude tomou-a nos braços e deitou-a sobre a mesa de reuniões.. Rosa ia protestar.. mas quando deu por si, já lutava desesperadamente contra as casas que prendiam os botoes da camisa do frances, sem conseguir solta-los numa primeira tentativa..
começou a rompe-los utilizando a força bruta mesmo.. e o som do tecido se rasgando, ao inves de traze-la de volta a realidade, apenas a impulsionou a ir mais longe..
Claude tambem, estava bastante concentrado na tarefa de livra-la da blusa de seda branca que ela usava.. no entanto, ele se distraiu.. deixando ambas as mãos passearem por debaixo da saia de Serafina.. apalpando sem cessar as magnificas coxas da moça.. sem deixar de beija-la.. Rosa por sua vez, se sentiu ir ao céu e voltar.. quando o chefe afundou o rosto com vontade em seu decote já a mostra pelos botões que o frances ja conseguira desabotoar..
Ela sabia que aquilo era uma loucura.. que estava errado.. mas nao tinha mais forças para voltar atras.. Claude por sua vez, sabia que nao seria nada apropriado possuir sua secretaria sobre a mesa de reunioes de seu escritorio.. mas quem disse que ele estava se importando com isso???.. os dois voltaram a se beijar com paixao.. então o telefone tocou.. assustando-os momentaneamente.. trazendo a realidade de volta para o recinto..
A moça dando-se conta do que quase havia feito.. arregalou os olhos como de costume, aproveitando o instante de distração do chefe para escapar e sair correndo.. outra vez.. enquanto se recuperava da fuga repentina de sua funcionaria.. Claude levantou-se da mesa de reunioes e gargalhou enquanto seguia ate o telefone que soava, e o empresario o fazia, por conta do estado deploravel em que se encontrava.. todo manchado de batom, rasgado e despenteado.. até um pouco arranhado.. com certeza dona Rosa era um achado impressionante e muito apetecivel.. assim, sem deixar de sorrir.. ele decidiu que valeria a pena, vencer toda e qualquer resistencia que Serafina Rosa pudesse ter contra ele.. pois o premio no final, seria o melhor de todos..
Parte 14
Completamente desnorteada Serafina chegou ao cortiço aquela noite, e apesar de que ela tivesse posto a propria roupa no lugar da melhor maneira possivel, apos o que ocorrera na construtora, a moça sabia que seu estado de confusão e “quase desalinho”, chamariam muitissimo a atenção do velho Giovani, exatamente por isso ela resolveu antes de adentrar em casa, dar uma passadinha no quarto de sua grande amiga e confidente, dona Joana, mãe de seu tambem amigo, Sérgio.
Minutos mais tarde..
-como é que é Serafina????.. – pergunta a senhora boqueaberta com o relato que acabara de ouvir..
-é isso mesmo que a senhora ouviu dona Joana.. quase que eu entrego o ouro pro bandido ali mesmo.. – disse a garota, ainda um tanto quanto surpresa com a propria reação, diante da iniciativa do frances.
-Serafina menina.. como você deixou chegar a esse ponto???..
-ai eu já nao posso explicar.. porque quando eu vi.. eu ja tava.. ha deixa pra la nao e mesmo???? – dando-se conta de que estava prestes a dar uma informação constrangedora a qual havia omitido inicialmente na conversa, a moça volta atras encabulada..
-você já estava fazendo o que???.. – inquire a outra com uma sombrancelha arqueada.. e como a garota demorou em contestar.. a senhora pressionou:
-o que você fez Serafina Rosa Petroni????.. – baixando a cabeça com as faces afogueadas, a moça confessou:
-eu não apenas deixei ele se aproveitar de mim dona Joana.. eu participei.. – exaltando-se ligeiramente a outra declarou:
-como assim participou garota???.. ta louca????.. – ainda de cabeça baixa a secretaria completou:
-não posso explicar mas.. ele é que me deixa louca dona Joana.. nao consigo impor um limite.. eu até tento resistir.. mas é impossível.. quando ele chega perto de mim falando daquele jeito.. me beijando.. assim, todo manhoso.. eu fico perdidinha.. – consternada a senhora escuta o suspiro que se segue aquela declaração da vizinha.. e adverte:
-Serafina você nao merece ser tratada dessa forma ouviu?!.. claro eu nao vou me fazer de puritana, sou mulher, sei muito bem o que acontece quando um homem mexe com os nossos animos dessa maneira.. mas eu só te peço.. cuidado menina.. muito cuidado mesmo.. e esse seu chefe, don Juan frances ai, tambem tem que tomar muito cuidado.. porque o velho Giovani é capaz de matar o homem se descobrir o que você e ele andam fazendo de verdade, nesses benditos serões lá na construtora.
Enquanto isso no escritorio..
-eu non tô acreditando!!.. é você Frazon????.. vem cá você nao tinha uma hora mais inconveniente pra ligar non????.. – estranhando a irritação do amigo, o advogado quiz saber:
-ué porque você ficou todo irritadinho por eu ter ligado???.. você não ia ficar ai na empresa trabalhando até um pouco mais tarde???.. – aprecebendo-se da mancada que acabara de dar o empresario conserta:
-e fiquei.. mas sabe como é né.. mandei a dona Rosa embora mais cedo.. ai a Nara apareceu por aqui e..
-há ta entendi.. foi mau ai amigao.. da proxima vez eu nao ligo mais.. prometo.. – interrompe o advogado gargalhando enquanto pronuncia a declaração..
-agora ja non faz diferença.. porque ela já foi embora e por sua culpa!!.. afinal pra que voce ligou hã???.. – na defensiva o amigo contestou:
-poxa chefinho eu ja disse que foi mal.. eu liguei na maior das boas intenções, pra te chamar, pra encontrar a mim e umas amigas aqui na boate de sempre..
-non Frazon.. infelizmente, eu nao poderei te fazer companhia hoje.. – estranhando a atitude do frances ainda mais, o amigo inquire:
-ué porque nao frances????.. a Nara não te largou ai abandonado e triste????.. – examinando o estado “deploravel” em que Serafina o deixara Claude responde:
-porque ela me deixou aqui totalmente impossibilitado de sair direto daqui pra qualquer outro lugar, que não seja o meu apartamento..
-ui.. paixão animal é???.. – brinca o advogado ao que o empresario contesta meio rispidamente:
-ha.. por favor quer parar de gracinha hã????.. thau Frazon.. non quero mais falar com voce hoje.. bye viu.. tô indo pra casa agora.. vou desligar.. – declara o homem, enquanto desliga o aparelho com veemencia, vestindo em seguida, o paletó por cima da camisa, afim de ocultar o maximo possivel, a peça completamente inutilizada, por uma certa escriturária italianinha..
Ao pensar nela, enquanto entrava no proprio carro, Claude não pôde deixar de sorrir.. a camisa provinha de uma grife francesa carissima, mas pra ele.. nada valera mais a pena que perder a peça de roupa; e.. que fincionária mais competente.. ele arranjara.. pensou.. assim, ainda sorrindo o empresario seguiu caminho, até seu apartamento.
Parte 15
O fato de ter ficado um bom tempo no quarto de dona Joana, ajudou Rosa.. pois ao chegar em casa um tanto quanto “desalinhada”, o pai nem estranhou.. afinal era normal que sua filha apos voltar de um dia estressante de trabalho; ao permanecer conversando com uma amiga.. fosse se colocando cada vez mais “a vontade”. Agradescendo a Deus por isso.. a moça jantou com os familiares e foi dormir.. um sono tortuoso.. cheio de “sonhos”.. que seriam considerados “improprios” até pela mais libertina das mulheres.
Serafina “compartilhou” tais sonhos “inadequados” com um certo empresario frances, que por sua vez despertou sobressaltado no meio da noite.. quase ao mesmo tempo que ela.. a diferença entre ambos, é que enquanto a secretária tomava a resolução de manter-se o mais longe possivel da causa de seus sonhos.. o chefe, decidia exatamente o oposto : “vencer a resistencia de sua funcionária.. para assim poder possui-la o mais rapido possivel”.. Claude tinha certeza absoluta, que ao faze-lo os sonhos perturbadores, o abandonariam.. enquanto Rosa pensava o mesmo, só que em relação a decisao que ela propria tomara.
No dia seguinte e nos que se seguiram a ele, Serafina evitou de todas as formas possiveis, estar na presença do chefe tóxico.. ou toxicamente sexy, se ela fosse sincera consigo mesma, o bastante para admiti-lo. Claude havia percebido tal manobra da funcionaria, e esta já o estava tirando do sério.. a moça chegava muito cedo e sempre escapava de todos os “serões” com muita habilidade.. de maneira, que para burlar esse esquema de “auto-proteção” tão intrinseco que ela havia montado.. ele teria que ser bastante criativo.. e rememorando todos os autos e baixos pelos quais já passara em toda a sua vida, o frances estava seguro.. que de falta de criatividade.. ninguem poderia acusá-lo.. “me aguarde Serafina Rosa Petroni”, ele pensou satisfeito.. enquanto tamborilava os dedos distraidamente sobre sua escrivaninha.. e se permitia sorrir desavergonhadamente, diante dos planos que estavam se formando em sua mente, os quais ele por certo.. poria em prática.
Parte 16
No final de mais um dia, em que Serafina sentia-se orgulhosa por haver conseguido escapar do assedio do patrão, ela deixou a construtora sorridente e aliviada, decidida a pelo menos naquela noite, esquecer todos os seus problemas, incluindo a dívida de seu pai e tudo que dela provinha, nem ao menos esperar na parada de ônibus a condução por quase uma hora, a desanimou.. pelo contrario, quando chegou em casa, disfrutou como nunca daquele jantar em familia, até mesmo a briga entre Dino e Terezinha lhe pareceu convidativa.. tudo ali cheirava a lar.. e ela estava particularmente feliz naquele momento.
Então a campahinha da porta soou.. e os fatos que se seguiram a esta ocorrencia, foram totalmente inesperados para Serafina..
-Fina tem um homem bonitão ai na porta.. perguntando por você.. – empertigando-se de imediato ante a informação dada pela irmã.. a moça respirou fundo.. deixando o prato que lavava de lado e enxugando as mãos rapidamente, afim de ir atender a visita inesperada.
-deve ser o chefe dela..ele veio aqui outro dia perguntando por ela, só que ele nem chegou a subir, porque eu encontrei com ele lá fora.. – intrometeu-se Dino..
-nossa Fina que chefe hein???.. – atordoada que estava, Rosa nem ao menos repreendeu a irmã mais nova, por chama-la pelo apelido que ela simplesmente detestava..
-Terezinha não fala assim menina.. – advertiram Giovani e Amalia quase ao mesmo tempo.. mas o italiano nao pararia por ai..
-mas de novo esse homem aqui.. o que é que ele tá querendo com você filha???.. – ao que Amalia imediatamente retrucou:
-Giovani não fala isso.. deixa de besteira homem..
-eu nao sei nao Amalia.. não sei não.. – declarou seguindo a filha até a sala onde estava o recem chegado, e como o pai foi.. a mãe e os irmãos tambem os seguiram..
-boa noite a todos.. – cumprimentou o frances muito simpatico, quando avistou toda a familia Petroni vindo ao seu encontro.. inclusive Rosa.. os dois protagonizaram uma rápida troca de olhares, que a secretaria interrompeu, desviando os olhos para outra direção..
-o que o senhor ta fazendo aqui doutor?.. – ela perguntou com a mesma docilidade de sempre, demonstrando claramente pra ele, que desejava uma explicação e ele a forneceu..
-eu vim devolver a sua bolsa.. você esqueceu la na construtora.. esta com seus documentos.. enfim tudo.. e eu achei que o melhor seria vir devolve-la.. estou de carro.. nao me custava absolutamente nada.. fazer uma gentileza para, a melhor funcionaria do meu escritorio.. – ao ouvir isso no tom mais gentil e “sincero” do mundo, sem nemhuma gotinha que fosse de ironia, Rosa ficou na defensiva.. mas seus pais e seus irmaos receberam o empresario de braços abertos..
Seu pai agradeceu e começou a conversar animadamente, sua mãe passou um café delicioso na mesma hora, seus irmãos cumprimentaram e participaram da conversa que veio em seguida compenetrados, ate que Terezinha fosse encontrar o noivo no portão do cortiço e Dino fosse jogar video-game.. cada vez mais desconfiada diante da conduta adotada por Claude, Rosa não sabia realmente o que esperar dele.. dona Amalia lhe havia dito enquanto arrumavam a bandeja do café na cozinha, que o chefe dela era “um homem muito distinto, cavalheiro e educado”.. e seu Giovani, dissera em alto e bom som no decorrer da conversa, que sua filha “não poderia ter arranjado um chefe melhor”.. um homem “caridoso” e “preocupado” por seus empregados..
Se eles soubessem a verdade, Serafina pensou, não renderiam tantas homenagens ao frances.. quase 40 mitutos haviam se passado desde que ele chegara, e a moça mal falara durante toda a estadia do patrão em sua casa, deixara esse exercicio para toda a sua familia, que estava muito feliz e satisfeita em poder recebe-lo ali.. naquela noite..
Assim, para ajudar a manter-se calma e impassivel, Serafina consolava-se com o fato de que ele logo logo.. iria embora.. e ela poderia ir dormir tranquila.. embora o homem já tivesse “arruinado” seus planos de “completo e total esquecimento” dos problemas totalmente, a partir do momento em que aparecera sem mais nem menos, a sua porta. Rosa estava visivelmente descontente com aquela situação toda.. fato que seus familiares nao percebiam, porque se encontravam ocupados demais em recepcionar como se deve o chefe dela, no entanto para Claude, aquele desagrado por parte da secretaria, com a presença dele.. não era algo que passava desapercebido.. pois o frances estava bastante consciente de cada gesto ou reação da escrituraria, desde o instante em que passara pela soleira da porta, da casa dos Petroni.
Logo depois veio outro café.. outro suspiro exasperado de Serafina e.. um “espirro” por parte de Claude.. que por sua vez, deixou a italianinha com uma pulga imensa atras da orelha.. mas ela não teve muito tempo para pensar a esse respeito, pois imediatamente seus pais começaram a se movimentar para cuidar do frances “adoentado”.. com direito a escalda-pés e tudo mais.. de inicio o chefe protestou.. mas aceitou rapido até demais, a hipotese de passar a noite no cortiço.. sob os cuidados atenciosos de dona Amalia e seu Giovani Petroni.
Em certo momento, a Rosa pareceu-lhe que o frances estava realmente doente.. o homem nao estava mentindo, nem fingindo.. a culpa atingiu-a no mesmo instante, por conta da maneira fria com a qual o vinha tratando desde que ele chegara.. coitado, devia ser horrivel.. ficar doente e nao ter ninguem pra cuidar do seu bem estar, pensou.. com isso, a moça dedicou-se a ajudar os pais na tarefa de cuidar do frances.. que por sua vez, já encontrava-se confortavelmente deitado na cama de Rosa.. aconchegado nos lençóis dela.. depois de tomar uma sopa medicinal especialmente preparada por dona Amalia.. para ele.
Serafina olhava para o patrao deitado em sua cama de olhos fechados, já dormindo.. imaginando que de certa forma, ele encontrava-se exatamente, aonde pagara uma quantia exorbitante para poder estar.. em sua cama.. apos esse pensamento, a secretaria deu graças a Deus pelo fato de o chefe estar dormindo, e assim nao haver podido apreciar o rubor incoveniente que tomou conta das faces femininas.
Parte 17
Em seguida, a secretária ajeitou o travesseiro atras da cabeça de Claude e subiu-lhe as cobertas.. para que assim ele pudesse ficar mais confortavel ainda, feito isso, Rosa levantou-se devagar do lado da cama onde Claude estava, e foi até o armario, retirando dali uma camisola e cobertas, que levaria para o quarto do irmão Dino, onde ela e Terezinha dormiriam aquela noite, em virtude da presença do frances no quarto de ambas.. pouco antes de retirar-se do recinto, Serafina permitiu-se uma ultima olhada na direção de Claude.. realmente ele parecia inofensivo assim adormecido de forma tranquila, sem aquele sorrisinho irritante posto nos labios.. ao pensar no sorriso do homem, Rosa deixou o quarto no mesmo instante.. pois arrepios mais incovenientes que o rubor que lhe havia tomado as faces momentos antes, atingiram-a em cheio.. irremediavelmente.
Recostada na parte de baixo da bicama de seu irmão, enquanto o mesmo dormia em uma rede e Terezinha ocupava a cama do garoto, Serafina não conseguia pregar o olho.. sentia-se nervosa.. inquieta com a presença do chefe assim tao perto dela, mesmo que o homem estivesse adormecido.. a moça entao “cochilou”.. mas despertou rapidamente meio envergonhada pelos malditos sonhos que a acometiam a cada vez que ela fechava os olhos.. acordada e segurissima de que não conseguiria voltar a pregar os olhos pelo resto da noite, Serafina mirou o teto.. e suspirou resignada, envolta pela total e completa escuridão.. desolada.. todos.. inclusive Claude estavam dormindo, e ela.. acordada daquela forma.. que situação.
Levantando-se, Rosa decidiu tomar um copo de água na cozinha, e assistir um pouco de tv na sala depois, para ajudar o sono a alcança-la.. passava um pouco da meia noite.. e a moça já guardava a garrafa que utilizara de volta na geladeira, quando escutou:
-tá com sede cherrie?!.. – falou o frances em meio a escuridão eminente num tom perigosamente macio e sensual.. agarrando o copo com força para que este nao caisse, em virtude do susto que ela levara, Rosa tambem controlou-se para nao gritar assustada.. pois isto acordaria a casa toda.
-o que é que voce ta fazendo de pé aqui posso saber???.. – ela sussurou em tom repreensivo..
-o mesmo que você.. eu vim buscar um copo com agua hã?!.. – ele declarou debochado e displicente ao mesmo tempo.. ao avistar o copo cheio de agua nas mãos dele, ela novamente voltou a sentir-se culpada.. afinal uma vez mais, pensara mal dele.. quando ele nao estava dando-lhe reais motivos para isso.. “se bem que agora ele não esta te dando motivos Rosa.. mas antes..”, lembrou-lhe sua consciencia.. e tal fato deixou-a mais confortavel e tranquila naquele momento. Serafina já ia retirar-se.. quando Claude perguntou-lhe em tom de urgencia:
-por favor.. antes de ir voce poderia me dizer aonde é que fica o banheiro???.. – imaginando, em vista do tom de voz utilizado pelo chefe, que ele devia estar precisando muito ir ao lavabo, ela respondeu contendo uma gargalhada:
-no final do corredor.. a direita..
-ta bom muito obrigada.. segura aqui.. – ele disse largando o proprio copo de agua nas maos dela.. rindo da situação Serafina permaneceu de pé, perto da mesa da cozinha, esperando Claude retornar do banheiro, para ver como ele estava.. afinal ele chegara ali bastante enfermo, despedir-se e voltar para o quarto do irmão.. era a melhor coisa a se fazer.. a moça decidiu.
O patrão demorou absurdamente para voltar, e preocupada Rosa foi até o banheiro ver se havia ocorrido algo com ele.. nada.. ele não estava lá.. mais intrigada ainda, Serafina encaminhou-se até o proprio quarto, que o empresario estava ocupando aquela noite.. e não deu outra.. ele estava deitado de volta lá.. em sua cama.. parecendo um tanto quanto desfalecido..
Parte 18
Ainda mais preocupada ao presenciar tal cena, a secretaria aproximou-se do homem.. ele não se movia.. debruçando-se ligeiramente sobre ele afim de checar-lhe a respiração, algo inesperado aconteçeu.. duas mãos fortes agarraram gentilmente seus braços, puxando-a para si.. quando percebeu, Serafina já era prisioneira, sob o peso do corpo masculo de Claude.
Assustada e sobressaltada com o que acabara de ocorrer, a garota arregalou ligeiramente os olhos como de costume, enquanto ouvia:
-d’accord.. eu non pretendia fazer nada esta noite non.. mas foi você quem veio me procurar.. – chocada Rosa não conseguia pronunciar qualquer palavra que fosse.. ao mesmo tempo em que o frances acercava perigosamente o rosto do dela.. imediatamente respirando com dificuldade, em vista da proximidade exacerbada dele, Serafina nao sabia o que fazer.. então ela tentou distrair-lhe a atenção da melhor maneira possivel:
-você esta doente.. não é adequando realizar no momento esse tipo de atividade.. – a declaração saiu meio ofegante.. e olha que ele nem a estava tocando realmente, definitivamente, aquele frances a tirava do sério..
-e quem disse pra você que eu estou doente hã???.. – entendendo de imediato a situação, a secretaria arregalou ainda mais os olhos..
-você amou tudo isso.. a bolsa que esqueci no escritorio aquele dia.. foi so uma desculpa.. – ela falou mais pra si mesma do que pra ele..
-isso mesmo.. esta era a unica forma de voltar a ficar sozinho com você.. e eu fiz.. voce é muito escorregadia quando quer.. Serafina.. – ouvi-lo chamar seu nome naquele tom tao languido e calido, estava revolvendo os animos e os sentidos da escrituraria.. que encontrava-se áquelas alturas, realizando um esforço tremendo, para aparentar uma irritaçao, que no momento de verdade, nao sentia..
Ela queria escapar da armadinha na qual caira, e arranjara a desculpa perfeita.. certamente ela nao duvidou em utiliza-la:
-a porta.. esta aberta.. – disse timidamente, como se realmente estivesse de acordo com o que deveria ocorrer a seguir.. “mas não ocorreria”, afirmou mentalmente para si mesma, enquanto o frances a libertava.. para que ela fosse fechar a porta.. Rosa levantou-se da cama onde estivera com o empresario, já pronta para escapar.. mas cometeu o erro gravissimo de dar uma ultima olhada para tras antes de deixar o recinto.. e o que viu a deixou completamente sem folego..
Claude havia despido a velha blusa de moletom, e o short de seu pai que lhe haviam sido emprestados, peças que alias não haviam servido com perfeição no frances, ficando sumamente apertadas, e totalmente desnudo.. o homem caminhou até ela.. com um sorrisinho triunfante dançando no canto dos lábios..
Com a respiração em suspenso.. Rosa agora entendia, porque as peças haviam ficado tão apertadas nele.. Claude tinha uma compleição fisica poderosa em todos os sentidos possiveis.. ombros e peito largos e musculosos.. braços longos e bem desenvolvidos.. mãos de dedos tambem longos e masculamente delicados.. quadril estreito.. coxas grossas.. compondo pernas muito bem proporcionadas.. aliás ele inteirinho era muito bem proporcionado.. quando serafina deu por si, o chefe parou ao seu lado, fechando a porta com a chave.
Logo depois, ele deslocou-se parando bem a frente dela.. enquanto dizia no tom mais cinico que a moça já ouvira na vida:
-non precisa desviar o rosto non.. pode olhar tudo que quizer.. a vontade cherrie porque.. daqui a pouco será a minha vez de faze-lo.. – ele disse languidamente.. mirando-a de cima abaixo.. sem que aquele sorriso extremamente perturbador lhe abandonasse os labios..
Parte 19
TRILHA SONORA PARA A CENA A SEGUIR : bit.ly/c7NSDY
Enquanto isso no quarto ao lado..
Terezinha desperta e percebe a ausencia da irmã no aposento, a garota imagina que Rosa deve haver ido apanhar um copo d’agua na cozinha, e decide que tambem precisa de um.. porem, chegando lá.. Terezinha não encontra Serafina.. percebe que tambem na sala a outra não está.. retorna ao quarto de Dino e nada da irmã aparecer.. sumamente desconfiada, a garota volta a recostar-se na cama.. “Será que a fina e o doutor Claude???”.. “não claro que não”.. ela mesma responde a sua pergunta retórica, certa de que sua irmã mais velha jamais teria coragem de fazer uma coisa como essa.. alem do mais, o chefe dela estava doente.. claro que haveria outra explicação, para o fato de que Rosa não estivesse no leito que lhe correspondia aquela hora da madrugada.. então, recordando-se de que não havia checado no banheiro da residencia, a mocinha respira aliviada.. acreditando ter finalmente encontrado o paradeiro de Serafina; satisfeita com sua descoberta.. fecha os olhos novamente e volta a dormir.
Já no quarto aonde se encontram Claude e sua secretaria..
O clima esquenta em muitos graus, enquanto Serafina permanece imovel diante da porta cerrada, recusando-se a olhar novamente em direção ao frances desnudo a sua frente, coisa que não lhe estava sendo nada facil.. já que tal visão era bastante convidativa ela diria.. recriminando-se instantaneamente por esse pensamento pouco apropriado, a jovem vira-se de costas para o empresario, voltando a encarar a porta do aposento, que ela estava mais do que disposta a abrir.
Claude nesse momento, aproxima-se sorrateiro de Serafina.. colando-se proposital e indecentemente as costas femininas.. enquanto a enlaçava pela cintura de forma insinuante.. depositando-lhe um beijo escaldante e demorado no pescoço, permitindo que suas mãos subissem suavemente pelos braços dela em seguida.. forçando o neglige que ela usava para baixo, “obediente” ao seu toque, a peça foi parar no chão.. os suspiros de prazer, que ela não podia conter o instigavam a continuar.. Rosa racionalmente nao queria que aquilo ocorresse.. mas seus instintos mais primitivos, a levaram a recostar-se ainda mais contra ele, estreitando o contato entre seus corpos, ficando cada vez mais consciente da força do desejo do frances.
O empresario entao, mordicou afavelmente a orelha feminina a qual tinha acesso.. enquanto suas mãos exploravam avidas e veementes o corpo de Rosa, ainda por sobre a camisola.. conquistando, minando a resistencia da moça.. seduzindo.. alcançando-lhe um dos seios de aureolas entumescidas, Claude brincou com a secretaria.. massageando-lhe o mamilo com habilidade tremenda.. e a fricção enlouquecedora do cetim da camisola, combinada com o toque experiente e escaldante dos dedos do frances, fez com que Rosa mordesse com força o labio inferior, afim de evitar que sua garganta a traisse, deixando escapar um gemido deliciado.. que com certeza ela lutava desesperadamente para não emitir..
-pare de lutar contra mim Serafina.. eu sei que você me deseja tanto quanto eu te desejo.. – Claude sussurrou-lhe ao pé do ouvido num tom languido e macio, enquanto suas mãos iam cada vez mais longe na exploração do corpo da secretaria.. embevecido, o homem desceu os dedos dos seios para o ventre liso da moça.. e dai levando-os até os quadris de Rosa, puxando-a para si gentilmente mas com firmeza..
-se continuar mordendo o lábio com toda essa força.. você vai se machucar hã??? – ele disse “docemente” ao mesmo tempo em que gemia de forma estudada e proposital, contra os ouvidos dela.. levando Serafina literalmente a loucura.. incapaz de continuar represando seu desejo por ele, a escriturária ainda de costas para o chefe, levou uma das mãos até o rosto masculo dele.. meio que enlaçando-o pelo pescoço.. buscando pelos labios do frances, iniciando um beijo provocante e exigente, que o homem correspondeu de imediato.. descendo ainda mais as mãos e insinuando-as por baixo da camisola dela.. que por sua vez simplesmente delirou.. ao sentir as mãos de Claude.. alcançando a singela tanga de algodão que ela usava..
Agora Serafina já não continha mais os proprios gemidos de prazer, enquanto o empresario brincava com a peça de algodão.. enrosacando as pontas dos dedos no tecido.. deslocando-o do lugar levemente.. sem realmente retira-lo.. enquanto logicamente explorava a pele feminina exposta pelo caminho com muita dedicação.. sua secretaria tinha a pele mais suave e macia que ele ja tocara alguma vez, pensou.. e quanto mais ela gemia.. mais longe ele ia na sua tortuosa exploração pelo corpo da moça..
Atrevido, Claude permitiu que uma de suas mãos fosse parar dentro da peça intma de algodao com a qual estivera brincando descaradamente.. explorando o ponto apce da feminilidade de Serafina.. manipulando habilmente o botão flamejante daquela flor.. e enquanto ela desfalecia pelo mais puro prazer nos braços dele.. o empresario tambem mordicava de leve o queixo da mulher.. esperando pelo momento em que ela se viraria de frente pra ele.. e se entregaria completamente.. fato que ocorreu logo em seguida.. assim, ela voltou a enlaça-lo pelo pescoço, desta vez frontalmente.. beijando-o com paixão e sendo correspondida com voracidade..
A essas alturas as mãos do frances estavam nas nadegas femininas.. acariciando-as e atraindo Rosa com firmeza para si, atraves daquele ponto de referencia.. e nos ouvidos dela.. sua voz rouca de desejo dizia:
-quero me enroscar inteiro em você.. você me deixa louco cherrie.. – os labios do frances agora voltavam a atacar sem piedade a curva do pescoço de Rosa.. expandindo-se tambem para o colo feminino.. enquanto ela gemia cada vez mais enlevada.. e os dois cairam na cama de Rosa.. o colchão do leito afundou sob o peso de ambos.. exatamente como nos sonhos do empresario.. melhor ainda que neles.. o homem diria se perguntado.
A secretaria por sua vez, acariciava veementemente a nuca do frances, deixando ambas as mãos correrem livres pelos cabelos dele.. depois pelos braços e costas másculas.. nesse momento ele lhe deu um pouco mais de espaço, provocando protestos por parte dela a principio, mas logo ela pôde entender o que ele pretendia com aquele gesto.. e retirou a propria camisola.. que foi parar no chão, junto com as demais peças de roupa, descartadas pelos dois até ali. Agora, apenas a fragil lingerie de algodão.. separava sua completa nudez da dele..
Rosa estava totalmente ofegante e Claude tambem.. ambos hipnotizados um pelo outro.. até que o homem declarou maravilhado, com a visão do paraiso que lhe era proporcionada por ela:
-você é linda.. magnifica.. maravilhosa.. fantastique.. ma cherrie.. complètement incomparable.. – mesmo sem entender o idioma a secretaria sabia instintivamente que se tratava de um elogio, ruborizando imediatamente, ao que o frances sorriu encantado com tal reação dela.. respondendo com outro beijo repleto de paixao.
Sentir seu dorso desnudo em contato com o dele.. foi uma das sensações mais prazerosas que Serafina já experimentara.. até aquele momento claro.. porque o frances deixou logo em seguida, a boca sensual apoderar-se dos mamilos femininos.. um de cada vez.. mordicando-os e sugando-os suavemente.. aumentando o vigor da caricia.. a cada vez que Rosa pedia por mais.. e para não cometer alguma injustiça, Claude dedicou a mesma atenção ao ventre liso da jovem.. ao vale delicado entre seus seios.. as suas pernas e coxas bem torneadas.. inclusive no que se referia as pernas e coxas dela.. nem a parte interna destas escaparam-lhe a apreciação..
E foi ali naquele recanto.. que ele desvendou os misterios do centro da feminilidade de Serafina.. enquanto mandava a ultima peça de roupa que ainda restava entre eles pro espaço, ao sentir os labios do frances explorando-a tao intmamente, a moça retesou ligeiramente o corpo.. ao que ele respondeu intensificando a caricia.. aumentando a pressão de seus labios.. dentes e lingua.. sobre aquela parte do corpo feminino, que agora recebia toda a sua atenção.. claro a pobre moça não pôde resistir.. e se entregou aos desejos do chefe.. pressionando instintivamente o corpo contra os labios masculinos que lhe proporcionavam tamanho prazer.
Seguro de que Rosa encontrava-se pronta pra ele.. Claude interrompeu o contato, voltando a deitar-se sobre ela.. posicionando-se com habilidade, afim de possui-la.. e entre beijos e sussurros calidos.. ele o fez.. unindo seus corpos em um só.. ultrapassando a frágil barreira da virgindade da escrituraria, com muita delicadeza e carinho.. num movimento afavel, porem agil e firme.. para Rosa não houve mais que um desconforto momentaneo.. que foi embora rapidamente, ao sentir-se totalmente preenchida por ele..
Para ela tratava-se de uma imensa surpresa.. descobrir o quanto realmente desejara te-lo daquela forma, pois ao senti-lo de maneira tao intma.. a moça tinha que admitir que era como se ela tivesse nascido para aquele momento em que se entregaria.. de corpo e alma a Claude.. já o frances, estava surpreso demais com a sensação avassaladora que se apoderara fulminantemente de todos os seus sentidos durante o ato de possui-la.. o homem tinha que admitir, nunca sentira nada nem ao menos parecido áquilo antes.
Segundos mais tarde, Serafina moveu irresistivelmente os proprios quadris contra os de Claude, ela queria que ele continuasse.. e o frances o fez.. devagar a principio.. até que foi totalmente surpreendido, por um arquear incisivo de costas da parte dela, que a levou a intensificar e aprofundar ainda mais a uniao dos corpos de ambos.. enlaçando-o logo depois, pela cintura.. com a respiração em suspenso ele constatou extasiado:
-definitivamente você sabe muito bem o quer.. – ela apenas sorriu insinuante, puxando-lhe a cabeça pra baixo, e beijando-o com toda a paixao e voracidade de que era capaz.. sem deixar de massagear a nuca masculina claro.. a partir daí os dois se perderam.. em uma dança cadenciada e envolvente.. que não chegou ao fim, até que um climax poderoso os atingisse ao mesmo tempo.. rompendo-os em um milhão de pedacinhos, lançando-os numa dimensão desconhecida.. que apenas os amantes apaixonados, conseguiam atingir.
Parte 20
No dia seguinte, o Frances agradeceu a toda a familia Petroni pela hospitalidade.. e partiu sem ao menos tomar café, alegando estar sumamente atrasado para uma reuniao importante na construtora.. o homem podia até ser cinico sim, mas não suportaria sentar-se a mesa do café com aquela familia tao singela e humilde, depois da canalhada que havia feito na noite anterior.. como conversar normalmente, sabendo que deflorara a filha do bondoso casal de italianos, debaixo do teto e dos narizes deles???, Claude sabia que não conseguiria faze-lo. Porém, o fato de sentir-se culpado, não queria dizer nem por um segundo, que o chefe se arrependia do ocorrido entre ele e sua secretaria, ou mesmo que ele pretendia libera-la da divida que ela ainda possuia com ele.
Os Petroni lamentaram por ele não poder ficar para o dejejum, mas o obrigaram a tomar ao menos uma xicara de café antes de sair, afim de que ele não fosse trabalhar com o estomago vazio.. com a consciencia cada vez mais pesada, o empresario se despediu carinhosamente de todos.. e foi embora.
Rosa por sua vez, havia saido de casa mais cedo ainda que o patrão, ela não queria correr o risco de encontrar-se com Claude e toda a sua familia durante o café da manhã, depois do que acontecera entre os dois, na noite anterior.
Após horas a fio fazendo amor com o frances, ela havia voltado ao quarto do irmão, sorrateiramente, apenas uma hora antes do amanhecer..depois do ocorrido Claude e Serafina não haviam conversado muito, assustados.. ao perceberem a hora adiantada que o relogio de cabeceira marcava.. e tambem pela intensidade dos sentimentos que os assolaram, subsequentes aos momentos de sublime prazer partilhados por ambos.
De volta ao casarão..
Terezinha arrumando-se para ir ao cursinho, percebe a indelevel mancha de sangue nos lençois da cama da irmã, e levando ambas as maos aos labios, totalmente surpreendida.. sabe com perfeição, que não pode deixar ninguem de sua familia ou do cortiço, por os olhos naquela roupa de cama, assim.. raciocinando rapidamente, a mocinha troca as cobertas, escondendo áquelas que continham a prova cabal do crime de Rosa, dentro de sua mochila.. no caminho para o colegio, ela deixaria aqueles lençois na lavanderia.. e depois os devolveria ao seu lugar, sem que ninguem desconfiasse de nada.. mas Serafina ficaria devendo-lhe uma boa explicação.. ha se ficaria. Terezinha realmente nao compreendia a conduta adotada pela irmã, embora ela nao pudesse dizer que não a entendia de certa forma.. afinal com um homem daqueles, era bastante dificil uma mulher resistir o tempo todo.
Enquanto isso no escritorio..
Serafina escondeu-se no banheiro, ao notar a chegada de Claude e apenas deixou o lavabo, depois que o chefe, já se encontrava devidamente recluido na sala da diretoria.
E na sala da diretoria..
-Claude alô.. plandeta terra chamando.. – declara Frazao para o empresario, estalando os dedos diante dele, afim de atrair-lhe a atenção.
-hã???.. – respondeu o frances.. um tanto quanto aéreo..
-o que aconteceu com voce afinal???.. você ta muito disperso hoje.. e não da nem pra dizer que foi por causa da Nara, porque ela ligou pra cá varias vezes atras da sua pessoinha francesa, antes de voce aparecer por aqui.. e tambem ontem ela me ligou perguntando se eu nao sabia de voce.. e eu disse que nao sabia ne.. vai que ela tava me testando???.. depois eu te liguei e nada..
-e o que é que tem haver isso.. posso saber???.. – interrompe o frances empertigando-se todo..
-tem.. que voce foi completamente abduzido ontem e hoje no seu lugar.. eu só tô vendo um alienigena.. tô pensando ate em sair correndo já.. – desfere o advogado brincaçlhão como de costume..
-ha ha ha.. muito engraçado.. que parar de gracinha por favor.. vamos trabalhar que ganhamos mais.. – o empresario exasperado.. corta as especulações incovenientes do advogado; sem conseguir na verdade, desvenciliar-se das lembranças do ocorrido na noite passada, enquanto estivera na casa dos Petroni.. ao notar a atitude suspeita do amigo.. Frazão o observa atentamente pensando: “ai tem coisa.. e pode até demorar um pouco, mas eu vou descobrir tudinho tim-tim por tim-tim.. me aguarde moun ami”..
Claude por sua vez, teria percebido o olhar desconfiado e malicioso do advogado.. se realmente estivesse prestando a devida atenção a qualquer outra coisa.. que nao fossem as recordações luxuriosas, envolvendo uma certa secretaria italianinha, espivitada.. e sumamente deliciosa.. que insistiam em tomar-lhe a mente por completo.. pensando nela, o frances deu-se conta de que não a vira em seu posto habitual de trabalho quando chegara na empresa, e ao deixar o cortiço pela manha, ele havia sido informado de que a moça ja havia saido para trabalhar.. entao, aonde diabos ela poderia estar, que nao ali na construtora a disposição dele, seu chefe???.. irritado o empresario decidiu que Serafina lhe devia algumas explicaçoes a esse respeito, e ele esperava que estas fossem suficientemente convincentes.. para sanar toda e qualquer duvida sobre o paradeiro dela, que ele pudesse ter.
decidido isso, Claude ficou relativamente mais satisfeito para voltar a concentrar-se em seu trabalho.. e o fez.. pelo menos ninguem poderia acusá-lo por nao tentar, apesar do estado de graça e consequente disperssão no qual se encontrava.. quem diria que a dona Rosa.. poderia provocar esse efeito tão abrasador nele???.. com um sorrisinho no canto dos labios.. o empresario voltou a atenção para os papeis sobre sua escrivaninha, os quais ele deveria analizar e assinar o quanto antes.
Parte 21
Rosa se escondera do patrão e saira correndo para o almoço evitando assim, um encontro desnecessario com ele, mas a moça tinha consciencia de que a hora de voltar a ve-lo ia chegar.. e não demoraria muito tempo mais. Ela tambem sabia que o homem não permitiria que ela se demitisse ou algo do genero, afinal certamente, ele deveria estar considerando que ela apenas sanara parte da divida que tinha com ele. Tomada por tais pensamentos desagradaveis, Serafina quase não comeu, deixando o pequeno restaurante melancolica, para retornar a empresa.
Claude por sua vez, nem saira pra comer, pois tivera que perder toda a sua hora de almoço ao telefone com a noiva, dando-lhe explicações convincentes para seu paradeiro na noite anterior.. ele forjara algumas justificativas relacionadas com seu trabalho, só não sabia se Nara realmente havia acreditado nelas, ou apenas dissimulara a crença em suas palavras. A socialite queria ve-lo no fim do expediente, e depois de haver desaparecido por horas a fio, o frances nao podia escapar dela.. teria que ir.. ponto pra secretaria espivitada que se livraria dele aquela noite, pensou inconformado, socando com certa veemencia o tampo de madeira de sua escrivaninha.
Mas é claro que antes do final do expediente, ele tinha algumas coisinhas para acertar com sua funcionaria, aliás logo depois que ela voltasse do almoço, Claude a faria vir até sua sala, decidiu. E ao retornar, a pobre Rosa foi obrigada a finalmente rever o chefe.. após a ocorrencia da noite anterior.
A moça entrou no recinto sem olhar diretamente pra ele, engolindo em seco quando o frances ordenou exasperado:
-você quer fazer o favor de olhar pra mim hã???.. – relutante ela obedesceu, sentindo-se bastante desconfortavel com aquela situação, enquanto outra ordem sucedeu a anterior:
-aproxime-se dona Rosa.. e sente-se.. – ele declarou indicando o assento a frente de sua mesa, para que a secretaria ocupasse.. o tom rispido utilizado pelo homem, apenas mostrou a Serafina que ela realmente tinha motivos para ficar receosa em relação ao patrao, afinal depois da intmidade partilhada por ambos, ele a estava tratando da maneira mais fria possivel. Subitamente irritada com a atitude do chefe, a moça respondeu a altura:
-você precisa de algo realmente relacionado ao meu trabalho???.. porque se não for assim com linçença.. – disse displicente, fazendo menção de levantar-se da cadeira aonde se encontrava, ao que ele retrucou de imediato, categoricamente:
-escuta aqui você nem pense em sair dessa sala agora ouviu???.. –encarando-o com determinação, Rosa levantou-se desafiadora.. sendo acompanhada por ele, que fez o mesmo, ficando de pé no mesmo instante em que a escrituraria o fizera.
Parte 22
-ha claro que não devo apenas pensar em fazer isso.. eu devo fazer!!.. e vou faze-lo agora mesmo!! – ela declara incisiva..
-ha mas non vai mesmo.. – argumenta o homem num tom ameaçador..
-é mesmo????.. entao me diz.. como exatamente você pensa em me impedir?!.. – corajosa a moça o provoca, sem entender de onde tirara toda aquela força para enfrenta-lo apesar de sua posição de desvantagem, diante dele. Apoiando os braços ligeiramente contra a propria mesa, inclinado-se de leve, ele responde:
-através da divida em aberto que voce possui comigo.. ou a senhora.. quer dizer.. acho que devo falar senhorita, acha mesmo que o que houve ontem a noite já foi suficiente para sana-la??!.. – ele esclaresceu num tom languido e sensual.. ainda levemente ameaçador.. Rosa enrubesceu de imediato, ante a menção do que houvera entre ambos.. e arrepios bastante inoportunos tomaram conta dos recantos mais intmos do corpo feminino. A moça assustou-se com o fato de que, a mera lembrança do ato, podia deixa-la daquela forma..
Percebendo os efeitos que sua declaração havia causado nela, Claude sorriu satisfeito.. afinal de contas, dona Serafina Rosa ele notara, era tal qual um piano encomendado sob medida.. que apenas seria capaz de reagir com perfeição, proferindo a melodia correta, sob o toque habilidoso de seu dono.. a timidez da moça.. era algo que tambem o agradava bastante nela..
Serafina buscando não derreter literalmente ao avistar aquele sorriso devastador no canto dos labios do frances, decidiu utilizar a propria irritação como escudo:
-escuta aqui você.. ô doutor Claude.. se havia alguma divida aqui.. eu ja paguei e com juros.. – Rosa declarou ferina, olhando-o com desdem.. como que sinalizando para o fato de que nao disfrutara da noite de amor.. ao que o patrão soltou uma gostosa gargalhada, rebatendo:
-Claro foi um verdadeiro sacrificio pra voce fazer amor comigo.. – Claude declarou ironicamente.. mirando-a de forma insinuante de cima a baixo.. afetada e irritada por conta desse gesto dele, Rosa confirmou:
-é lógico que foi um suplicio pra mim.. ter que dormir com voce.. – rindo com mais vontade ainda, o homem disse debochado:
-claro que foi.. foi sim.. isso mesmo que aconteceu, certamente eu devo sem querer.. ter ignorado algum dos muitos nãos que voce disse durante o ato.. espera ai.. – ele falou dissimulando estar pensativo.. coçando a cabeça.. – acho que houveram na realidade muitos sim.. isso mesmo.. e por favor não para.. ou ainda assim.. desse jeito.. essas frases sim.. eu me lembro de ter escutado voce proferir..
O homem declarou ao mesmo tempo sensual e cinico, fazendo com que a escrituraria tivesse vontade de cavar um buraco no chão e se enterrar nele, de tão encabulada que ela ficou. Ao ouvi-lo falar daquele jeito.. o rubor nas faces de Serafina aumentou ainda mais.. enquanto Claude satisfeito, constatava que havia alcançado o objetivo pretendido.. e sem deixar de sorrir falou:
-vamos parar com essa brincadeira hã???.. amanha mesmo.. você começara a ter aulas com minha amiga Roberta Vermont.. – confusa Serafina inquire:
-aquela sua amiga que é atriz???..
-sim.. – ele responde reticente..
-e porque???.. –alargando ainda mais o sorriso o frances aclarou:
-porque quando nós iniciamos esse acordo eu disse a voce.. que a partir daquele momento, a senhorita faria tudo que eu ordenasse.. e se vestiria e portaria de acordo com meu gosto.. entao???.. chegou a hora de voce efetivamente aprender tudo sobre mim cherrie.. porque ontem a noite.. nos apenas começamos..
Engolindo em seco, e voltando a enrubescer.. mexida de todas as formas possiveis com a declaração do patrao, Rosa se nega a fazer o que o homem lhe esta ordenando.. ao que ele retruca enfatica e sedutormente:
-Serafina.. ontem eu te disse pra parar de lutar contra mim.. e é a verdade.. pare de fazer isso hã?!.. você sabe.. que definitivamente nao tem escolha.. entao relaxe e deixe acontecer.. – resignada e louca para deixar a sala do chefe, fugindo assim daquele olhar perturbador que ele lhe estava lançando, a moça concorda:
-tudo bem.. tudo bem.. eu vou.. mas como exatamente eu explicarei isso pra minha familia?!..
-simplesmente não explique.. apenas venha para a construtora normalmente e daqui, um carro com motorista te levara até a casa de Roberta.. – suspirando contrariada a moça reconheceu:
-você realmente pensa em todos os detalhes não é mesmo????..
-oui.. e sempre capricho nos mais sórdidos cherrie.. – o frances falou piscando pra ela.. sentindo um calor estranho apoderar-se de suas entranhas, a escrituraria arregalou os olhos como de costume, deixando a sala do patrao em uma só carreira, enquanto Claude gargalhava a vontade as costas dela.. pois ele sabia que tudo aquilo seria.. muito divertido.. e antes de efetivamente sair da sala da diretoria Rosa ainda pôde ouvir:
-e nem tente me fazer sentir culpado por haver-me aproveitado de uma virgem.. porque no que me diz respeito.. eu até acredito que voce tenha se aproveitado muito mais de mim.. do que eu de você.. – lançando-lhe um olhar furioso nesse momento, a secretaria deixa a sala do chefe, batendo a porta atras de si, com mais veemencia do que seria necessario para cerra-la eficientemente.
Parte 23
Serafina se sentiu sumamente aliviada ao por os pés em sua casa no final do expediente, pois desde que deixara a sala de Claude, apos a ultima conversa que ambos tiveram, ela nao conseguia tirar as palavras que ele dissera da mente.. sobre “ela tambem ter se aproveitado dele”.. e recordando-se da maneira atrevida como o instigara enquanto faziam amor.. ela tinha que admitir, que era verdade o que o empresario falara; vermelha como um pimentão ela entrou em seu quarto, encontrando Terezinha prostrada em sua cama, de braços cruzados sobre o peito.. Rosa deu-se conta de que a irmã a estivera esperando..
-Terezinha.. você aqui trancada no quarto uma hora dessas???..
-acontece fina que eu tava esperando voce chegar.. – declarou a mocinha, com ar inquisitivo..
-porque.. aconteceu alguma coisa?!.. – Rosa quiz saber, dando a deixa pela qual a irmã estava esperando:
-aconteceu.. que faz umas duas horas, que eu cheguei e guardei os lençois manchados de sangue, que recolhi da sua cama, os mesmos que eu mandei lavar em uma lavanderia, pra mãe.. o pai e ninguem aqui no cortiço chegar a poder ve-los.. e agora eu quero uma explicação sua.. eu quero saber o que ta rolando de verdade entre voce e aquele doutor frances la????.. –boqueaberta ante a declaração incisiva da outra, a secretaria apenas deixou a bolsa que trazia, escorregar por seu braço.. caindo em seguida sentada, pesadamente sobre a cama da irmã.. voltando a enrubescer incontrolavelmente, Rosa sabia que nao poderia contar toda a verdade para Terezinha, entao.. a mais velha mentiu:
-ha Terezinha.. a gente ta namorando é isso.. eu sei que foi errado.. mas com ele aqui tao perto.. foi impossivel resistir.. – suspirando aliviada a mocinha falou:
-ha entao voces tao namorando???.. poxa menos mal.. eu fiquei super preocupada por voce.. sei que voce ja e uma mulher feita mas, seu Giovani e a dona Amalia sabe como é que é né.. – ainda sorrindo completou:
-já que não tem nemhum problema pelo meio.. me conta.. como foi???.. – pergunta Terezinha em tom cumplice.. ao que a irma super encabulada responde:
-ha Terezinha.. foi bom.. – contesta timidamente..
-que foi bom eu imagino ne.. afinal com um homem daqueles.. nossa.. – dispara a mais nova com um suspiro, repreendida por Serafina de imediato:
-Terezinha!!..
-ha fina desculpa mas é a verdade.. ele tem uma cara de safado.. deve ser um otmo amante.. – chocada com o posicionamento da irmã ante o que ocorrera entre ela e o chefe, a escrituraria declara:
-minha irma eu te agradesço muito pelo que voce fez por mim.. mas o que eu fiz ontem nao foi certo, nem foi um bom exemplo pra voce que e bem mais nova que eu.. quase uma menina.. – diz a moça enquanto aproximando-se, toca o rosto da irma com carinho..
-Serafina.. não tem essa coisa de ser mais nova ou mais velha.. existe é a força do sentimento.. o fato de voce ter se entregado ao homem por quem se apaixonou, aqui dentro de casa.. talvez nao tenha sido a atitude mais acertada.. mas tambem o velho Giovani nao nos deixa tantas opçoes assim.. e se voce queria.. e ele tambem.. porque nao aproveitar a oportunidade????.. sei que o que voce sente pelo dr. Claude é muito forte, pois o Julio ja dormiu aqui algumas vezes enquanto voces namoraram, e voce ia se casar com ele.. mas nem por isso fez a loucura que voce fez pelo frances.. – e entre risos a mocinha prosegue:
-entendo que experimentar um sentimento tao forte assim, como o de voces dois.. deva ser o céu.. eu nunca senti isso, por exemplo.. se o Miltom viesse dormir no cortiço, eu nunca me entregaria pra ele.. – impressionada com a maturidade de sua irmã mais nova.. Rosa pondera que o que a outra dissera, possuia sim um cunho de verdade, afinal Julio tentara muitas vezes leva-la pra cama.. mas ela nunca cedera.. enquanto com o empresario frances.. evitando pensar nisso, Rosa segura a mao da irma e a puxa sorridente, para que juntas, as duas fossem reunir-se ao resto dos familiares para o jantar.
Enquanto isso no apartamento de Claude..
Estava ficando cada vez mais dificil a situação para o empresario.. Nara sua noiva, queria leva-lo para a cama a todo custo, e ele estava mais do que disposto a aceitar-lhe a oferta, no entanto, desde os fatos da noite anterior, ele so conseguia pensar nos beijos de Serafina a cada vez que a socialite o beijava.. nas maos dela acariciando-o excitada.. instigando-o, a cada vez que Nara o tocava.. nos gemidos insinuantes e convidativos dela, reagindo ao toque dele.. toda vez que sua noiva fazia o mesmo.. no perfume dela, a cada vez que por ventura suas narinas iam parar na curva do pescoço de Nara.. e a pele de Rosa????.. parecia cetim.. nao parecia pura.. seda, ele diria.. enquanto que nem a de sua noiva, nem a de nenhuma outra mulher, com a qual ele ja tivesse se relacionado na vida, era tao sedosa e macia assim.
irritado.. o Frances percebeu que precisaria dar um jeito para sair daquela tremenda saia justa na qual se encontrava.. porque ir pra cama com Nara.. ele não ia conseguir naquele momento, por conta daquela obsessao absurda por sua funcionaria, que tomara conta da vida dele.. talvez ele so precisasse.. estar mais algumas vezes com a italianinha apetitosa.. para livrar-se dessa debilidade tao repentina que ele desenvolvera por ela, só de pensar em Rosa, Claude sentia a pele eriçar-se imediatamente.. contrariado com o efeito que a secretaria exercia sobre ele, o homem decidiu fechar os olhos e fingir que estava com Rosa.. para assim poder chegar a satisfazer a noiva.. porem nao era nenhum pouco facil faze-lo.. porque em nada Nara lembrava Serafina.. nem as formas corporais da socialite eram ao menos semelhantes as da escrituraria, chocado o frances constatou que Serafina.. tinha curvas um bilhão de vezes mais sinuosas e convidativas, que as de sua noiva..
Parte 24
Claude continuou envolto naquele, que para sua surpresa estava sendo um verdadeiro suplicio, por mais alguns minutos até que seu celular tocou, interrompendo o momento, e o frances prontamente atendeu a ligação.
-Alô.. – ao que a pessoa do outra lado da linha respondeu:
-posso saber porque você ta me mandando mensagem de texto, pedidndo pra eu te ligar moun ami???.. – aliviado o empresario responde:
-ha Frazon é voce??!.. reunion de ultima hora.. jura???.. tudo bem tô indo pra la agorinha mesmo.. – desligando o telefone na cara do amigo, o empresario se desculpa com a noiva, fingindo lamentar a interrupção do momento de intmidade entre os dois, e sai do apartamento, deixando a socialite ali sozinha.
E se Frazao ja estava desconfiado de Claude, agora ele ficara ainda mais, porque era obvio para o advogado que o que seu amigo queria, era escapar de alguma situação que lhe estava sendo desagradavel, e Frazão pudera ouvir a voz de Nara perguntando quem estava ligando, do outro lado da linha.. e o que nao entrava na cabeça do advogado era “porque o frances quereria se livrar da noiva.. que até pouco tempo atras, o homem dizia que o deixava louco”????..
Nara por sua vez, se recompos e foi embora do apartamento de Claude, pela primeira vez a mulher estava desconfiada de que alguma coisa não estava cheirando bem naquela historia.. o noivo parecia estar fugindo dela nas ultimas semanas, e quando eles conseguiam finalmente se encontrar a sós, um conveniente telefonema de Frazao, que todos sabiam tratar-se de um amigo intmo dele, o tirava de seus braços direto para uma reuniao importantissima de negocios.. quando a desculpa que o frances usara para desaparecer feito fumaça na noite anterior, havia sido outra reuniao de negocios.. muito estranho, ela pensou.. “quantas reunioes o Claude anda marcando ultimamente.. vou averiguar muito bem essa historinha”..
Horas mais tarde de volta ao seu apartamento, com Frazao a tira-colo Claude nao pôde mais escapar da astucia do amigo:
-vai falando ai frances.. o que que ta rolando???.. vai desembucha logo que eu ouvi muito bem a voz da Nara do teu ladinho, perguntando quem tava ligando.. e ai o que e que aconteceu???.. tu tava querendo se livrar daquele mulherão Claude???.. de repente começou a negar fogo foi????.. – pergunta Frazao rindo debochadamente como sempre.
-não.. não é nada disso hã??.. ta maluco é???.. se trata de outra coisa.. – retruca o empresario irritado com o mau habito do amigo, de fazer piadinha com tudo..
-se trata de que entao???.. – intrigado o advogado quiz saber..
-de.. outra mulher.. – ao notar o tom de voz desconcertado do amigo, chocado Frazao inquiriu:
-e desde quando uma mulher ja te impediu de ficar ao mesmo tempo com outras mulheres Claude????..
Parte 25
-ha Frazon por favor né non me faça perguntas dificeis!!.. – contesta o frances exasperado.. provocando risinhos debochados de imediato no amigo.. que nem ao menos podia crer no estado de desconcerto em que o empresario se encontrava..
-eu só sei que.. primeiro começei a sonhar com ela assim de uma hora pra outra.. ai depois eu decidi que solucionaria o problema dormindo com ela..
-e voce dormiu com a mulher???.. – pergunta o advogado aproveitando a pausa realizada por Claude.
-dormi sim.. – contesta reticente..
- e o que deu errado???.. – pergunta Frazao diante da careta contrariada que se forma no rosto do amigo..
-eu gostei demais.. – declara o frances em meio a uma completa e total confusao mental, eminente..
- e desde quando isso é uma coisa ruim moun ami????.. – inquire Frazao, desta vez gargalhando diante da situação..
-é ruim desde quando eu non tenho conseguido mais estar con Nara.. a partir do momento em que a beijei pela primeira vez, e depois que estive com ela de fato.. – diz enquanto prepara para si uma dose de uisque -.. as coisas so pioraram..
-pioraram como???.. – agora era vez do advogado ficar confuso, levantando-se do braço do sofá aonde se encontrava, afim de tambem preparar para si uma dose de uisque..
-agora eu beijo Nara e penso nos beijos dela, toco em Nara e lembro das caricias dela.. sinto o perfume de Nara e recordo do cheiro dela.. – dispara o frances desesperadamente, deixando escapar um suspiro deliciado, em vista das lembranças cálidas que o assaltaram.. e o faz mais para si mesmo que para Frazao.
-deixa eu ver se eu entendi.. tu começou sonhando com a mulher.. depois gamou no beijo da menina.. foi pra cama com ela e se perdeu em curvas femininas sinuosas.. pelo menos eu imagino que sejam ne, porque uma mulher pra causar essa impressao forte em voce, tem que ser um aviao.. e pelo visto moun ami, voce continua tao perdido.. que agora nao ta mais nem achando o caminho de volta.. se e que voce me entende.. pra mim, tudo isso.. só quer dizer uma coisa : “ta apaixonado frances.. l’amour.. aceita!!.. que é melhor..” – imediatamente o frances lança ao advogado o olhar mais fulminante de que é capaz.. centamente “ele nao estava apaixonado por Serafina.. claro que nao.. não podia estar”.. afirma para si proprio, o frances, mentalmente com veemencia, enquanto entorna a dose de uisque 12 anos, de uma só vez..
No dia seguinte Rosa fez o que seu chefe ordenou, foi a construtora e de lá pegou um carro que a levaria ate a casa da reconhecida atriz de cinema Roberta Vermont.. mas ele nem ao menos falara com ela.. era dificil para a moça admitir, porem sentira um vazio muito grande ao chegar na empresa e ir embora sem ve-lo.. recriminando-se no mesmo instante por esse pensamento, a Serafina concentra-se na paisagem, que lhe era possivel admirar atraves da janela do automovel de luxo, no qual se encontrava..
Claude por sua vez, estava determinado a controlar-se.. nao seria uma secretariazinha insignificante que iria deixa-lo impossibilitado daquela maneira.. decidido.. ele tomou a resolução de que a moça pagaria por cada mau momento que ele estava sendo obrigado a passar por causa dela.. racionalmente ele sabia que tal fato nao era culpa da escrituraria.. talvez Rosa nem tivesse consciencia do efeito devastador que causava nele.. mas algo no subconsciente masculino, desejava perversamente ve-la totalmente “subjugada” a sua vontade.. “o problema”.. é que a ideia de submissao que começava a formar-se na mente de Claude.. nao era nada convencional..
Enquanto isso no veiculo em movimento..
Rosa pensava : “ele disse que vinha sonhando comigo.. será que o dr. Claude sente algo assim tao forte por mim a ponto de.. perder o controle por completo????.. será que foi por isso que ele pagou a divida do meu pai???!!..”
Parte 26
Pensando nisso.. a secretaria deixou um sorriso encantador tomar conta de suas delicadas faces.. afinal de contas, por mais remota que pudesse ser.. aquela era uma possibilidade.. e um milhão de reais era bastante dinheiro, para que o chefe dispusesse assim sem mais, mesmo ele sendo milionario..
Chegando a casa de Roberta, Serafina ficou ocupada demais aprendendo com a simpatica atriz e a igualmente simpatica amiga da musa do cinema, Alaba.. a caminhar, como comer.. como se vestir e se maquilar.. tambem descobriu que ganharia um closet cheinho de roupas novas.. todas ao gosto do frances.. assim como sapatos, cintos, bolsas e demais acessorios.. incluindo umas lingeries de renda e seda.. em modelitos escandalosos que ela nem sabia que existiam.. no entanto, Serafina por vezes, se pegou imaginando o que Claude pensaria ao ve-la usando alguma daquelas peças.. isso tambem se estendia as camisolas, uma mais transparente que a outra.. feitas mais para seduzir do que para realmente servir como vestimenta na hora de dormir.. na opinião de Rosa, quem usava lingeries e camisolas como aquelas, que ela a partir daquele dia seria forçada a incluir em seu vestuario, aspirava qualquer coisa.. menos efetivamente dormir.
No meio da tarde Claude chegou a casa de Roberta perguntando por Serafina, ao que Roberta Respondeu:
Ela esta num dos quartos de hospedes la em cima.. na hidromassagem.. hoje tivemos um dia atribulado.. achei que a Rosa merecia um bom banho pra relaxar não é mesmo??.. nossa Claude como essa moça aprende rápido.. e é linda tambem, depois que eu terminar com ela, voce vai ter trabalho viu.. – diz a atriz bem humorada.. seguida por Alaba que tambem sorri.. porem, depois das palavras hidromassagem e banho, o empresario nao ouvira muito mais.. e no primeiro descuido, que Roberta e Alaba deram.. ele desapareceu em direção ao andar superior, onde ficavam os quartos de hospedes.. ele ja conhecia tao bem o perfume de sua funcionaria.. que lhe seria facil encontra-la.. aonde quer, que a secretaria estivesse..
-ué cadê o Claude???.. – perguntou Alaba a Roberta.. assim que notou o sumisso do frances..
-foi atras da Rosa ne.. com certeza – contestou Roberta rindo..
-ha pai.. – falou Alaba momentaneamente surpreendida com a atitude do aparentemente, centrado empresario..
-qual o problema Alabazinha?.. essa casa é imensa mesmo.. se a moça não expulsar ele de lá.. deixa eles serem felizes e viva o amor.. – gargalhando diante da declaração da amiga, Alaba concorda com ela, completando:
-essa moça mexe especialmente com ele.. ou esse frances é sempre saidinho assim???..
-olha saidinho ele sempre foi sim, mas nunca tinha me deixado falando sozinha antes pra correr atras de uma mulher.. – aclara a atriz entre risos divertidos..
Enquanto isso no andar superior..
Claude nao demora muito pra encontrar o quarto aonde Serafina se encontrava.. a moça havia deixado a porta do banheiro aberta.. e é pra lá que ele se encaminha assim que entra no aposento.. chegando a seu destino, ele a avista recostada horizontalmente na hidromassagem, completamente nua.. toda coberta pela espuma aromatica dos sais de banho. De olhos fechados, a secretaria parece disfrutar sumamente daquele banho reconfortante.. imediatamente a boca do empresario seca, ante aquela visao apetitosa e infinitamente deslumbrante.. o homem começa entao, a ofegar de leve.. desejando-a com urgencia..
Rosa que estivera secretamente, fantasiando com Claude, fazendo-lhe companhia dentro daquela banheira.. morde o labio inferior.. irremediavelmente excitada em virtude das imagens comprometedoras evocadas por sua mente naquele instante, e abre os olhos.. avistando o patrao parado junto ao batente da porta.. mirando-a com o olhar vidrado.. para ela foi como se aquele homem saisse direto de suas fantasias e se materializasse bem a sua frente, como a jovem poderia ter forças para resistir???..
Erguendo sensualmente uma das pernas bem torneadas.. afim de exibi-la pra ele.. ela declarou.. em um tom ao mesmo tempo sexy e perverso:
-você vai ficar ai parado Claude???.. livre-se dessas suas roupas agora mesmo.. e venha até aqui me fazer companhia.. – enquanto pronunciava as palavras bem devagar, Rosa o chamou gestualmente utilizando o dedo indicador, tal qual o frances certa vez fizera com ela..
Parte 27
TRILHA SONORA PARA A CENA A SEGUIR : bit.ly/drMiFC
Extasiado enquanto continuava a olhar pra ela, Claude afrouxou lentamente o nó da gravata.. descartando-a em seguida.. igualmente o fez com sua camisa, calça, sapatos, paletó e tudo o mais.. mesmo sob a pele de mulher fatal que a funcionaria decidira assumir diante dele, Claude podia ve-la prendendo a respiração enquanto ele se despia; ainda lentamente para nao perder nenhum detalhe daquele corpo escultural, estacionado dentro da banheira a sua espera, o frances caminhou pra ela.. entrando na hidromassagem para juntar-se a Rosa.. naquele banho refrescante, que certamente seria inesquecivel para ambos.
Instigado pela atitude dela, o empresario decidiu entrar no jogo, permanecendo imovel apos adentrar na agua.. como que esperando pelas ordens que Serafina lhe daria.. compreendendo- o de imediato, a moça foi até o frances e literalmente o agarrou.. enlaçando-o pelo pescoço, no mesmo instante em que tomava os labios masculos num beijo calido e avassalador.. ao sentir a lingua da escrituraria conquistando o céu de sua boca, o chefe delirou.. entregando-se a ela de imediato.. enquanto sentia as mãos da moça passeando por suas costas e braços.. massageando-lhe a nuca com vigor suficiente para leva-lo a loucura..
-a Roberta me ensinou um pouquinho de frances hoje.. – Rosa declarou insinuante ao ouvido do empresario.. enquanto suas mãos desciam pela cintura masculina abaixo.. passando pelo abdomen rijo e liso.. volteando para a cintura dele.. chegando finalmente as nadegas firmes..
-*je veux toi.. maintenant.. – Serafina disse tais palavras de forma sedutora, no mesmo instante em que o atraia de encontro a si, atraves das nadegas rijas do homem.. – sem conseguir mais manter-se impasivel, dentro daquela brincadeira.. Claude deixou os labios cairem na curva do pescoço de Rosa.. distribuindo beijos escaldantes ali.. roçando-lhe a barba suavemente tambem, depois mais veementemente.. quando ela pediu-lhe enlevada que o fizesse.. estendendo-se mordicando o queixo feminino.. enquanto com as mãos buscava-lhe os seios.. surpreendendo-se bastante, quando Rosa impediu-o de faze-lo, atraindo-lhe o rosto para aquele ponto que Claude pretendera tocar, utilizando as mãos..
*eu quero voce agora..
Sorrindo deliciado contra a pele sedosa da secretaria.. ele a atendeu.. intensificando a caricia a cada vez que ela gemia enbevecida ou pedia por mais.. o frances podia sentir-lhe as unhas cravadas com certa força as suas costas.. arranhando-lhe a pele.. assustando-se com a propria reação, Serafina recuou.. e o homem gemeu extasiado.. sinalizando-lhe que gostara de ter as unhas femininas castigando-lhe as costas.. uma sucessão de beijos vorazes, avidos e apaixonados, seguiram-se a esse gesto dele.. e a moça desejosa.. sentindo o apce da masculinidade do chefe precionando-lhe deliciosamente o baixo ventre, posicionou-se sobre ele na banheira.. enlaçando-o com perfeição pela cintura.. enquanto atacava-lhe o pescoço, da mesma forma como o patrão lhe havia ensinado.. aquele dia no escritorio..
Perdendo por completo o controle.. Claude a possuiu, encaixando-se a ela perfeitamente e ela ao frances, dando inicio a uma dança irresistivel de corpos entregues ao bonde do desejo, com destino ao mais puro prazer. Entre gemidos incontrolaveis e reações mais complexas ainda, a movimentação de ambos se entendia e completava multuamente, os dois eram tal para qual.. feitos um para o outro em muitos sentidos.. embora ate aquele instante, patrão e funcionaria.. houvessem descoberto apenas uma unica coisa, que tinham em comum..
Parte 28
Enquanto isso no andar inferior..
-ô Alabá eu acho melhor a gente dar um jeito de fazer aqueles dois descerem.. eles ja tao ha bastante tempo la em cima.. olha so a hora???..
-é verdade.. a Rosa passou a manha inteira falando sobre o puritanismo do pai dela.. ai ela simplesmente sai pra trabalhar e desaparece.. nem parece que ela teme o velho italiano tanto assim.. – concorda Alaba com as palavras da amiga..
-é mas tambem ha outra coisa a ser considerada.. acho que quando o meu amigo frances entrou naquele quarto de hospedes.. a noção do tempo se perdeu.. sei bem como é.. já passei por isso.. – diz a atriz pensativa.. – e é por essa Razão Alaba que devemos dar um jeito de trazer os pombinhos de volta a realidade.. para que assim, os estragos a serem enfrentados pelos dois posteriormente, nao sejam tao grandes..
De volta ao andar superior..
-tudo que eu estou te contando é verdade hã?!.. – declara Claude pensativo, sentado na beirada da cama do quarto de hospedes, enquanto Rosa enxuga-lhe os cabelos.. tal qual o estaria fazendo com uma criança..
-nossa eu nao imaginava Claude.. me desculpe por haver perguntado.. – Serafina se desculpa consternada, enquanto prossegue em sua tarefa de enxugar o frances.. após o banho escaldante, que ambos haviam partilhado..
-tudo bem cherrie sem problemas.. é perfeitamente natural que voce queira saber mais sobre mim, afinal eu ja sei muitas coisas sobre voce.. até sua familia eu ja conheço!!.. – o empresario diz em tom sincero, sem segundas intenções.. no entanto, de imediato a moça começou a recordar os momentos vividos com o frances.. no dia em que ele efetivamente conhecera a familia dela..
-é verdade voce tem razão.. mas eu jamais faria ideia de que voce sofreu tanto quando era garoto.. até da pra entender.. – notando que o ligeiro rubor que havia percebido nas faces femininas, se intensificara no rosto da secretaria, por motivos distintos aqueles pelos quais se houvera iniciado, o empresario completa:
-..porque eu paguei uma quantia exorbitante para ter algo que eu desejava?!.. era isso que voce ia dizer non é???.. – o tom do chefe soa compreensivo.. o que a instiga a olhar diretamente pra ele, interrompendo a tarefa que realizava ate entao, ao que o homem recolhe uma das maos que estivera ocupada em seus cabelos e a beija suavemente.. sem deixar de mirar a escrituraria a frente dele..
-posso ter sofrido com pais distantes e frios Serafina.. mas definitivamente isso non justifica meus atos.. eu non sou uma boa pessoa.. e é indiscutivel o fato de que nao serei uma influencia apresentavel para uma moça de bom coração como você.. – dispara Claude enquanto, ainda segurando a mao da moça.. a corria atraves das proprias faces.. gesto que fez Rosa acercar-se dele, afundando ambas as maos nos cabelos masculinos.. ao mesmo tempo em que o chefe olhava para cima, afim de encara-la.. e a secretaria sorriu pra ele.. um sorriso tao devastardor.. terno e cheio de compreensao, que aqueceu o coração do homem.. homem este que a abraçou pela cintura.. repousando a cabeça em seu ventre.. distraidamente enquanto brincava com o laço do roupão felpudo, no qual a jovem se enrolara ao deixar o banheiro.
-por favor Rosa non se apaixone por mim.. eu jamais saberia merecer uma mulher como voce.. te faria sofrer.. e eu non gostaria de ver isso acontecendo.. – ele sussurrou sinceramente, no mesmo instante em que aspirava de forma profunda o perfume da italianinha.. “ele gostava tanto de cheiro dela”.. constatou mentalmente, enquanto Serafina pensava que já se fazia demasiadamente tarde, para que o patrao lhe desse tal aviso, porque ela nao sabia dizer como.. ou porque.. mas tinha que admitir.. se apaixonara perdidamente por aquele frances.
Parte 29
Alaba e Roberta terminaram não tendo que intervir para fazer o casal deixar o quarto de hospedes, porque 10 minutos mais tarde os dois desceram rumo a sala de estar da casa da atriz, de mãos dadas e com um sorrisinho de cumplicidade posto nas faces.
-finalmente viu.. eu cheguei a pensar que voces tinham se afogado na hidromassagem.. – brinca Roberta, provocando risadas em todos, menos em Rosa que se encontrava sumamente constrangida com a situação.. percebendo a reação da moça, Roberta se desculpou pelo comentario malicioso.. e assim, o grupo continuou conversando por mais alguns minutos, ate que Rosa e Claude se despediram das anfitriãns, e partiram com a promessa, de que Serafina voltaria ali no dia seguinte e nos subsequentes.. pelo tempo que fosse necessario para que ela pudesse aprender tudo sobre a alta sociedade.
Como Alaba havia dispensado o motorista que levara a italianinha ate a casa da atriz, em vista da significativa demora do casal no andar superior, o frances pessoalmente foi deixar a secretaria em casa.. ao estacionar em frente ao cortiço, dando-se conta da relutancia da moça em deixar o veiculo e entrar em casa, ele fez algo que definitivamente nao estava contido no acordo vigente entre ambos..
-vamos cherrie.. faço absoluta queston de te acompanhar ate em casa.. já esta muito tarde para que uma moça de familia como voce, chegue sozinha ao lar.. – a gratidão e o alivio que o chefe pôde divisar nos olhos dela.. o inundaram de um tipo diferente de satisfação, que ele nunca havia experimentado anteriormente.. em seguida, Rosa tocou-lhe a mão com carinho e sorriu-lhe.. feliz com isso, o frances ficou chocado ao perceber que ele queria muito ve-la sorrir.. tirar-lhe todas as preocupações de sobre os ombros..
Saindo do carro e abrindo a porta para a jovem, oferecelhendo-lhe o braço em seguida, Claude adentrou no cortiço ao lado de Rosa, sob os olhares boqueabertos e curiosos de Pepa e antonieta, que se encontravam sentadas como de costume perto da escada que levava a casa da familia Petroni. Ainda juntos, os dois se encaminharam direto para a porta que dava acesso a residencia dos italianos.
Momentos mais tarde..
-posso saber porque o sr. vem chegando aqui ao lado da minha filha e ainda por cima numa hora dessas???.. caspta!!.. – reclama o pai da jovem falando alto e gesticulando, apontando para o relogio que carregava no pulso.. ao sentir Rosa aumentando levemente a pressao em seu braço Claude interveio:
-Seu Giovani.. o senhor esta coberto de razon hã???.. realmente Serafina ja deveria estar em casa ha horas..
-mas é claro que sim!!.. filha minha nao fica na rua ate uma hora dessas.. ainda mais acompanhada por um desconhecido!!.. – interrompe o senhor exasperadamente..
-Giovani.. Papai!!.. – repreendem Amalia, Terezinha e Serafina ao Marido e Pai simultaneamente, ao que o frances volta a manifestar-se:
-Claro seu Giovani.. como eu já disse.. o senhor esta com a razon.. a culpa do atraso foi toda minha.. depois que o expediente terminou.. eu convidei Serafina pra jantar.. e conversando acabamos perdendo a hora.. – lançando-lhe um discreto olhar de agradecimento, Rosa corroborou as palavras dele imediatamente:
-isso mesmo pai.. mas tambem nao e pra tanto ne.. ainda sao 21h:30.. o expediente na contrutora terminou faz apenas tres horas.. e com o transito caotico de Sao Paulo.. é bastante compreensivel, que jantar fora tome.. um certo tempo.. – Terezinha ao ouvir a declaração da irma, precisa fazer um esforço sobre-humano pra nao cair na gargalhada ante a mentira descarada contada pela irma mais velha, porque para a mocinha era mais do que obvio, o que a outra estivera fazendo naquelas ultimas tres horas.. ou quem sabe durante a tarde inteira.. ponderou..
Amalia conhecedora de suas filhas como ninguem, percebe que a atitude das duas esta muito suspeita, tendo em vista que supostamente, Serafina apenas havia ido jantar fora com seu chefe..
-mas que motivos o senhor teria pra ficar chamando a minha filha pra jantar hein????.. – inquire o velho italiano amplamente desconfiado..
-ué voce ainda nao contou pra sua familia nada sobre nós Rosa????.. – suando frio frente a declaração do frances, a moça imagina que uma verdadeira tragedia se seguira a declaração seguinte dele..
-não.. – responde debilmente.. notando a apreensão de sua acompanhante Claude conserta, surpreendendo a todos.. inclusive a ele mesmo:
-pois devia.. afinal seus familiares me receberam tao bem, que nao vejo motivos.. para que eles non possam saber sobre o nosso namoro.. – olhando um tanto quanto assustada na direção de seu acompanhante.. a garota sente o alivio tomar conta de todos os seus animos, em vista da ajuda que estava recebendo dele.. ela entao, alisa carinhosamente o braço de seu namorado.. presenteando-lhe com um sorriso encantador.. que Claude logicamente adorou.
Todos no recinto tambem adoraram a noticia e queriam comemorar, o problema incial parecia haver sido esquecido.. mas Giovani Petroni, ainda tinha muitas condições a impor para que aquele namoro pudesse continuar.. se aquele frances quisesse realmente namorar com sua filha.. primeiro teria que submeter-se as regras dele.. que era o pai!!.. resoluto, decidiu o velho italiano.
Parte 30
Momentos depois..
Ao acompanha-lo escada abaixo, Rosa agradesceu-lhe pela ajuda e explicou que se seu pai soubesse da real situação entre chefe e funcionaria, ele não iria suportar.. que o senhor já era idoso e que ela queria protege-lo. Emocionada a moça abraçou Claude.. e o homem pego de surpresa por esse gesto dela, não fez mais que aconchega-la em seus braços, consolando-a carinhosamente, despedindo-se em seguida, depositando-lhe um breve e suave beijo na testa.
Serafina estava tao satisfeita com o andamento dos fatos, que nem a presença das fofoqueiras do cortiço observando a tudo de perto, a desanimou de alguma maneira.
Nos dias subsequentes, Rosa continuou indo a casa de Roberta, porem Claude nunca mais havia aparecido por lá.. Serafina, até já havia começado a se vestir, portar e maquilar como as atrizes lhe haviam ensinado, mas aos poucos.. ainda faltava a mudança mais importante, que ocorreria em seus cabelos, durante os proximos dias.. ai sim, a moça havia decidido que mudaria sua maneira de se vestir completamente, mesmo tendo certeza de que receberia reclamaçoes por parte do pai..
E no que se referia ao velho Giovani Petroni, estava cada vez mais dificil conter as desconfianças dele, a respeito do que havia entre ela e Claude, afinal há duas semanas que a moça não o via.. nem em sua breve passada diaria pela construtora, nem na casa de Roberta.. nem em nenhum outro lugar, e obviamente o chefe nao voltara ao casarão após haver anunciado o suposto namoro entre ambos.
Serafina enciumada, pensava que o frances deveria encontrar-se ocupado demais com a noiva, para tirar um tempo, afim de preocupar-se com a mulher a qual ele havia comprado para si.. um objeto.. era assim que a jovem italiana começava a sentir-se.
No dia seguinte..
Ao chegar no escritorio, Claude encontrou um bilhete dentro de uma das gavetas de sua escrivaninha, posicionado estrategicamente pra que o frances o encontrasse.. o conteudo do pequeno pedaço de papel o irritou ainda mais, do que ele ja se encontrava irritado..
O empresario não queria envolvimentos maiores e nem problemas.. por isso fizera questão de efetivamente comprar a mulher a quem por ventura desejara, e agora tinha Nara grudada nele feito chiclete, toda desconfiada a respeito dos motivos pelos quais seu noivo frances, não estava conseguindo cumprir com as funçoes normais pertinentes a uma relação, como a socialite esperava que ele o fizesse.
Para culminar, Claude enfrentava uma dificuldade tremenda para priorizar o proprio trabalho em detrimento de Serafina, pois todos os dias nos quais nao a houvera visto.. ele despertava e ia dormir, pensando na italianinha.. bem, pelo menos ele tentava dormir, porque seus sonhos sempre o torturavam impiedosamente, evocando imagens dos momentos mais intmos partilhados ao lado dela; definitivamente seu plano não estava funcionando, pois quanto mais ele possuia Rosa.. mais ele a queria.. quanto mais ele a conhecia.. mais a secretaria o enfeitiçava.. invadindo-lhe a mente sem permissão, que lhe houvesse sido previamente conferida, e agora.. ele entrava em sua sala, com todos esses problemas sobre os ombros e encontrava um bilhete de Serafina, avisando-lhe, de que ele teria que ir aquela noite ao cortiço, porque a familia dela, estava sumamente desconfiada daquele suposto namoro entre eles.
Claude queria sim, transforma-la em uma dama.. uma verdadeira princesa, por isso mesmo tinha pedido a sua amiga Roberta Vermont para lapida-la.. mas em momentos como aquele, o homem recordava bem claramente, de porque certa vez.. havia querido demiti-la!!.. descontente, Claude amassou o bilhete, lançando-o no cesto de lixo perto dali.. obviamente o empresario decidiu instantaneamente, ignorar por completo aquele bilhete deixado por ela.
Enquanto isso la fora..
-Gurgel, que tipo de trabalho voce acha que a Rosa anda fazendo pro dr. Claude hein????.. ela vem aqui todas as manhas rapidamente, e depois vai embora.. – declara a funcionaria bastante desconfiada..
-ha Jane.. deve ter algo a ver com os novos contratos que estao prestes a ser assinados, voce sabe muito bem que o dr. Frazao sempre simpatizou mais com a Rosa no que se refere a realizar algum tipo de trabalho, do que com voce ou com a Silvia.. afinal a Rosa ne amiga, nao é capaz de desconcentrar nem a um velhinho de 80 anos!!
-ai que veneno Gu.. – contesta a secretaria..
-não é veneno amiga, é a realidade.. com certeza se trata de encontros hiper chatos, com outros empresarios, tipo ela fica o dia todo lá estatica, digitando no computador enquanto eles falam e negociam.. voce ia gostar de fazer isso???..
-não né.. mas quem sabe eu nao encontrasse um investidor bonitao pra me bancar em uma dessas reunioes.. – responde a outra sonhadora..
-aff.. sera que voce nao vê que é isso mesmo que o dr. Claude quer evitar?????.. que algum desses gringos fique mais interessado em dar em cima da secretaria dele, que em realmente falar de negocios???.. e voce sabe bem que esses gringos tem fama de ser safados.. – afirma Gurgel exasperado.
-é.. nisso voce tem Razao Gu.. embora eu nao goste de ficar falando, tenho que admitir que com a Rosa.. o dr. Claude jamais teria esse tipo de problema.. – e os dois amigos riram com vontade da declaração, ora proferida por Janete.
Parte 31
Logo mais a noite..
Claude saiu da empresa a caminho de uma boate aonde encontraria com Frazao, mas quando deu por si.. já estava estacionando em frente ao casarao dos Petroni.. golpeando com força o volante do veiculo, enquanto pronunciava verdadeiros improperios em seu idioma natal, completamente contrariado por haver ido parar ali; o frances já estava preparando-se para dar a partida no carro e deixar o local quando a viu.. Rosa vinha caminhando calmamente, com uma sacola de compras em uma das mãos, preparando-se para entrar no cortiço.. “mas o que diabos aquela maluca estava fazendo, caminhando uma hora daquelas pela rua???..” “será que ela nao sabia o quanto isso podia ser perigoso, em se tratando de uma cidade como sao paulo???”.. o homem entao, decidiu que a esperaria entrar em casa e depois partiria, afinal ele queria ter certeza de que a moça estaria totalmente segura antes de ir embora.
O frances nao pôde evitar um sorriso, quando ela desajeitadamente deixou cair alguns dos itens que estavam dentro da sacola.. Rosa era assim.. ela nao podia evitar, tinha um jeitinho um tanto quanto desajeitado, que inclusive Claude ja admitira apreciar.
Em seguida, um homem que o empresario ainda nao conhecia, apareceu e começou a ajuda-la a recolher os itens do chao.. ela sorriu-lhe e moveu os labios em algo que ao patrao àquela distancia, pareceu um singelo agradescimento.. entao o estranho começou a gesticular.. e a moça retesou legeiramente o corpo.. dizendo algo que ele nao compreendeu tambem, mas que pareceu-lhe bem mais severo que a declaração proferida anteriormente por ela.
-.. o sr. Ta bebado.. por favor me deixe passar.. – isso o frances conseguiu ouvir e saltou imediatamente do veiculo para ir ao encontro dela..
-esta acontecendo alguma coisa aqui hã?!.. – Claude que chegara mansamente, anunciou sua presença.. enlaçando Serafina possessivamente pela cintura.. olhando feio para o homem a sua frente..
-não.. não é nada.. o seu Afranio só bebeu um pouco demais e nao sabe o que esta fazendo.. – disse-lhe a moça.. sendo interrompida dramaticamente pelo bebado:
-quem é esse homem fina????.. – falou quase aos prantos..
-ele é.. meu namorado.. – Rosa contestou meio exitantemente.. olhando de esguelha para Claude..
-é sou mesmo.. agora com licença que Serafina e eu precisamos entrar.. – ao ouvir-lhe a declaração, Rosa de imediato respirou aliviada e o puxou pela mao, guiando-o para o interior do cortiço e deixando seu Afranio desolado para tras.
-tá variando é???.. me diz como é que voce sai sozinha uma hora dessas de casa Serafina???.. – a repreensao repleta de preocupação, encheu de ternura o coração da jovem, que sorrindo para o namorado, simplesmente lançou a um lado o pacote de compras que trazia, jogando-se efusivamente nos braços dele..
-que bom que voce veio.. – ela declarou antes de beija-lo.. ao sentir-lhe os braços em volta do pescoço, e os labios calidos sobre os seus.. Claude esqueceu de tudo o mais.. retribuindo-lhe ao beijo com ardor.. o empresario deu-se conta meio a contragosto do quanto realmente sentira falta de Rosa.. e era muito mais do que ele imaginara. Hipnotizado pelos gestos dela e pelo beijo que a italianinha lhe havia dado, o frances mal ouviu a explicação que a secretaria forneceu sobre os sentimentos de seu Afranio por ela.. por sua vez justificadores, para a situação que o chefe presenciara momentos antes.
Claude apenas conseguiu segui-la para o interior da casa.. levando a sacola com as provisoes junto com ele, porque se dependesse de Rosa, a mesma teria ficado lá esquecida.. no chao onde a moça a havia descartado, para lançar-se nos braços dele.. Nara jamais fizera algo como aquilo, ele pensou.. o que os dois pombinhos nao imaginavam, era que os olhos mais que curiosos de dona Pepa e Antonieta, haviam presenciado completamente chocados, toda aquela cena passional entre os dois.
Parte 32
Entrando em casa, o casal foi recebido efusivamente por todos, menos por seu Giovani que olhava desconfiado para o frances.. e Amalia praticamente teve que arrasta-lo para fazer a visita pra cumadre deles que estava doente, visita esta que os senhores estavam encaminhando-se para realizar, quando o casal irrompeu porta adentro. Mais tranquilo com a presença de Teresinha na casa, o italiano resignou-se em sair acompanhando a sua mulher.
Mais tarde..
Claude sentado no sofá da sala com Serafina ao lado, sentia-se ridiculo, pois nem na adolescencia ele ja havia sido obrigado a namorar daquela forma.. Terezinha havia acabado de colocar um filme para que os tres pudessem assistir; provavelmente algum romance agua com açúcar, que o homem teria que suportar até o fim.. inconformado ele pensou, que estaria se divertindo muito mais com Frazão e as amiguinhas dele na boate.. foi instantanea a interrogação mental que seguiu tal raciocinio dele :”mas será que você conseguiria ficar animadinho nessa festinha???.. afinal com Nara não tem dado muito certo..” a inconformidade do empresario apenas aumentou, com a duvida inusitada que assaltou-lhe a mente.. justo ele que nunca havia passado por esse tipo de problema.. agora, encontrava-se simplesmente amarrado sexualmente a uma unica mulher.. era so o que lhe faltava mesmo!!..
Tomado por tais ponderações, ele mirou-a pelo canto dos olhos.. mas não pôde fixar-se satisfatoriamente, na expressão que a moça trazia no rosto, porque nesse momento.. Terezinha comunicou-lhes, que iria encontrar com seu namorado Milton na sorveteria, e desejando que o casal aproveitasse o filme.. apagou a luz, saindo de casa logo em seguida.
O frances começou instantaneamente, a ter ideias inapropriadas.. que envolviam a ele e Rosa naquela quase total escuridao, quebrada apenas por conta do clarao luminoso proporcionado pela televisão. O descontentamento do empresario, ao dar-se conta de como a secretaria o instigava, mesmo que ela nao estivesse fazendo nada para atingir este fim.. como nao estava fazendo-o efetivamente naquele momento, foi parar nas alturas e ele decidiu vingar-se da moça por causa disso.
-Serafina é mesmo o cumulo que eu tenha que ficar aqui, namorando de maozinha dada no sofa, enquanto Frazon esta me esperando em uma boate.. onde eu estaria me divertindo bem mais que estando aqui!!.. – o tom desgostoso que o chefe usou, fez o sangue subir direto a cabeça de Serafina que respondeu-lhe a altura:
-posso saber entao o que voce esta fazendo aqui???.. – voce ele deu-se conta.. assim ela se referira a ele, e pela primeira vez.. “mas que italianinha mais abusada”.. o patrao pensou, ainda mais desgostoso com a situação.
-eu.. eu achei o seu bilhete e decidi vir ate aqui para chamar a sua atençon, ao fato de que esse tipo de coisa non esta incluida no nosso acordo.. eu só falei aquilo pra te ajudar e ponto.. voce sabe muito bem disso hã???.. – ele disse enrolando-se um pouco com as palavras, num tom entre severo e confuso.
-eu posso ate saber mas foi voce quem disse hã???.. agora aguenta!!.. – Rosa retrucou displicentemente, imitando a expressao utilizada pelo frances anteriormente.
-aff.. mas voce e muito atrevida mesmo.. – Claude começou mas nao pôde terminar porque Rosa nao deixou:
-atrevida eu???.. voce me perseguiu, tentou me comprar.. e agora a culpada de tudo que ta acontecendo sou eu????.. ha.. vai ver se eu to la na esquina vai!!.. – a essas alturas os dois ja estavam um de frente para o outro, sentados.. discutindo no sofa..
– escuta aqui voce non fala assim comigo hã?!.. sua malcriada!! (by Nono..)..
-ai nossa.. morri de medo de voce agora.. – falou a moça debochando do patrao.. no escuro ela não podia divisar com perfeição a expressao que ele trazia no rosto, mas o tom de voz que o homem utilizava enquanto discutiam, era o mais ranzinza possivel.. entao, Serafina lembrou-se finalmente, de que estava a sós com seu chefinho (by yo misma haha..), em casa..
Parte 33
-bem.. se você quizer já pode ir embora.. – proferiu Rosa por entre os dentes.. deixando Claude chocado e ainda mais zangado.
-você ta me mandando embora é isso??.. – perguntou o chefe totalmente incredulo para sua funcionaria..
-oui ma cher.. se isso é o que voce deseja eu concedo.. afinal não ha ninguem aqui mesmo, pra monitorar a hora que voce irá embora, inclusive o seu Giovani vai até gostar de não te encontrar aqui quando voltar.. – disse a jovem com uma displicencia fora do comun..
Quando a ouviu falar em seu idioma, Claude sentiu de imediato o sangue correr mais rapido por suas veias.. e o perfume dela, tomou conta de todos os seus sentidos.. Rosa entao surpreendida, pôde sentir a mão do frances em suas coxas sob aquela escuridão eminente, em seguida, os labios dele pairaram sobre seu pescoço.. enquanto ele pronunciava de encontro aos ouvidos de Serafina:
-que tal fazermos o que eu “tecnicamente” vim fazer aqui hã?!.. – o chefe disse languidamente, aumentando o vigor da caricia na curva do pescoço da secretaria, roçando-lhe a barba propositalmente ali, como sabia que a ela lhe agradava.. sem conseguir conter os singelos gemidos de prazer, que começaram a emanar de sua garganta, a moça pressionou-se instintivamente contra a mão do empresario, que caminhava despudoramente por suas coxas..
-a ideia que meu pai tem de namoro não é bem essa.. posso te garantir.. – a escrituraria declarou entre ofegante e deliciada, enquanto Claude prosseguia com sua exploração incessante pelo corpo dela.. e as bocas de ambos se encontraram em um beijo irresistivel.. os labios exigentes do frances provocando-lhe os seus a entreabrir-se, para receber-lhe a lingua ávida sem demora, fizeram com que Serafina perdesse por completo o controle, impulsionando-se de forma certeira para o colo dele..
Mesmo pego de surpresa pela atitude de Rosa, Claude adorou.. segurando-a firmemente pela cintura.. intensificando o contato entre os corpos de ambos, agora lhe era impossivel já esconder-lhe, a reação do proprio corpo à proximidade dela..
-senti sua falta.. – a moça proferiu num fio de voz.. provocando-o.. movendo-se com sensual habilidade sobre ele..
-eu tambem.. – o frances confessou entre gemidos incontidos.. puxando-lhe a cabeça para baixo atraves da nuca feminina, buscando-lhe posteriormente, os labios num beijo avassalador, que Rosa nem pensou em furtar-se ao prazer de corresponder com paixão. Atrevida, ela mordicou-lhe o queixo, massageando-lhe a nuca vigorosamente.. exultando ao senti-lo ir a loucura.. insinuando as mãos direto de suas coxas, para sob a saia de seu vestidinho marrom, enquanto com os labios calidos, capturava-lhe um dos seios apesar da barreira representada, pelo tecido de sua roupa..
-quero fazer amor com voce.. – ela proferiu de encontro a orelha do homem, a qual tinha acesso, ao mesmo tempo em que tambem a mordicava de forma sedutora.. atendendo-lhe ao pedido de imediato, o empresario afastou com delicadeza a lingerie de seda e renda, que ele podia sentir sob seu toque, Rosa usava naquele momento. Lançando-lhe um gemido de aprovação, a secretaria voltou a beija-lo, sem deixar de acariciar-lhe a nuca, sensual e veementemente.. enquanto permitia que uma de suas maos caisse sobre o ziper da calça do frances.. abrindo-o logo em seguida..
O patrao gostou de sentir a peça de renda que a secretaria usava sob o vestido, e lamentou nao poder ve-la.. pois ele adoraria.. aquele era um dos indicios da influencia de Roberta sobre os habitos de sua Rosa.. o homem pensou, enquanto permitia que uma de suas maos, se encontrasse com o centro da feminilidade dela.. ao que gemendo a moça disse-lhe:
-eu não quero assim.. mas desse jeito.. – falou enquanto facilitava a uniao dos corpos desejosos de ambos.. a partir dai, Claude virou um total e completo refem nas maos de Serafina, que movia-se sobre ele, com a habilidade de quem aos poucos aprendia a conhece-lo muito bem.. e sabia com perfeição do que e como ele gostava.. ou o que fazer para agrada-lo e leva-lo a loucura.. coisa que alias, ela estava conseguindo fazer com maestria.. como nemhuma outra mulher jamais conseguira antes..
A moça movimentava-se em uma cadencia interrompida por pequenas pausas, que ela realizava de forma proposital, afim de impedir-lhes a total satisfação.. o empresario sabia que ela faria isso ate quando pudesse manter intacto o proprio autocontrole, como um pequeno castigo, por conta da discussao que ele iniciara, assim que Terezinha deixara o recinto..
sorrindo contra os labios dela ele intensificou a pressao de seus dedos sobre a cintura da moça.. de maneira a provoca-la tambem, da melhor forma que lhe fosse possivel.. em vista da posição de desvantagem, na qual se encontrava. Rosa tambem sorriu continuando a brincadeira, atacando simultaneamente a curva do pescoço masculino.. coisa que o frances gostou muito.. afinal, ser vitma de Serafina momentaneamente não era nada desagradavel, Claude constatou..
-por favor Serafina.. – o homem implorava completamente rendido ao encantos da funcionaria..
-não era ir embora que voce queria Claude?!.. – Rosa voltou a provoca-lo.. aumentando ligeiramente o ritmo de seus movimentos sobre ele, parando em seguida.. deixando-o frustrado.. e a ela tambem, no entanto, a escrituraria havia decidido que nao prosseguiria até ouvir do chefe exatamente aquilo que desejava..
-você me quer Claude Antoine Geraldy???.. me quer.. assim???.. – inquire a moça, em um sussurro insinuante contra os labios do frances, voltando a instiga-lo intmamente.. os dois mantinham a respiração em suspenso ate que o empresario respondeu:
-sim.. e non gostaria de estar em nemhum outro lugar, que non fosse aqui com voce cherrie.. – ele declarou sinceramente, num tom rouco e cheio de desejo.. assim, eles se entregaram a paixao.. desta vez completamente.. sem qualquer subterfugio..
-oui ma cherrie.. oui.. – dizia o frances enlevado, enquanto finalmente Rosa se propunha a realizar os desejos masculinos totalmente.. aumentando o ritmo cadenciado de seus quadris sobre o corpo de Claude, sem cessar.. e no turbilhao de emoçoes e desejos contidos em um beijo, voraz e repleto de paixao.. o casal se perdeu.. e nenhum deles tinha a mais minima vontade ou intenção.. de encontrar o caminho de volta.. Serafina se entregou ao patrão naquele intstante.. e ele a ela.. ambos de corpo e alma, ainda que talvez um deles nem tivesse a real consciencia, desse fato ainda..
Parte 34
A estripulia audaciosa do casal sobre o sofá, da sala na casa dos Petroni.. ainda se perdurou por mais algum tempo.. e Claude.. teve a chance de dar o troco em Serafina.. pela tortura particular, a qual ela lhe inflingira de forma extremamente prazerosa..
58 minutos mais tarde..
Recompondo-se da melhor maneira possivel, sentados lado a lado no sofa, o frances e a secretaria ainda se encontravam, sumamente afetados por conta do ato de amor ardente, o qual os dois haviam protagonizado anteriormente.. assim, com a voz fraca a jovem perguntou-lhe:
-Claude.. em que direção você jogou a minha calcinha hein???.. eu não a estou encontrando em lugar algum.. acho melhor acendermos logo a luz, pra eu poder procurar melhor.. afinal nao vai ser nada bom se meu pai ou meu irmao.. ou mesmo a minha mae, terminarem encontrando uma peça intma como aquela, aqui pela sala..
Muito interessado em fazer o que Rosa sugerira, afim de finalmente poder colocar os olhos sobre a lingerie de renda, que ele estivera louco para vislumbrar, o chefe levou a mao ate o abajur mais proximo, no entanto.. antes que seus dedos alcançassem o objeto, alguem acendeu a luz do comodo.. iluminando o ambiente por completo.
-nossa acho que demorei demais.. – declarou terezinha percebendo que o filme que colocara no aparelho para que a irma e o cunhado assistissem, ja havia chegado ao fim..
-desculpa gente mas é que perdi a hora conversando com o Milton.. – informou a garota erroneamente, ja que na verdade ela perdera a hora beijando o namorado em frente a sorveteria e nao conversando com ele.. mas a julgar pela expressao que os pombinhos traziam no rosto naquele momento, pombinhos esses, que haviam permanecido por quase duas horas a sos na casa dos Petroni; eles tambem haviam feito outra coisa, que nao era necessariamente assistir ao filme, que ficara rodando no DVD quando ela saira, Terezinha notou.. sentindo-se imediatamente menos culpada por estar mentindo para a irmã.
-você.. se divertiu???.. – perguntou uma Serafina totalmente esbaforida, para a irma mais nova, enquanto Claude permanecia calado e sorrindo diplomaticamente a seu lado, com um dos braços em volta dos ombros dela.
-sim claro.. foi um otmo passeio.. ate porque eu adoro sorvete.. – contestou terezinha de maneira efusiva, pensando que certamente ela nao se divertira muito mais do que o casalzinho deixado a sos, em vista de sua saida.. nesse momento Rosa vislumbrou a lingerie de renda que estivera usando, antes do patrao retira-la com demasiada urgencia,atirando-a longe e em lugar não sabido até então. A peça estava bem ao lado do frances.. a moça entao cutucou-lhe discretamente, o homem não entendeu o porque daquele gesto da escrituraria a principio, até que pôde divisar um pedaço de renda negra, meio escondido detras de uma das almofadas no sofa, “estrategicamente” ao lado dele..
Claude entao, devagar moveu a mão.. mais que sorrateiramente em direção a peça.. e no momento em que Terezinha foi ate o quarto para deixar sua bolsa, ele capturou a sensual tanga de seda, colocando-a em um dos bolsos da calça que usava.. olhando para Serafina em seguida, sorrindo.. tencionando acalma-la.. e a italianinha realmente ficou mais calma com esse gesto do frances, deitando a cabeça no ombro dele, porem a porta se abriu nesse mesmo instante.. e por ela, irromperam Amalia e Givoni Petroni..
O velho italiano lançou para o frances um olhar desconfiadissimo, e o empresario pensou que o homem tinha razao para toda aquela desconfiança, afinal o que ele e Serafina haviam feito naquela sala desde a hora em que ficaram sozinhos.. era normal mas nada comun.. nem nunca seria aos olhos de um pai zeloso.. ponderando melhor, ele concluiu que aos olhos de Don Giovani o que ocorrera entre ele e sua filha naquele sofá, nao era comum mas tambem jamais seria visto pelo senhor, como sendo algo normal.
A secretaria entao levantou-se, e o patrao a seguiu, postando-se de pe ao lado dela, ampliando ainda mais seu sorriso diplomatico, enquanto o pai da moça finalmente se manifestava:
-ma.. voces dois tao sozinhos aqui?!.. – o casal abriu a boca para responder á pergunta feita em um tom meio revoltado pelo italiano, porem Terezinha que voltava do quarto o fez antes deles:
-não pai.. eu tambem tô aqui.. a gente assistiu um filme maravilhoso nao foi gente???.. – inquiriu a mocinha esbanjando animação..
-é verdade esse filme é otmo!!.. – concordou Rosa com a mesma animação manifestada pela outra.. ao que o frances concordou veementemente:
-com certeza.. esse, seu Giovani.. dona Amalia.. foi o melhor filme que eu ja assisti em toda a minha vida!!.. – declarou o empresario esforçando-se para conter um suspiro de satisfação que queria a todo custo escapar-lhe por entre os dentes naquele momento, o homem logo depois, olhou para sua namorada, sorrindo-lhe e voltando a enlaça-la pelos ombros carinhosamente, tal qual um verdadeiro namorado o faria..
Amalia por sua vez, observando a cena.. deixou o sorriso que estivera dançando em seus labios, morrer vagarosamente ao notar a escandalosa marca avermelhada, que figurava quase desapercebida no pescoço de seu genro.. e levando em consideração, que os dois pareciam meio esbaforidos.. ate desconcertados com alguma coisa.. embora ambos o estivessem disfançando muito bem, a velha senhora tinha uma ideia mais que periclitante a respeito dos fatos ocorridos no casarão, durante a ausencia dela e do marido, ideia essa que nao lhe era nada agradavel, certamente sua filha Terezinha nao havia estado ali acompanhando o casal de namorados todo o tempo, apreensiva a senhora italiana, mirou a imagem de santo Antonio que jazia perto dali.. pedindo piamente ao santo do qual era uma devota fervoroza, para que o pior não houvesse acontecido entre Serafina e seu namorado..
Parte 35
Devido a chegada dos pais da secretaria, e em virtude do fato que já passavam das 22:30h, o frances se despediu de sua namorada e partiu.. enquanto Serafinna o acompanhava ate o portao do cortiço, uma conversa paralela surgia ao redor deles, sem demora:
-viu só a hora que ele ta saindo daqui Tonietinha???!!.. e o beijao que eles deram na entrada.. e agora na saida desse moço daqui???!!.. não sei nao viu.. o seu Giovani e a dona Amalia tao ficando muito liberais.. eu vio ó.. com esses olhos que a terra ha de comer esse doutor frances ai entrar, e logo depois a menina, Terezinha sair sozinha.. um tempao depois ela voltou, quase juntinho com seu Giovani e a dona Amalia.. esses dois ó ficaram lá sozinhos por um bom tempo.. – declara Pepa triunfante, estando segura de que tem em maos a fofoca do milenio!!
-Pepa.. vê lá o que voce vai fazer hein?!.. porque ficar levantando falso testemunho sobre as pessoas nunca da certo.. afinal nos nao podemos provar nada não é mesmo?!.. – pondera Antonieta, na tentativa de conter ainda que por pouco tempo, os animos da amiga.
-eu so acho uma falta de consideração e respeito, ela nao ter dado uma satisfação pra nos, que a conhecemos desde pequenininha sobre esse namoro.. o homem simplesmente chegou por aqui e se aboletou e a menina nem pra apresentar.. que nem a Terezinha fez com o Milton.. – rindo divertida das palavras proferidas pela outra, Antonieta disse:
-Pepa.. eu acho melhor a gente entrar pra dormir.. já ta bem tarde.. – ao que a amiga concordou, ajudando a mais velha a levantar-se e recolher os objetos de costura que estivera utilizando, emcaminhando-se para o interior do quartinho, o qual ambas compartilhavam.
Pouco mais de uma hora depois..
Claude chegou a seu apartamento.. uma vez dentro do imovel, encaminhou-se direto para o aparador, objetivando servir-se de uma boa dose de uisque.. em seguida, levavando o copo lentamente até os labios, ele lembrou-se do artefato letal para a sanidade masculina, que viera parar em seu bolso..
Sentando-se no sofá o homem rememorava os acontecimentos sucedidos desde que ele deixara a construtora aquela noite, o frances nao sabia explicar.. mas tinha que admitir que aquela italianinha espevitada mexia com ele de uma forma muito particular.. ele nunca em sua vida, se havia arriscado tanto por conta de realizar os proprios desejos carnais, desejos esses que ultimamente, se achavam todos ligados a uma unica mulher..
Claude sempre orgulhara-se de ser um homem comedido e centrado, bastante responsavel por seus atos.. mas desde que Serafina irrompera em sua vida assim sem mais, a moça tambem tomara conta irremediavelmente dos sentidos dele..
Quando a tinha perto de si, o frances esquecia por inteiro o bom senso.. e isso nao era nada apropriado, ponderou.. aonde ja se viu fazer amor com sua secretaria no sofá da sala, na casa dos pais dela????.. e mais de uma vez diga-se de passagem!!.. o homem recordava-se com perfeição, de casa detalhe dos momentos de intmidade e prazer, partilhados com Rosa.. e tinha total consciencia de que o comportamento de ambos fora uma verdadeira loucura.. uma loucura muito mas muito doce e apetecivel.. que ele adorara e estava louco para repetir o quanto antes!!..
Sorrindo ante o vislumbre de novas peripersias sensuais em companhia da escrituraria, o empresario susurrou para si mesmo:
-essa mulher me deixa louco.. completamente louco.. como nemhuma outra mulher jamais foi capaz antes dela, nem Nara.. - o frances admitiu, balançando a cabeça de leve desoladamente enquanto o fazia, e precisou ouvir o som da propria voz emitindo a questão, para que ele pudesse convencer-se realmente, de que se tratava da verdade sobre a sua pessoa. Envolto pela nuvem negra dos proprios devaneios, o homem demorou a ouvir a campainha da porta do apartamento.. que soava sem parar..
Parte 36
Caminhando resignado até a porta, Claude tinha certeza de que seu visitante inesperado, era sua noiva Nara, e a socialite tinha todas as razões possiveis para busca-lo, afinal ele andava bastante relapso no que se referia a ela, durante as ultimas semanas. Qual nao foi sua surpresa ao deparar-se com Frazao parado à sua porta..
-Posso saber o que voce estava fazendo, Claude Antoine Geraldy.. pra me deixar plantado, esperando por voce la na boate???!!.. – inquiriu o advogado ao amigo, visivelmente contrariado, pela saia justa a qual tivera que enfrentar, em virtude da ausencia do outro.
-Frazon.. que tal voce entrar primeiro antes de começar a me bombardear com as suas perguntas e reclames hã??!!.. – sugeriu Claude, imaginando muito bem os motivos para a evidente contrariedade do advogado. Adentrando no recinto, enquanto o empresario cerrava a entrada, Frazão voltou a manifestar-se:
-vamos.. to esperando frances fala ai.. – pensando em como naquele momento seu amigo carregava uma atitude e expressão, que mais pareciam pertencer a sua noiva.. o empresario riu com vontade, ao que o advogado retrucou:
-ta rindo de que moun ami, posso saber???!!.. foi horrivel.. horrivel.. ficar la naquela boate fazendo companhia pra duas mulheres ao mesmo tempo, só porque voce resolveu desaparecer.. resultado, por causa dessa porcaria de solidariedade feminina, as duas mais conversaram entre elas lá, do que me deram bola, e eu terminei a noite aqui sozinho.. enquanto que se voce houvesse estado lá como a gente tinha combinado, as atenções haveriam ficado devidamente distribuidas.. e cada um de nós teria saido do local muito bem acompanhado, e não apenas voce nao e mesmo???!.. – inquiriu Frazao ao notar o sorrisinho satisfeito, que dançava no canto dos labios do amigo, enquanto o mesmo escutava, suas considerações.
-Frazon eu.. non to entendendo.. como assim hã??!.. – quiz saber o frances, dissimulando desconhecer o sentido das palavras proferidas pelo outro.
-como assim o que Claude?!!.. tu ta ai com a maior cara de safado.. de quem se esbaldou.. mais que isso, de quem se lambuzou no mel, da cabeça aos pés.. com esse sorrisinho todo besta ai.. em compensasão eu to aqui chorando minhas magoas pra voce.. e por sua culpa!! – declarou Frazao ainda severamente.
-Frazon voce ta certo.. me desculpe.. mas é eu tive um imprevisto.. que nao pude controlar, enton.. acabou que nem deu pra eu encontrar contigo la na boate.. – ao ouvir o tom sincero do amigo, o advogado acalmou seus animos e quiz saber:
-o que e que houve moun ami?!.. voce ficou com uma cara agora.. – pergunta Frazao realmente preocupado pelo empresario naquele momento.. a irritação dando lugar a um sentimento mais nobre.
-eu non sei Frazon.. eu realmente non sei.. mas to começando a achar, que cheguei ao fundo do poço.. a beira da loucura.. non a beira non.. eu sinto que já tô totalmente louco.. – e assim, Claude criou coragem para revelar ao amigo todos os fatos, que este desconhecia sobre os ultimos acontecimentos, que permearam sua vida..
Momentos mais tarde..
-Claude.. a Rosa.. quer dizer que ela é a tal mulher que tá te tirando do sério???.. – perguntou o advogado, chocado com as revelações que terminara de ouvir do frances..
- sim.. ela mesma.. non me pergunte como aconteceu porque eu nao saberia explicar.. eu so sei que ela me deixa louco Frazon.. essa mulher me deixa completamente louco.. transtornado..
-é dá ate pra entender viu.. afinal a Rosa não é feia nao, ela so tem assim aquele jeitinho meio timido.. mas pelo visto isso nao foi barreira suficiente pra voce nao é mesmo moun ami?!.. – declara Frazao, desta vez rindo abertamente, como de costume..
-Frazon.. voce quer parar de gracinha hã?!.. isso e serio.. – repreende o empresario ao amigo sem demora.. lançando-lhe um olhar fulminante..
-Claude amigão.. agora é que tudo começa a fazer sentido pra mim.. quer dizer, que a moça na verdade nao estava fazendo nemhum trabalho externo pra voce nas ultimas semanas, e sim se preparando pra voce e eu ingenuamente, rezando pra essa ocupação externa da Rosa terminar logo, porque aquele escritorio sem ela é um caos.. – declara o advogado ao frances rindo debochadamente.. enquanto prosegue:
-eu nao te perguntei nada antes, porque andamos muito ocupados com esses novos contratos e voce tava super estressadinho, coisa que eu compreendia, afinal esses contratos sao muito importantes pra empresa.. mas eu sempre estranhei essa ausencia dela, nao so eu ne como os demais funcionarios da construtora.. a Rosa e muito querida.. eu so nao a imaginava sendo desejada com tanta voracidade assim por um homem.. especialmente por voce.. eu nunca pensei que ela faria o seu tipo de mulher, quando incontaveis vezes, voce encheu a boca para critica-la.. – essa declaração já foi realizada mais sinceramente pelo advogado.. por esse motivo Claude nao voltou a repreender o amigo, como fizera anteriormente.
Frazao em seguida, contou-lhe que Nara lhe havia telefonado perguntando pelo noivinho dela, e que ele mentira dizendo, que Claude passaria a noite em Campinas a negocios, porque no dia seguinte bem cedinho o empresario se encontraria com um investidor alemao muito importante, voltando logo depois, imediatamente para SP.
A mentira inventada pelo outro, dava ao frances um motivo para dormir tranquilo naquela noite, afinal apenas teria que enfrentar a socialite no dia seguinte, mais precisamente na manha seguinte, ele pensou, Nara apareceria na construtora.. Claude só nao sabia ao certo, o que faria com ela..
Parte 37
Claude amanheceu com uma dor de cabeça sem igual e olha que ele nem tinha bebido na noite anterior, pensando bem.. ele nao havia ingerido alcool era verdade.. mas outro tipo de droga sim.. ponderou o empresario, uma que possuia assim mais ou menos 1,60 cm de altura, e respondia pelo nome de Serafina Rosa..
Requisitando a Janete um comprimido efervecente proprio para combater-lhe a indisposição momentanea, o patrao nao deixou a funcionaria falar direito, e foi logo entrando em sua sala, o que foi um tremendo erro da parte dele, porque a moça quisera avisa-lo de que Nara, encontrava-se esperando-o no interior do recinto, no qual ele adentraria.. Claude por sua vez, jamais esperaria por esse gesto da noiva, afinal era tao cedo ainda.. e Nara nunca saia da cama antes das 10h..
-Claude moun amour.. ta cansadinho ta???.. – profere a socialite, indo ao encontro do noivo, depositando-lhe beijinhos atraves das faces e nos labios.. completamente passivo, o frances apenas esperou que o profuso ataque feminino terminasse, para poder finalmente conhecer os motivos que a levaram ali tao cedo naquela manha..
-eu soube pelo Frazao, que voce teve que passar a noite em Campinas.. – interrompendo-a o homem concordou:
-isso mesmo cherrie.. cheguei de lá agorinha.. vim direto pro escritorio.. temos muito trabalho, com a assinatura desses novos contratos..
-entendo moun amour.. eu so passei aqui pra te ver, e dar as boas vindas depois da sua pequena viagem.. tambem vim avisar que voce esta intimado pra jantar lá em casa hoje viu?!.. – suspirando resignado, Claude sentou-se na cadeira atras de sua mesa, assentindo ao pedido da noiva com um simples gesto de cabeça.. afinal o que mais ele poderia fazer?!!..
Ao deixar a sala do frances, Nara estava relativamente mais tranquila, aquele escritorio realmente estava um caos, e Claude com certeza trazia uma expressao de cansaço, estampada em seu semblante.. que parecia confirmar a historia contada por Frazao, um homem que houvesse se esbaldado a noite toda.. nao estaria com aquela cara, e pensando bem ela ate gostava que o empresario se empenhasse tanto nos negocios.. pois quanto mais rico, melhor.. esse era seu lema.. satisfeita com as conclusoes que tirara, Nara seguiu até o elevador.. no mesmo instante, em que Serafina adentrava no ambiente, para sua passada matinal na empresa, antes de cumprir com suas obrigaçoes diarias, na casa de Roberta Vermont.
Ao ver a noivinha do frances deixando o predio da construtora toda cheia de pompa, Rosa sentiu vontade de cometer um homicidio doloso contra Claude.. e pensando nele dessa forma pouco afetuosa.. ela se encaminhou até a mesa de Janete, decidiu que conversaria com a amiga, até o motorista do patrao chegar para busca-la. Porem antes que Rosa pudesse dar ao menos dois passos em direção a mesa da outra, o telefone da moça tocou, e era Claude..
Serafina pensou em nao atender, mas depois achou que se divertiria bem mais desligando o aparelho na cara dele.. definitivamente deixa-lo falando sozinho lhe parecia muito interessante naquele momento..
-alo.. – atendeu displicente..
-onde é que voce esta??!.. – perguntou-lhe o chefe, imediatamente exasperando-se, por conta do tom utilizado por ela.
-aqui na empresa claro, onde mais eu estaria a essa hora da manha?!.. – voltou a constestar-lhe displicentemente.. continuando:
-bem eu ate que gostaria de estar dormindo ainda mas.. infelizmente, o meu chefe é um verdadeiro carrasco.. – disse-lhe imprimindo uma ironia letal ao tom da propria voz.
-enton já que voce esta aqui na construtora.. venha imediatamente a minha sala.. e rápido hã??.. nao estou com humor pra esperar hoje.. – respondeu-lhe o frances no mesmo tom ironico utilizado por ela..
-e eu tenho escolha hã???.. – retrucou a jovem italiana, imitando-lhe a expressão verbal, como sempre fazia quando desejava irrita-lo, ao que o patrao respondeu categoricamente:
-Não!!..
Parte 38
Resiganda porem não conformada Serafina realmente desligou o aparelho na cara do patrão, sentindo-se sumamente contente por haver levado a cabo tal gesto.. ela então, passou pela mesa de Jenete, cumprimentando-a e seguindo até a sala da diretoria..
-entre.. – Claude respondeu desgostoso ao ouvir a batida suave na porta, ele nao imaginava o porquê mas Serafina estava definitivamente armada contra ele aquela manha, o tratara bastante friamente durante a chamada que ele lhe fizera, desligando o telefone na cara dele em seguida.. o homem nao entendia o que estava havendo, ainda mais depois do comportamento adotado pela escrituraria, na noite anterior.. no entanto, ele tambem decidira, que sua secretaria nao tinha o direito de trata-lo daquela forma, ele era seu chefe, e a moça lhe devia respeito.. entre otras cositas mas..
Entrando na sala, Rosa fechou a porta do comodo, passando-lhe a chave logo depois, seguindo instruções do frances.
-posso saber o que de tao urgente voce tem pra falar comigo, que nao poderia ser dito pelo telefone??!.. – questionou-lhe a funcionaria, com o queixo em alto e uma expressão firme, estampando-lhe o semblante.. irritando-se de imediato com a maneira pela qual ela lhe dirigia a palavra, o empresario retorquiu:
-quem decide aqui, o que é ou não é importante o suficiente para merecer uma reunion sou eu.. non a senhorita.. fui claro??..
-claro como a agua chefinho querido.. – a escrituraria declarou-lhe ironicamente.. ao mesmo tempo em que ele a percorria de cima a baixo com o olhar.. perturbada com o fato de estar sendo alvo de toda a atenção dele daquela maneira, Rosa evitou encara-lo.. sentindo o ar começar, a passar com dificuldade por seus pulmões.
Como ele não a convidou a sentar-se, a garota fez menção de faze-lo na cadeira a frente da escrivaninha dele, ao que imediatamente o homem protestou:
-non.. eu prefiro que voce permaneça de pé.. – o frances afirmou firmemente, enquanto afrouxava calma e lentamente o nó da gravata, escorando-se confortavelmente contra o espaldar da cadeira na qual se encontrava.. entao, sorrindo de maneira cinica pra ela, ele declarou:
-detestei essa sua roupa cherrie.. – disse-lhe apontando para a saia de corte reto e a singela blusa branca de seda, que a moça usava..
-voce nao gostou e dai???.. nao me importa.. – ela retrucou malcriada a declaração do patrao, ao que endurecendo ligeiramente a expressao de seu rosto o homem indicou:
-tire.. – duvidando se houvera realmente, ouvido de forma correta o que ele dissera, Rosa quiz saber:
-como disse???..
-eu disse.. tire.. tire essa roupa.. e me faça esse favor agora mesmo hã??.. – contestou-lhe o chefe, enfatizando a palavra hã.. entendendo instantaneamente, que aquele encontro entre os dois, seria uma forma de punição, pela maneira como ela o havia tratado pouco antes, Serafina quase se arrependeu por te-lo feito.. pois ela nao era cega, e o sorriso perverso que podia divisar no canto dos labios de Claude, era mais do que um indicativo, de que as intenções dele naquele instante, nao eram nada boas..
-Claude nós estamos bem no inicio do expediente.. voce e eu.. bem nos dois nao vamos.. voce sabe.. aqui dentro da sua sala.. com todas aquelas pessoas chegando pra assumir seus postos de trabalho, alem do mais, seu motorista ja deve estar vindo pra me apanhar tambem e.. – interrompendo-a o empresario falou:
-eu telefonei pro Rodrigo, dizendo que ele so deveria vir buscar voce ma cher.. em uma hora.. já quanto as outras pessoas.. estamos a portas fechadas, nao havera nenhum tipo de problema nesse sentido.. portanto nao se preocupe sim???.. – em estado de alerta, Serafina sentiu as faces queimarem, em virtude da maneira tao displicente, com a qual ele falava sobre manter relações intmas com ela..
-o sexo matinal me relaxa.. e estou muito estressado por conta dessas negociações com mister e misses Smith.. me ajude a ficar bem Serafina.. – o homem proferiu num tom macio e sensual que seria eficiente a ponto de derreter uma geleira.. empertigando-se no mesmo instante, em vista das palavras, utilizadas por ele.. a moça se negou veementemente a realizar sua vontade, ao que o empresario retorquiu de forma cruel:
-voce aqui nao tem poder de eleição Serafina.. voce e minha funcionaria e só.. não é especial, ao contrario, voce e como qualquer outro empregado aqui dentro dessa empresa, apenas o serviço o qual a senhorita me presta é diferenciado, o que non quer dizer em nenhum momento, que voce tera regalias ou sera tratada de maneira diferente, a que todos os outros sao tratados, por conta desse fato. Alem do mais, voce me deve.. portanto eu nao estou pedindo.. eu estou mandando.. dona Serafina Rosa.. – falou Claude de forma mordaz.. disfrutando ao maximo do evidente constrangimento e desconforto da escrituraria.. aquela italianinha certamente iria aprender que desafia-lo nunca lhe seria o melhor caminho..
-vamos.. o que espera hã??!.. comece logo a tirar a roupa.. – voltou a declarar o frances, em tom displicente, enquanto arqueava uma sombrancelha e acomodava-se ainda mais confortavelmente ao assento que ocupava.. sorrindo-lhe insinuantemente.. esperando impaciente pela hora em que o striptease da secretaria viria a se iniciar..
Parte 39
Sob o olhar percustrador que o chefe lhe lançava.. Serafina propositalmente permanecia estatica, em estado de letargia, sem realizar um unico movimento sequer, afim de cumprir-lhe as orientações.. então, mirando-a fixamente, o homem voltou a manifestar-se:
-primeiro.. solte os cabelos.. – as palavras foram proferidas em um sussuro languido e sedutor, que mexeu com os animos internos da secretaria.. engolindo em seco.. e decididamente sem possuir outras opçoes que lhe fossem mais viaveis, já que o patrao conhecia seu ponto fraco, que era a familia dela, e parecia bastante disposto a usá-lo para coagi-la a fazer o que ele desejava, a moça cumpriu a ordem que lhe foi dada por ele.. no entanto, Rosa movimentou as maos ate as proprias madeixas bem devagar.. a italiana podia notar-lhe as pupilas levemente dilatadas e a respiração suspensa, em antecipação a todos os momentos de prazer, que o homem julgava, viveria a seu lado proximamente..
Quando finalmente Serafina libertou os cabelos da presilha que os aprisionava, o sorriso sedutor no canto dos labios do frances, se alargou.. e mantendo o olhar sobre ela, tal qual um predador prestes a atacar sua presa, sem no entanto, mover-se da cadeira aonde se achava estacionado, Claude a incentivou a continuar, no mesmo tom que utlizara momentos antes:
-agora os sapatos.. e essa blusa extremamente cafoninha que voce esta usando.. – ao que Rosa retirou os sapatos, depois começou a desabotoar a propria blusa.. muito mas muito paulatinamente.. se ela estava amarrada a uma unica escolha, por conta dos joguetes de um destino bricalhão e até cruel, em sua opinião.. escolha essa que se traduzia na obediencia aos desiguineos de seu querido chefinho, a moça tambem o faria sofrer o maximo possivel, durante o processo.. decidiu, sentindo-se sumamente melhor, ao tomar tal resolução.
A secretaria desabotou os primeiros botões da peça de roupa que vestia, e Claude pôde vislumbrar um pouco do espartilho de renda cor de pele, que ela estava usando por sob suas vestimentas.. tal descoberta, fez com que o sorriso satisfeito do homem se alargasse ainda mais.. assim, a blusa de seda branca da funcionaria foi ao chão.. e em seguida foi a vez da saia reta deslizar pelos quadris bem desenhados da jovem, indo parar direto no piso.. fazendo companhia para a blusa, que acabara de ser descartada ali.
O frances voltou a olha-la de cima a baixo.. embevecido e com a boca amplamente seca, ante a visão do corpo escultural de Serafina, envolto apenas por um espartilho muito sexy.. meias 7/8.. cinta liga.. culminando com uma delicada calcinha de renda.. o conjunto de lingerie era inteiramente cor de pele.. isso explicava porque ele nao havia notado, que a moça estava trajando meias de seda, assim que ela entrara em sua sala..
Tudo bem que a cor do conjunto era neutra Claude pensou.. mas a lingerie nada tinha de neutralidade, ao contrario.. esta era altamente fatal.. capaz de abalar as estruturas e o autocontrole de qualquer homem com sangue nas veias. Neste momento o empresario fez menção de levantar-se da cadeira, ao que Rosa o impediu com um gesto de maos.. sinalizando-lhe para que continuasse sentado.. enquanto ela vagarosamente, se aproximava dele..
-voce está certo.. sou sua funcionaria.. e ainda possuo uma divida bastante palpavel com voce.. portanto, vou cumprir com o meu papel.. estou disposta a satisfazer aos seus desejos agora, neste mesmissimo instante, porem.. voce nao podera tocar em mim em nemhum momento, apenas a mim cabera tocar em voce.. – Serafina declarou mansamente, ao mesmo tempo em que indo ate o chefe.. o tomava pela mão.. guiando-o até uma poltrona coral, estilo espreguiçadeira, que jazia perto dali.. e que o frances costumava utilizar para relaxar nos intervalos entre uma reuniao e outra..
O homem estivera tao entretido olhando encantado para a figura harmoniosa da secretaria, que nem ao menos mensurara as palavras que lhe haviam sido ditas por ela.. suavemente, Serafina fez com que Claude se recostasse na espreguiçadeira, inclinando-se em seguida, ligeiramente sobre ele, concentrando-se na tarefa de desabotoar-lhe os botoes da camisa de linho Rosa.. a jovem tentava manter-se impassivel enquanto o fazia.. porem nao lhe estava sendo nada facil lograr tal façanha, com o perfume amadeirado e convidativo do frances, açoitando-lhe as narinas.. com o torso masculo e moreno sendo lentamente revelado, atraves de cada botao da camisa dele, que a escrituraria abria..
Parte 40
OBS : esta cena inclui um dos pedidos realizados por Pri 666..
Para Rosa o grande desafio naquele momento, era não permitir que seus instintos a denunciassem pra ele.. com isso, a jovem terminou de abrir os botões da camisa do chefe, engolindo discretamente em seco, frente a visão apetitosa, que agora lhe era demonstrada por completo, em vista da seminudez do homem.
A italianinha inclinou-se ainda mais sobre o corpo do frances entao, começando a depositar-lhe pequenos e suaves beijos ao longo do firme torso masculino, aprovando-lhe a atitude com um suspiro deliciado, Claude fechou os olhos.. entregando-se com prazer a exploração intermitente de sua funcionaria.
Serafina alcançou-lhe o pescoço em seguida, acariciando-o ai com ensaiada veemencia.. e algo com o que ela nao contava ocorreu, a secretaria começou a sentir-se excitada apenas com tocar a pele do empresario daquela forma, por ouvir-lhe os gemidos sastisfeitos.. realmente aquilo iria ser mais dificil do que ela imaginara, pensou.. a moça podia sentir uma das mãos do frances em seus cabelos, enquanto ela proseguia em sua exploração despudorada pelo corpo dele..
Dissimulando uma calma e frieza que estava longe de sentir, a escrituraria.. tirou-lhe as meias e os sapatos.. desafivelando-lhe o cinto da calça, descendo-lhe o ziper.. para logo apos, retira-la bem devagar.. quando a moça voltou a inclinar-se sobre ele, as palpebras de Claude se abriram, e os olhares de ambos se encontraram.. desejo.. urgencia.. era o que o casal podia ler multuamente, nos olhos um do outro naquele instante; Rosa queria beijá-lo.. mas em lugar disso, aproximou-se dele de maneira insinuante.. acercando seu rosto das faces do patrao.. até que o frances lhe pudesse sentir a respiração calida, tocando-lhe o rosto.. quando isso ocorreu, Serafina desceu ligeiramente os labios, apenas mordicando o queixo do empresario.. sem chegar a beija-lo de fato.
Enlevado, Claude permitiu que Serafina continuasse.. sem realmente manifestar-se sobre os atos femininos, afinal o homem estava adorando cada minuto daquela tortura amplamente escaldante a qual ela lhe impelia.. sorrindo, o chefe sentiu os labios da escrituraria.. descendo de seus quadris para seu abdomen.. e dai.. para muito mais abaixo.. mantendo os olhos novamente cerrados, o frances tambem pôde sentir as mãos da italianinha, entrelaçando-se ao tecido da sunga que ele estava usando.. tirando-a em seguida, habilmente do caminho..
Rosa agora, podia ver completamente o quanto Claude a desejava, e tal fato mexeu em demasia com os rumores mais profundos do corpo da moça.. certamente ela o queria.. mas decidira, que não iria permitir que o empresario.. a fizesse efetivamente sua naquela manha.
Atrevida, ela tocou o centro da masculinidade do frances sem o mais minimo pudor.. primeiramente utilizando as mãos.. em seguida os proprios labios.. lenta e suavemente.. languida e vigorosamente, levando Claude literalmente a loucura.. ao encontrar-se refem dos labios femininos daquela forma, o empresario de inicio retesou ligeiramente o corpo, pela surpresa que tivera em vista da atuação da secretaria.. relaxando-o logo depois, entregando-se totalmente a descoberta avida que Rosa realizava no que se referia a ele.. ao prazer que ela podia proporcionar-lhe com suas caricias, e como ela podia dominá-lo tambem, atraves delas.. o homem realmente sentia-se vulneravel diante de sua funcionaria, enquanto os labios da moça se deslocavam da virilha masculina pra o apce do desejo pungente dele..
Gemendo incontrolavelmente, o frances decidiu que agora chegara a vez dele.. de atuar para equilibrar aquele jogo.. o homem estava apreciando ser vencido.. mas tambem queria vencer e sem demora..
te-lo daquela forma tao intma, estava dando a Serafina um tipo de prazer que ela nunca antes experimentara.. um homem tao poderoso e forte assim, total e completamente subjugado a sua vontade.. ela estava gostando da experiencia.. mais do que estava verdadeiramente disposta a admitir..
Ao mesmo tempo em que seus labios o castigavam impiedosamente.. suas maos continuavam a acariciar-lhe o peito masculo.. até que Rosa decidiu realizar o caminho de volta até a boca do frances, afim de provoca-lo.. fingindo que o beijaria.. para depois apenas mordicar-lhe a orelha, que ficaria exposta durante o trajeto.. aproveitando logicamente, para tambem mordicar-lhe o umbigo avidamente, enquanto se encaminhava para o local de destino.. e a italianinha o realizou tal para qual o houvera idealizado..
Quando Serafina retornasse ao seu ponto de partida.. o satisfaria por completo.. deixando-o em seguida.. sem olhar pra tras.. aquela seria a primeira lição que Serafina Rosa ensinaria a Claude Antoine Geraldy, pensou triunfante.. ao som convidativo dos gemidos incontidos do empresario, que a jovem sabia.. tinha irremediavelmente sob seu poder.
Enquanto a escrituraria mordicava-lhe a orelha com habilidade, Claude sorrateiramente moveu o corpo, invertendo as posições de ambos em seguida, a secretaria agora encontrava-se retida sob o peso do corpo masculino.. assim, surpresa e desolada, ela o ouviu pronunciar com a voz rouca de desejo:
-agora é a minha vez cherrie..
Parte 41
esperançosa a moça agarrou-se imediatamente ao tecido da camisa que o homem ainda usava, afim de faze-lo perceber que ela nao estava de acordo com os rumos que aquela situação estava tomando..
-se você queria que eu tirasse a camisa era so me pedir ma cher.. non precisava tomar essa atitude assim ton drastica non.. – desferiu Claude em tom debochado.. irritando a moça instantaneamente, que olhando-o de maneira severa declarou:
-não foi isso que nos combinamos.. – as palavras sairam com menos força do que a pretendida inicialmente, porque nesse mesmo minuto o frances deixara cair os labios desejosos sobre a curva delicada do pescoço feminino.. disfrutando da pele suave e macia da funcionaria com muito prazer e dedicação.. logo depois vitmou o colo de Rosa.. e seus seios.. desnudando-a ate a cintura com muita facilidade..
-non é que eu non esteja gostando da sua performace.. muito pelo contrario eu estou adorando.. no entanto, apenas isso nao vai me satisfazer no momento.. eu quero um contato bem mais intmo e caloroso do que o que voce esta me oferecendo agora Serafina.. – disse-lhe.. com a voz languida, enquanto suas maos corriam livremente pelas coxas e pernas bem torneadas dela, soltando-lhe com extrema rapidez as ligas, que seguravam a tanga minima de seda e renda cor de pele, que ele encontrava-se mais do que disposto a despir.. para a escrituraria estava sendo quase impossivel nao manifestar-se ativamente quanto ao que o homem estava fazendo..
Ela queria se entregar a ele.. libertar todos os gemidos de prazer que jaziam presos em sua garganta.. mas lutaria contra isso ate quando lhe fosse possivel.. a italianinha que havia exitado momentaneamente.. antes de tocar em Claude tao intmamente daquela forma, sentiu-se ruborizar, ao ouvi-lo mencionar sua performace até aquele instante..
Claude perversamente manipulou os mamilos da jovem, a principio com as pontas dos dedos.. pressionando as maos ali de forma estudada, querendo-a despojar de toda e qualquer forma de controle, a qual Rosa pudesse recorrer, para resistir a seus encantos.. depois os sugou utilizando.. labios.. dentes e lingua.. e a partir dai para Serafina foi impossivel esconder dele como se estava sentindo.. com ambas as maos, ela instintivamente pressionava a cabeça do homem contra si, afim de intensificar o contato dos labios dele com a propria pele.. seus dedos delicados tambem corriam a solta, por entre os cabelos do empresario..
Serafina queria sinceramente.. impedir que ele continuasse, de verdade.. mas nao conseguia.. nao encontrava forças para se libertar dos fortes braços do frances.. ele entao, subiu as maos de suas coxas para seu ventre liso.. descendo-as para a cintura, passando pelos quadris.. acariciando-a incessantemente, viajando em seguida, direto para dentro da delicada tanga de renda que a moça usava.. nesse momento ele a tocou intmamente e sorriu-lhe cinico, beijando-a na boca, com voracidade e paixao.. ao mesmo tempo em que continuava torturando-a vagarosa e veementemente.. deixando-a pedindo por muito mais..
Agora a secretaria ja nao conseguia mais conter os proprios gemidos de prazer.. Claude entao com um movimento certeiro, posicionou-se sobre ela.. e mirando-a de muito perto, como se fosse devora-la a qualquer instante, rompeu em pedacinhos sem realizar o mais minimo esforço, a parte inferior da lingerie feminina.. a escrituraria realmente nao queria aquilo.. mas mesmo assim, um singelo suspiro de aprovação acompanhou aquele gesto passional e incisivo dele.. depois, Claude se colocou entre as macias coxas de rosa.. provocando-a de proposito.. pressionando-se suavemente contra aquele recanto inimigo mais que tentador, sem verdadeiramente possui-la..
Rosa prendeu a respiração.. estava ofegante.. e o frances tambem estava, sendo que aquela, era uma batalha que nemhum dos dois estava disposto a perder..
-eu nao quero.. – ela disse debilmente.. quase num gemido aclamatorio..
-não??.. – o empresario declarou de forma ironica, pressionando-se uma vez mais contra as coxas da escrituraria.. rindo com vontade, ao ouvir-lhe de volta, os gemidos manhosos..
-não me diga que voce nao me quer hã?!!.. eu sei que nao e verdade, posso sentir que você esta mais do que pronta pra mim hã?!.. apenas me peça e eu farei tudo o que voce quizer.. – ele disse num tom sedutor, buscando deixa-la muito mais tentada a aceitar-lhe a oferta do que ja estava.. massageando-lhe simultaneamente a nuca com afinco, afim de minar-lhe ainda mais, a fragil resistencia contra ele..
-não.. – Rosa voltou a proferir num rouco fio de voz.. a moça chocada, mal pôde reconhecer o som da prorpia voz.. ao que novamente rindo deliciado, o frances perguntou-lhe:
-enton.. voce quer sair daqui Serafina.. é isso mesmo?!!.. – as palavras ditas enquanto ele aspirava de maneira persuasiva em seu pescoço, atacava-lhe os seios irresistivelmente com ambas as maos, e mordicava-lhe a orelha a qual tinha acesso.. tornava o raciocinio da jovem cada vez mais lento e toldado por completo, pelo desejo cruel e imperativo.. que sentia por ele.. em definitivo, seu chefe sabia muito bem como despertar-lhe o corpo.. virando-o contra ela mesma, inexoravelmente.. mas Rosa nao iria render-se assim tao facilmente, mas não mesmo!!.. com isso.. lutando contra si propria contestou:
-sim eu quero.. – ao que o patrão voltou a pressionar-se contra as coxas da moça, recuando ligeiramente.. e olhando-a nos olhos prosseguiu:
-*Vos désirs sont des ordres.. mon petit oiseau.. – Serafina não compreendeu a frase em frances, mas seu instinto avisou-lhe com exatidão o que aquilo quereria dizer.. Claude naquele momento a fez sua.. num movimento suave, porem firme e intrinseco.. a secretaria queria mostrar-lhe que nao havia gostado daquela conduta dele, e portanto tentou emitir algum som que denotasse desconforto de sua parte em relação ao ato em si.. no entanto, apenas conseguia emir suspiros.. grunidos e gemidos, agarrando-se com força ao corpo masculino, enquanto ele movimentava-se deliciosamente sobre ela..
Descontrolada, Rosa enlaçou-o pelo pescoço utilizando os braços, e pela cintura com as pernas.. afim de perdurar e eminenciar aquele irresistivel contato entre seus corpos.. ao mesmo tempo em que trazia Claude para si, atraves das nadegas masculinas.. gemendo extasiado em vista da resposta acolhedora que recebia da escrituraria, o empresario perguntou em tom de deboche:
-devo parar?!.. – declarou enquanto diminua consideravelmente a cadencia dos movimentos no amago de Serafina.. ao que a secretaria categoricamente respondeu:
*Seus desejos são uma ordem.. meu passarinho..
-Claude.. cala a boca e me beija.. – falou enquanto puxava-lhe com urgencia a cabeça para baixo, beijando-o com toda a paixao e desejo de que era capaz.. movendo os quadris contra os dele freneticamente.. enquanto o frances rendido.. esquecia da brincadeira ou qualquer vingancinha pessoal que lhe pretendia impelir.. e fazia amor com ela.. de verdade.. como jamais fizera com nenhuma outra mulher em sua vida.. já Serafina.. admitia que o feitiço virara contra a feiticeira enquanto se entregava totalmente a ele.. mas a derrota nao havia sido propriamente totalitaria.. afinal, aquele joguinho entre os dois.. efetivamente terminara no 1x1.. e isso nao era nada desagradavel.. ela pensava, enquanto sussurrava-lhe ao ouvido.. e passeava as maos insinuantemente pelo corpo do patrao.. encorajando-o a continuar o que estava fazendo.. sem nem ao menos pensar por um segundo que fosse.. em parar..
Parte 42
Fora da sala da diretoria..
-nossa Jane.. quer dizer que a Rosa ta ha um tempão trancada na sala com o chefe é???.. – inquire Gurgel abobado para sua amiga.
-é isso mesmo.. deve ter mais ou menos uns 40.. 50 minutos.. quase uma hora.. voce tem razao viu Gu esse trabalho que a Rosa ta fazendo pro dr. Claude deve ter mesmo a ver com os novos contratos lá.. deve ser coisa bem importante.. eu hein que sortuda.. nao interessa se o que ela faz é chato.. o fato é que ela tem toda a confiança dos chefes.. ta em alta conta la na diretoria.. quem me dera viu.. – disse a secretaria em tom um tanto quanto reticente para o outro..
-olha aqui amiga.. se não estivessemos falando da Rosa.. eu ia começar a pensar besteira viu..- declara Gurgel entre risos debochados..
-como assim besteira Gu?!!.. – pergunta Janete muito interessada no tema abordado..
-ué primeiro ela trabalha normalmente.. ai do nada ela passa a não vir mais pra empresa, sendo que ela vem aqui diariamente bem rapido e um motorista busca a nossa amiga levando-a pra algum lugar que a gente so pode imaginar.. ela quase nunca vê o dr. Claude nessas vindas matinais aqui.. e quando ela vê.. demora quase uma hora a portas fechadas com ele???.. – arregalando os olhos como se apenas naquele instante houvesse entendido até onde o amigo desejara chegar com seu discurso Janete quiz saber:
-Gu.. voce acha que??.. – ao que o arquiteto a interrompe exasperado:
-Jane.. por favor né.. eu quiz dizer que suspeitaria de algo assim se nao estivessemos tratando sobre a Rosa.. afinal aquele frances nao é santo meu bem.. mas com a Rosa nao tem perigo com certeza.. basta olhar pra Nara, e dá pra saber que a nossa amiguinha não faz o genero do nosso chefinho querido..
-chefe tóxico.. – declara a secretaria pensativa..
-que???..
-é Gu.. esse é o apelido que a Rosa colocou no dr. Claude.. ela não vai com a cara dele sabe.. realmente de todos os lados possiveis, essa hipotese ai de que a Rosa e.. bem, é infundada mesmo.. não da nem pra terminar de falar..
-ha Jane o problema nao é ele.. afinal esse frances que e nosso patrao tem a maior fama de mulherengo.. o entrave nessa historia é ela mesmo.. nao consigo imaginar o dr. Claude com uma mulher como a Rosa.. não dá.. porque afinal a Rosa pode até dizer que o homem nao faz o tipo dela, mas se ele desse em cima de verdade.. eu duvido muito que a mocinha fosse resistir.. o negocio é que a gente ta roxo de curiosidade pra saber do que se trata, o que ela anda fazendo a mando dos chefes.. que a mente viaja atraves de possibilidades totalmente infundadas.
Nesse momento, Frazão adentrou no recinto, brincando e cumprimentando a todos.. perguntando se Claude já havia chegado à empresa.. ao que os funcionarios responderam que sim, já ha algum tempo.. mas que o homem se encontrava trancado na sala da diretoria, em reuniao com a Rosa.. que chegara ali ha mais ou menos uma hora ou um pouco mais do que isso..
Imaginando inadequações entre os dois instantaneamente, Frazão seguiu para a sua sala, dando ordens para que ninguem interrompesse a reuniao entre o dr. Claude e a dona Rosa.. posque o assunto o qual ambos estavam tratando, era de suma importancia.. no entanto, o que na verdade o advogado queria, era evitar que Gurgel ou Janete, chegassem ao menos perto da porta da sala da diretoria.. pois a julgar pelo silencio aterrador pairando no ambiente, e o tempo que o casal levava já, encerrado la dentro.. lhe era obvio que a conversa não se tratava do aparato da vez entre ambos.
Frazão tambem, estava contente por haver chegado naquele momento, pois assim que deixara o elevador pudera avistar Gurgel, aproximando-se discretamente da porta do gabinete do frances.. “esse Claude é muito inconsequente mesmo”.. formulou o advogado mentalmente, enquanto dava ocupações a secretaria e ao arquiteto, buscando assegurar que alem de sua ordem imperativa, que por sua vez traduzia-se quase em um ”não perturbe”, os curiosos estivessem ocupados demais, pra encontrar tempo de meter o nariz aonde nao lhes correspondia.
Logo em seguida, Serafina deixou o gabinete do patrao, caminhando o mais calma e austeramente que conseguia, voltando a cumprimentar Janete e tambem Gurgel, que se encontrava por perto.. saindo da vista dos amigos o mais rapido possivel, adentrando no elevador, para assim, ir ao encontro de Rodrigo, o motorista do patrão que a levaria até a casa de Roberta Vermont.
-ô jane.. a Rosa não tava com o cabelo preso quando entrou na sala do dr. Claude?!.. – inquire o arquiteto cheio de estranheza..
-eu acho que sim.. mas nao da pra ter certeza.. não prestei muita atenção..
- ha ta.. vai ver foi so impressão minha mesmo.. agora uma coisa eu tenho que reconhecer viu.. ela pode ate ser antiquada na hora de se vestir.. mas a pele dela.. tá otma!!.. quem me dera a genetica me favorecesse assim.. – ao que a amiga sacudiu a cabeça de leve.. rindo divertida da declaração do outro.
-daqui a pouco voce vai pedir a indicação de algum creminho facial pra Rosa.. – brincou Janete..
- e porque nao????.. seja la qual for o segredo daquela pele divina eu adoraria saber.. sou vaidosa ta.. e voce como minha amiga e confidente.. deveria saber disso melhor do que ninguem.. – declara Gurgel se revelando.. provocando novos risos na secretaria a sua frente.
Parte 43
Aquele dia na casa da atriz, Serafina teve seus cabelos totalmente repaginados.. e sentiu-se outra mulher ao olhar-se no espelho apos o término do procedimento.. a maquiagem tambem já era outra.. e Roberta a intmara a assumir seu novo closet imediatamente, segundo a atriz.. Serafina encontrava-se mais do que pronta para isso.
Assim, horas mais tarde.. á noite, a jovem que adentrou no casarão dos Petroni ja nao era a mesma que havia saido dali pela manha.. Rosa imaginou que a familia estranharia muitissimo sua mudança, mas as coisas ocorreram justamente ao contrario, todos aprovaram seu novo look.. até mesmo o velho Giovani, que disse em alto e bom som que a filha estava linda..
Encorajada por essa reação dos familiares, a jovem apenas disse que achou por bem mudar o visual, afinal ela era uma secretaria executiva e deveria trajar-se e portar-se como tal.. os Petroni jantaram animadamente apos tal fato, porem quando ficou a sos com a filha na cozinha enquanto as duas recolhiam a louça usada durante o jantar, Amalia interrogou:
-o seu pai Serafina, pode nao saber muito bem diferenciar uma roupa melhorzinha de uma roupa de grife.. alta costura, mas como mulher que sou filha, eu sim sei.. essas roupas são caras, o seu cabelo foi tratado por um profissional que sabia muito bem que corte ficaria melhor em voce.. resumindo, essa mudança toda tem a ver com o dr. Claude nao é?!.. – diante da falta de resposta por parte da italianinha, a senhora proseguiu:
-esse homem vestiu voce com o que ha de melhor.. te transformou em um bibelô sofisticado.. até seus modos ficaram mais requintados durante as ultimas semanas.. o que isso quer dizer filha?!.. o que ha por detras disso?!.. de todas essas atenções que esse homem tem com voce?!.. me diz.. você e esse doutor frances ai são amantes Serafina?!!.. – chocada com a pergunta tao direta feita por sua mae, Rosa nao sabia o que responder.. ela nao queria mentir para a senhora mas tambem nao poderia dizer-lhe a verdade nua e crua.. entao decidiu partir para o meio termo:
-mãe.. o Claude e eu.. a gente namora.. tendo uma relação com ele que e tao rico e importante, eu tinha mesmo que melhorar o meu jeito de me vestir.. meus modos.. pra poder acompanha-lo nas mais diversas ocasiões.. – ao que a mae a interrompeu exasperadamente:
-Serafina.. seu pai apoiou essa sua mudança, porque acha que voce ta fazendo isso com seu proprio dinheiro.. se ele desconfiar, que quem ta bancando tudo, é o seu noivo, namorado já nem sei mais o que esse doutor ai é seu.. enfim, ele vai surtar.. pro seu pai, um homem que tenha uma atenção desse tipo com uma mulher.. só pode ser muito mais do que namorado dela.. e sinceramente filha, eu penso o mesmo, desde ontem a noite, quando voltamos pra casa, seu pai e eu.. – notando que a moça a interromperia, dona Amalia fez um gesto imperativo com ambas as maos, para que Rosa se mantivesse calada, e continuou:
-voces dois estavam com uma atitude suspeitissima.. e eu vi.. eu reparei muito bem na marca vermelha que o doutor tinha no pescoço.. e se ele estava com voce quem mais poderia te-la feito??.. – enrubescendo de imediato.. ante a menção da marca, que ela mesma produzira no pescoço do empresario, a jovem delatou-se ainda mais, do que se houvesse tentado engendrar algum tipo de explicação, para oferecer a sua mae.. – entendendo tudo naquele instante.. a velha senhora ficou branca tal qual uma folha de papel..
-mãe eu posso explicar.. – tentou a garota ensaiando uma suplica.. ao que dona Amalia contestou:
-voce nao pode explicar nada minha filha.. como pôde ser capaz de fazer uma coisa como essa?!.. seu pai e eu nao te criamos pra isso.. pra simplesmente ceder aos desejos de um homem galanteador.. não vou me fazer de falsa moralista.. mas esse moço nem ao menos é seu noivo ainda!!.. e voce se entrega a ele dessa maneira?!.. não Serafina.. – alcançando a mão de sua mae carinhosamente por sobre a mesa, Rosa tentou acalma-la:
-mãe.. eu me entreguei a ele porque eu o amo.. de verdade, como nunca amei outro homem antes.. nem o Julio, com quem eu ia me casar.. – ao que desolada a matriarca voltou a manifestar-se:
-mas filha isso nao ta certo.. nao ta.. – declarou a mulher mais velha, ligeiramente mais tranquila ao notar a sinceridade nas palavras da primogenita..
-mamãe.. eu nunca tive outro homem alem dele juro.. eu só me entreguei a ele.. porque simplesmente nao consegui resistir.. o que eu sinto por ele é muito forte.. entendo o seu lado, mas tenta tambem me entender mãe.. o Claude nao ta se aproveitando de mim.. ele nao fez nada que eu nao quizesse, nada que fosse contra a minha vontade realmente.. – declarou a moça um tanto quanto envergonhada para a genitora, mas segura de que convence-la dos seus sentimentos pelo chefe, seria a melhor forma de tranquiliza-la no momento.. e verdadeiramente, Serafina sabia muito bem.. que nao estava mentindo em nenhuma de suas declarações, já admitira para si mesma, que o amava.. e isso fazia já algum tempo.. no entanto, aquele sentimento era uma via de mão unica, a jovem pensou.. recordando-se de Claude e a noiva dele.. ruborizando ainda mais, ao lembrar-se de como fora capaz de fazer amor com o patrão tão loucamente, logo depois de Nara haver deixado o local..
Parte 44
No fim daquela conversa Periclitante entre mãe e filha, Amalia fizera Serafina prometer que em nenhuma circunstancia, voltaria a entregar-se a Claude, sem que ambos estivessem devidamente abençoados por Deus, ou seja, casados.. a moça concordou com tal exigencia feita por sua genitora, visando tranquiliza-la, mas mentalmente Serafina pensava que isso simplesmente não iria ocorrer, nem ela conseguiria escapar do frances, já que possuia um débito altissimo com ele, e nem tao pouco os dois se casariam..
A jovem entao, recostou-se ao travesseiro naquela noite, mensurando o desgosto que causara a sua mãe.. Rosa não queria nem ao menos imaginar o que ocorreria se o velho Giovani descobrisse sobre determinado fato.. o qual dona Amalia já conhecia.. não era melhor ela nem poderar sobre isso, decidiu.. virando para o lado na cama e tentando dormir.. mas para a secretária foi impossivel não recordar os momentos calidos vividos pela manha.. ao lado do patrão.. no escritorio.. assim, suspirando enlevada de imediato, ela sorriu.. porem esse sorriso morreu-lhe logo em seguida nos labios.. já que a italianinha tambem pos-se a imaginar Claude e a noiva dele.. juntos..
O empresario por sua vez, estava preso em um jantar enfadonho na casa de Nara, em companhia de Edigio, seu socio na construtora e pai da socialite, dos filhos dela, Beto e Raquel e por fim.. de dois dos investidores americanos, que pretendiam ingressar capital na construtora que ele administrava no País, Elizabeth & Jonh Smith.. Claude não conseguia concentrar-se naquela conversa trivial, sobre o café paulistano.. mulheres brasileiras etc.. o homem só conseguia pensar em Serafina Rosa.. por vezes a imagem dela sorrindo-lhe insinuante invadia-lhe a mente.. e parecia-lhe amplamente possivel, ouvir com clareza a voz da secretaria, chamando por ele de maneira persuasiva.. e tais sensações que o tomavam de assalto, aumentaram consideravelmente, quando o frances recebera um telefonema de sua amiga Roberta, avisando que Serafina já havia mudado totalmente seu visual.. que agora a jovem estava exatamente como ele almejara ao solicitar-lhe o auxilio..
Uma verdadeira dama.. o homem pensou ao desligar o telefone celular, Claude sabia muito bem que Rosa aprendia bastante rapido tudo que algum dia lhe fora desconhecido.. e o frances tambem notara, como a italianinha ganhara autoconfiança, certa altivez e mais sofisticação, no decorrer das aulas que a atriz lhe estava ofertando a pedido dele, claro que sua essencia, certamente Serafina não perdera.. nem jamais perderia ele ponderou.. aquele jeitinho meio desageitado que o empresario simplesmente adorava nela, tambem parecia intacto.. tal constatação silenciosa, provocou um sorriso maroto nos labios de Claude..
-pensando em amor doctor Claude?!.. – Elizabeth Smith quiz saber, ao notar o ar distante que o homem trazia em seu semblante, e o sorriso maroto que iluminou-lhe o rosto sem motivação aparente..
-pardon?!.. – contesta o empresario meio desorientado, sendo retirado bruscamente de seus devaneios em vista do questionamento realizado pela americana..
-eu perguntar se o sr. esta pensando em amor.. porque estava sorrindo de uma forma mui bonita.. que geralmente é comum entre os homens que se encontram apasionados.. – surpreso com a declaração da gringa, o frances sorriu-lhe diplomaticamente respondendo:
-claro claro.. eu estou sim pensando no amor.. afinal esse é um jantar em familia tao belo.. ao lado de minha noiva Nara.. dos filhos dela.. enfim.. estar aqui é sumamente gratificante pra mim, estou me sentindo muito bem!!.. – desferiu o homem, dissimulando um prazer que na realidade nao estava sentindo, enquanto procurava a socialite com o olhar ao redor da sala, encontrando-a logo em seguida, conversando animadamente entre seu pai e mister Smith..
amor Claude ponderou.. voltando a sorrir em direção a sua futura investidora.. claro que ele nao estivera pensando em l’amour.. afinal.. a mente masculina fora ocupada incontrolavel e inadvertidamente, por uma certa funcionaria espevitada que o homem tinha a seu serviço, e em definitivo o frances deliberou, ele não estava apaixonado por ela.. claro que não.. era um absurdo, que o empresario ao menos discorresse mentalmente sobre o tema.. resolveu.. porem não tao convictamente, quanto desejaria poder have-lo feito.
Parte 45
No instante em que conseguiu desvenciliar-se de sua “noiva” e daquele jantar, Claude ligou para o telefone celular de Rosa, que o atendeu sonolenta:
-alô??.. – ouvir-lhe o tom de voz sonolento e desprevinido, fez com que o empresario imaginasse de imediato, como seria delicioso despertar pela manhã, ao lado dela.. recriminando-se internamente por essa divagação tão inapropriada, o frances irritado por conta do efeito devastador que a moça provocava nele, ordenou:
-Rosa.. quero voce amanhã bem cedo la na empresa hã?.. preciso falar contigo.. non se atrase.. – dito isso Claude desligou o telefone sem esperar por uma resposta.. ele sabia muito bem que havia sido rispido demais com ela, mas não se arrependia da maneira, em como havia atuado.. até que a mente masculina começou a ficar repleta de imagens, referentes ao dia em que Serafina o secara apos o banho, que os dois partilharam na casa de Roberta..
E instantanea foi a vontade de voltar a ligar pra ela e desculpar-se, que assaltou o intmo de Claude.. mas ele não fez tal coisa, pois o homem tambem sabia, que se ele ligasse pra ela naquele momento, terminaria dizendo-lhe tambem, o quanto sentira sua falta, o quanto queria sua companhia.. vê-la sorrir.. pois o sorriso da italianinha lhe proporcionava uma paz, que ele não estava muito acostumado a sentir.. para o frances era como, se mesmo sem saber a motivação que a fazia sorrir, ele pudesse sentir-se feliz por ela.. contagiado por toda a gama de sentimentos, que fosse capaz de alguma vez, tomar os animos femininos..
Esgotado, o empresario encaminhou-se para o proprio quarto.. e ao adentrar no aposento, enquanto procurava por alguns analgesicos na gaveta de seu criado mudo, terminou encontrando a lingerie de seda e renda, que ele fora obrigado a ocultar no interior do proprio bolso, em razão da chegada um tanto quanto inesperada e intempestiva, de dona Amalia e o velho Giovani Petroni..
Enlevado, retirou a peça da gaveta.. e ao sentir a renda entre seus dedos.. não pôde deixar de recordar detalhadamente, cada minuto.. de sua estadia no cortiço.. a roupa intma possuia uma textura tao suave e delicada quanto a de sua dona.. o frances ponderou, desejando ardentemente que Serafina estivesse ali.. no apartamento dele.. porque Claude queria desesperadamente, fazer amor com ela.. a simples insinuação mental a esse respeito, provocou no corpo masculino uma resposta imediata e incontrolavel.. bastava que o homem fechasse os olhos, para que lhe fosse possivel imagina-la ali.. a seu lado.. e para que ele tambem pudesse, sentir o perfume inebriante que emanava dela, a cada vez que a tinha perto de si.
Inconformado com a propria constatação, o homem destruiu a langerie de seda impiedosamente, transformando-a em um trapo, que nem de longe lembraria a sensual tanga feminina, que um dia fora.. atirando-a em seguida, raivosamente no cesto de lixo do banheiro.
Rosa por sua vez, após desligar o telefone, decidiu que por have-la despertado de seu sono revigorante daquela maneira tao brusca, e a tratado tão rispidamente.. Claude merecia um castigo, e este seria o fato de que simplesmente, ela não iria até a construtora no dia seguinte como o chefe ordenara.. afinal todos os funcionarios como seres humanos que eram, estariam sujeitos a ficar doentes sem aviso.. e a italianinha ponderou, que arrumaria bem rapido, uma enfermidade, que a impedisse de estar na Claude Geraldy Construtora pela manhã..
Sorrindo tritunfante em vista da resolução que acabara de tomar, a jovem apenas lamentava não poder ser uma mosquinha, para presenciar o descontentamento quase agressivo, que tomaria conta do patrão, ao ficar esperando-a sem que ela chegasse.. para logo em seguida ser avisado a respeito do suposto resfriado que a acometera.. afinal algum preço aquele homem tinha que pagar, por roubar seu coração e invadir-lhe os sonhos noite apos noite sem permissão.. descontando ainda, todas as suas tensões sobre ela.. tratando-a daquela forma, sem a mais minima consideração.. logo após have-la acordado tão indelicadamente..
-sofra frances.. – a moça sussurrou perversamente em voz alta, para si mesma.. cerrarando as palpabras, afim de tentar voltar a conciliar o sono.. que lhe havia sido furtado por um certo frances rabugento e.. muito sexy.. Rosa admitia, com certeza tal merito a jovem jamais poderia retirar-lhe.. o homem era muito sexy.. e produzia um efeito super estranho sobre ela.. tanto que apenas com ouvir-lhe a voz seca e imperativa ao telefone, Rosa imaginara-se calando-lhe a boca com um beijo avassalador, para depois leva-lo a loucura.. até faze-lo implorar por ela.. como ocorrera na noite, em que ambos quase haviam sido surpreendidos por seus pais e sua irmã..
A secretaria deu-se conta de que estava pronta para fazer amor com o chefe, naquele mesmissimo instante.. e surpreendeu-se por desejar estar fazendo-lhe companhia no apartamento dele aquela noite.. apesar de Claude ser amplamente rabugento, um verdadeiro chefe toxico mesmo.. havia algo nele com o que ela se identificava.. algo na personalidade masculina, que comovia a escrituraria.. e a agradava.. independentemente da forte atração fisica que existia entre eles.. esse era um dos motivos responsaveis, por ela haver-se apaixonado perdidamente pelo frances.. embora nao fosse o unico.. surpreendendo-se novamente, Serafina descobriu que seu instinto lhe fornecia muitos motivos para amar aquele homem.. e apesar das palavras por vezes duras e insensiveis, que já ouvira dele.. ela sabia que no fundo Claude era uma boa pessoa..
O projeto de casas populares da construtora.. a maneira como ele conversava com todos os funcionarios da empresa.. e os escutava.. realmente Claude Antoine Geraldy não era um monstro.. apenas queria que Rosa acreditasse que ele o era.. e pensando bem, mesmo depois de haver pago a divida de seu pai, o homem nunca chegara a verdadeiramente obriga-la, a fazer algo que fosse indubitavelmente, contra a sua vontade, a secretaria ponderou.. e sendo sincera consigo mesma, Serafina tambem admitia que gostara de ter aulas com Roberta e Alaba.. e adorara o resultado final, da transformação que ambas a ajudaram a realizar.. em seus modos e em seu vestuario.. e quanto a apreciar a convivencia com um certo frances.. bem, a italiana reservava-se ao direito de pelo menos no resto daquela noite, não voltar a especular sobre o tema.
Parte 46
Amanheceu um dia ensolarado e convidativo, e Serafina comunicou aos familiares na mesa do café, que estava de folga, portanto nao iria trabalhar naquele dia. Ninguem estranhou a informação dada pela moça, afinal ela vinha trabalhando até demais na empresa de seu namorado, fazendo inclusive, serões regularmente.. entao, era mais do que justo, que sua filha pudesse tirar uma folga no meio da semana, Giovani pensou, aprovando a delicadeza do genro, para com Serafina.
Amalia tambem gostou da novidade, pedindo a ajuda da filha com o bordado para o manto de santo Antonio que estava confeccionando, ao que a garota anuiu simplesmente, afinal ela precisaria ocupar-se mesmo, pois apesar de nao ter ido trabalhar, Rosa nao gostava de ficar sem nada pra fazer.
E assim, mãe e filha ficaram fazendo companhia uma para outra, depois que Giovani Petroni saiu para vender seus doces na porta do colegio, ao mesmo tempo em que Dino e Terezinha, iam para a aula na escola e no cursinho respectivamente; porem, uma hora depois disso, a linha preta acabou e Amalia Petroni, Saiu para comprar outro novelo da mesma cor, enquanto Rosa permanecia em casa despreocupadamente, tomando conta da panela de pressão que jazia no fogo, afim de amolecer o feijão, que seria consumido durante o almoço.. entretida como estava com o bordado, a moça realmente nem teve tempo de pensar em Claude e seu descontentamento pungente, por haver sido desobedescido por ela.
no escritorio..
resfriado.. o empresario repetia mentalmente, contendo a imprecação que ameaçava escapar-lhe inadivertidamente através da garganta, ele sabia muito bem que aquela italianinha dos infernos.. não fora até a construtora naquela manhã como ele pedira, de proposito.. apenas para contraria-lo.. mas ela ia ver só.. o homem resolveu, enquanto mantinha a testa franzida e o olhar pensativo.
O telefone da sala da diretoria tocou, interrompendo o curso dos pensamentos dele, ao atende-lo Claude teve uma das maiores surpresas de sua vida, dona Amalia estava ali e queria falar com ele.. “mas que estranho”.. o homem deliberou, permitindo a entrada da senhora no recinto, afim de vê-lo.. pois para todos os efeitos, ele era seu genro.. lembrou-se o empresario, enquanto esperava paciente pela entrada de sua sogra na sala.
Enquanto se preparava para entrar no gabinete do frances, Amalia imaginava que a filha reprovaria essa atitude a qual estava tomando, mas a matriarca tambem sabia, que o estava fazendo pelo bem de sua menina.. a senhora italiana, realmente saira de casa apenas para comprar um novelo de linha preta, mas ao encontrar-se fora do casarão.. tendo consciencia de que Serafina não estaria na empresa aquele dia, não pôde resistir.. seu instinto maternal falara mais alto..
Amalia amava sua filha e aquele homem precisava saber que por mais poderoso que ele fosse, não poderia compra-la.. o dr. Claude devia a ela e a sua familia respeito.. concluiu, aquele homem veria de uma vez por todas, que Serafina tinha quem lutasse por ela e por sua integridade, encorajou a italiana, internamente a si mesma.. para continuar com aquela empreitada.. haja vista que ela já estava ali.. não faria o mais minimo sentido, desistir e ir embora.
Parte 47
Quando viu a italiana entrar em seu escritorio, Claude levantou-se da cadeira aonde se encontrava educadamente, visando cumprimenta-la de forma cordial.
-dona Amailia a que devo a honra de sua visita?!.. – perguntou o empresario num tom de voz entusiasta, deixando a matriarca um tanto quanto constrangida, em vista do teor que possuia a conversa, que ela pretendia ter com ele.. alem do mais, estava no escritorio do homem a portas fechadas.. Serafina com toda a certeza a mataria, a mãe voltou a pensar.. respondendo em seguida a pergunta que lhe havia sido feita:
-doutor eu preciso ter uma conversa muito séria com o senhor.. – preocupando-se pela expressão que a sogra carregava em seu semblante, e pela incertidumbre presente no tom de voz dela, o frances manifestou-se:
-Dona Amalia.. primeiramente enton, sente-se por favor.. – disse-lhe, voltando a ocupar a cadeira atras de sua mesa, e indicando-lhe um dos assentos em frente a sua escrivaninha, quando a italiana seguiu sua sugestao, sentando-se na cadeira, a qual ele apontava para ela, o homem prosseguiu:
-a senhora gostaria de um café.. um suco ou uma agua?!..
-não dr. Claude.. muito obrigada pelo oferecimento.. mas eu to bem assim..
-tubo bem enton.. sou todo ouvidos.. o que a tras aqui ao meu escritorio dona Amalia.. o que a senhora gostaria de falar comigo?!.. – a italiana exitou.. não sabia nem por onde começar, mas o faria.. certamente ela o faria.. e engolindo em seco, prosseguiu:
-eu quero falar sobre o senhor doutor.. e a minha filha.. – franzindo a testa de leve, inquisitivamente, o empresario a encoraja a continuar, realizando um gesto de cabeça.
-eu não sei direito como vou dizer isso pro senhor.. então vou ser curta e grossa.. e falar tudo de uma vez.. – ainda mais desconfiado a respeito da atitude, que tinha a mulher a sua frente, Claude novamente a instigou a prosseguir com um gesto suave de cabeça.. e notando a profunda exitação de sua sogra, o empresario falou:
-dona Amalia por favor hã??.. continue.. a senhora já esta me deixando preocupado.. Serafina está bem??.. aconteceu alguma coisa com ela??.. – percebendo a preocupação na voz do frances, a matriarca o tranquilizou:
-nao aconteceu nada com a Serafina.. ela ta bem doutor.. na medida do possivel.. – suspirando a italiana despejou a motivação de sua visita ao homem, de uma só vez:
-eu descobri a pouco tempo.. que o senhor e a minha filha.. voces dois.. tem uma intmidade excessiva.. inapropriada pra um homem e uma mulher que ainda são apenas namorados.. e eu vim aqui doutor.. porque.. nao criei filha minha pra isso.. o Giovani coitado.. vai ter um troço o dia que souber de uma coisa dessas.. – pelo desconforto aparente que Claude podia notar na atitude da senhora enquanto ela falava.. ele pôde entender perfeitamente a que ela estava se referindo..
-Dona Amalia.. – o homem tentou, sendo imediatamente interrompido pela sogra, que disse-lhe categoricamente:
-eu vim aqui pra falar meu filho.. apenas me escute por favor.. – voltando a aquiescer, desta vez com um gesto de mãos, o empresario calou-se, pondo-se na posição de ouvinte novamente.
-como eu ia dizendo.. o senhor e a minha filha estao se portando de uma maneira que não me agrada.. e alem de tudo, o senhor ainda compra roupas caras.. mostra pra ela um mundo, que vai muito alem do nosso.. que ela já conhece.. e que pra ela com toda a certeza doutor, é muito mais seguro do que o seu.. eu não quero ver a minha menina sofrer.. por isso eu vim até aqui.. pra lhe dar um ultimato.. ou voces dois fazem as coisas direito.. ou eu contarei tudo isso ao pai dela.. pra que ele tome as providencias que achar melhor..
-dona Amalia eu acho que non estou entendendo muito bem aonde a senhora quer chegar.. – declarou Claude, um tanto quanto confuso com o que ouvira da sogra até ali.. ao que ela fez ampla questão de esclarescer-lhe:
-ou o senhor casa com a Serafina doutor.. reparando o erro que cometeu como Deus manda.. ou eu vou contar tudo pro Giovani.. porque nao pretendo encobrir uma pouca vergonha como essa.. como já disse.. meu marido e eu nao criamos nossas filhas pra isso.. elas não sao mercadorias.. portanto nao estao a venda o senhor entendeu?!!..
-pardon??!!.. – foi a declaração incredula de Claude, diante de tudo que seus ouvidos testemunhavam.. entendendo repentinamente.. os reais motivos que levaram Rosa a desobedesce-lo, deixando de ir a construtora pela manhã, como ele pedira..
Parte 48
-doutor o senhor vai me desculpar mas é isso mesmo.. tem hora que a gente não pode ser delicada.. e esta é uma delas.. a minha filha é uma moça de familia.. e entre tantas outras por ai o senhor foi se engraçar justo com ela.. eu sou mãe.. e sou eu quem esta aqui de peito aberto cobrando uma atitude digna do senhor!!.. – desfere a matriarca emotivamente, batendo o punho fechado contra o proprio peito.. o empresario por sua vez, estava bastante impressionado com a maneira pela qual, a italiana defendia sua filha.. Claude nunca tivera alguem que lutasse assim por ele, pensou.. sentindo-se de imediato comovido por aquela situação toda..
-dona Amalia.. eu não me aproveitei de Serafina.. – declarou-lhe o homem num tom afavel, recordando a forma como Rosa era sempre tão receptiva as investidas dele..
-ha nao???.. então o senhor vai querer dizer na minha cara.. que a minha filha não era pura quando se entregou ao senhor, pela primeira vez?!!.. – desconcertado com a pergunta da senhora, o frances tardou alguns minutos em responder:
-sim.. Rosa era.. ela era virgem.. – falou-lhe o homem, reticentemente ao mesmo tempo em que coçava a cabeça de forma discreta.. não lhe estava sendo nada facil, falar de uma mulher naqueles termos, ainda mais para a mãe dela.. Claude jamais havia passado, por algo nem ao menos parecido com aquilo, durante toda a sua vida!!..
-então meu filho.. poupe esse desgosto a mim e ao meu velho.. pra você pode ser uma coisa trivial, ate normal.. o que anda acontecendo.. com a Serafina.. mas pra minha familia não, minhas meninas são boas.. catolicas, devotas.. educadas em todos os sentidos possiveis.. e eu ensinei a elas, que apenas deveriam entregar-se a seus respectivos maridos.. e olha só o que a minha Serafina terminou fazendo por sua causa?!.. – o frances podia sentir a dor contida naquelas palavras que a sogra lhe dirigia.. e finalmente pôde entender a real gravidade do que havia feito, ao possuir Serafina bem debaixo do teto e dos narizes, dos pais dela.. sem saber o que poderia dizer ou fazer para minorar os danos que havia causado aquela familia.. o homem tentou consola-la:
-dona Amalia eu.. realmente gosto da sua filha.. de verdade.. pode confiar.. – o tom sincero da declaração, o surpreendeu muitissimo.. afinal Claude imaginava que estaria mentindo.. e jamais se achara tao habilidoso fazendo-o..
-gosta???.. a minha Serafina ama o senhor doutor.. por isso gostar não é o suficiente da sua parte.... Serafina nunca teria permitido que o senhor ao menos a tocasse se nao sentisse algo bastante forte por voce.. se não o amasse doutor Claude.. ela foi noiva por 3 anos e nunca deu esse tipo de liberdade ao rapaz, inclusive ele terminou o noivado porque ela era inflexivel nesse sentido.. o senhor entende agora doutor??.. só um motivo muito forte faria a minha menina trair os proprios principios dessa maneira.. – engolindo em seco de imediato, ao recordar-se da motivação que levara Rosa a aceitar ser sua.. o empresario disse algo que nunca antes se imaginara dizendo:
-dona Amalia non se preocupe hã?!.. eu vou proteger Rosa.. eu.. farei a coisa certa.. prometo.. – o suspiro de alivio que a matriarca emitiu ao ouvi-lo, foi tao comovente para Claude, quanto suas palavras carregadas de emoção, amor e instinto maternal.. proferidas anteriormente.
-que bom meu filho.. que bom.. porque se o resultado dessa conversa não fosse esse, eu não poderia mais ocultar esses fatos do meu marido.. e com certeza o Giovani.. nao seria tão amável quanto eu, posso lhe garantir.. doutor Claude ele faria um escandalo.. – a palavra escandalo deixou o frances em estado de alerta.. não.. definitivamente um escandalo era do que ele menos precisava, naquele momento em que a construtora passava por um periodo tao importante, com a assinatura dos novos contratos.. alem do mais, Elizabeth Smith era uma mulher muito conservadora, e era tambem, uma de suas principais investidoras.. certamente para a americana contaria muito e contra ele, o fato de descobrir que o aparentemente distinto empresario com quem pretendia fazer negócios.. andava por ai, seduzindo mocinhas de familia.. e virgens ainda por cima!!.. “era só o que me faltava”.. pensou o frances, totalmente contrariado..
A mesma declaração o homem deu, ao relatar os fatos ocorridos para Frazão, logo apos a partida de sua sogra da empresa, só que dessa vez, ele o fez em alto e bom som..
-pera ai.. quer dizer que a sogrinha marrenta veio aqui e botou banca foi???.. – inquiriu o advogado entre risos, melhor dizendo gargalhadas incontidas..
-quer parar de gracinha hã??.. eu non sei nem pra que eu ainda conto meus problemas pra voce viu.. aff.. – desfere o empresário cada vez mais irritado, ao dar-se conta da situação delicada na qual ele mesmo, se colocara.
-desculpa ai mon ami.. mas é que é engraçado.. pensa só, quando foi que tu ja passou por algo assim antes hein??.. nunca!!.. entao como e que voce quer que eu nao fique surpreso???..
-tudo bem.. eu entendo.. mas voce poderia pelo menos me fazer o favor de parar de rir hã???.. – desferiu o empresario entre zangado e sarcastico, ao que Frazão manifestou-se:
-ta bom, ta bom.. voce tem razao.. já parei.. mas voltando ao assunto original, eu acho que voce ta certo em pensar que um escandalo agora nao faria nada bem pra empresa, e se resguardar ate da mais minima ameaça nesse ambito.. mas eu nao acho nao, que a Rosa seja a culpada por tudo isso..
-como non?.. quem voce acha que contou pra dona Amalia sobre o que estava acontecendo entre nos hã??.. foi Rosa claro!!.. essa mulherzinha irritante se revelou sendo muito mais esperta do que eu imaginava.. ela planejou tudo!! – fala Claude por entre os dentes..
-pera ai ô frances.. para por ai.. esse seu raciocinio ja ta indo longe demais.. que mania essa que voce tem de ficar culpando a menina por tudo.. dê a ela ao menos o beneficio da duvida..
-non da Frazon.. non da.. ta tudo muito claro pra mim.. ela esperou o momento certo pra agir, me apunhalando pelas costas!!.. Rosa sabia muito bem, sobre as restriçoes de misses Smith.. ela nos ouviu por vezes falando sobre isso, enquanto ela recebia instruçoes nossas aqui dentro dessa sala!!.. essa italianinha dos infernos sabia muito bem.. que o momento perfeito pra conseguir o que ela queria.. era esse.. – proferiu Claude encolerizado para o amigo.
-ha ta.. e segundo voce o que a dona Rosa queria???.. – inquiriu Frazao sarcastico..
-ora o que?.. se casar comigo!!.. claro.. ser a esposa de um milhonario.. o sonho da maioria das mulheres pelo mundo afora.. e eu cai direitinho!!.. justo eu, Claude Antoine Geraldy.. tarimbado da vida.. ha.. voce imagina que a dona Amalia veio até aqui, pra me cobrar a virtude da filhinha dela?!!.. – embasbacado com o que acabara de ouvir do outro, Frazão desfez o sorriso que dançava em seus labios.. perguntando-lhe imediantamente:
-como é que é??.. a Rosa.. a dona Rosa.. era.. pera ai um pouquinho Claude.. tu foi o primeiro homem na vida da italianinha??.. – fazendo cara de paisagem.. subtamente um tanto quanto constrangido, por haver deixado escapar aquele detalhe sumamente incriminador.. o frances realmente não sabia mais.. o que dizer para o amigo..
Parte 49
..exatamente por conta desse fato, Claude apanha sua maneta, pôe sobre os ombros e vai saindo, dizendo ao advogado, que tiraria o resto do dia de folga.. para que este não o esperasse de volta ao escritorio ainda naquele dia e por favor cuidasse de tudo, na ausencia dele que era o chefe, Frazão por sua vez, curioso tenta reter o outro no recinto sem sucesso:
-ô frances.. Claude espera.. ó tu vai me contar tudinho tim tim por tim tim dessa hitoria ta ouvindo?!.. não vai pensando.. que essa sua saida pela tangente ai, vai te livrar do meu interrogatorio!!.. mas nao vai mesmo mon ami..- é a ameaça convicta que o empresario consegue ouvir do amigo, antes de cerrar a porta atras de si, encaminhando-se para o elevador, afim de deixar o predio da construtora.
Janete, Gurgel e Silvia em seus postos de trabalho, estranharam a saida intespetiva do patrao, assim no meio do dia.. sem explicação.. o homem parecia tao confundido, que nem ao menos os cumprimentara ou dera-lhes alguma instrução a respeito dos compromissos ora marcados na agenda dele, para aquela tarde mesmo, antes de abandonar o local:
-dr. Claude.. e agora o que é que eu faço gente??!.. – perguntou janete totalmente desolada aos colegas, quando notou que o chefe nem ao menos dedicara-lhe uma pequena parcela que fosse de atenção..
-Jane.. não faz nada não amiga.. compra feito mesmo.. –zombou o arquiteto, rindo da atitude adotada pela secretaria, perdida em vista do posicionamento do frances, sendo seguido calorosamente por Silvia, que tambem parecia divertir-se bastante com a situação..
-é pessoal.. parece que a visita dessa tal senhora.. mexeu e muito com os animos do nosso chefinho viu.. – constatou a recepcionista.. ao que Gurgel respondeu-lhe:
-é verdade sim.. voce tem razao Silvinha.. e o pior é que eu acho que já vi essa mulher antes.. – voltou a falar o arquiteto pensativo, mais para si mesmo, do que para as duas amigas que tambem participavam da conversa.. ao que Janete manifestou-se:
-pois é Gu.. sabe que.. agora que voce falou.. eu tambem começei a pensar que tinha alguma coisa de realmente familiar naquela mulher.. acho que tambem já a vi.. só não consigo me lembrar aonde.. – tais palavras morreram-lhe aos poucos nos labios.. enquanto Silvia e Gurgel, seguiram calados.. ambos pensando junto com ela, sobre a nova desconfiança que surgira, ao redor da desconhecida, que visitara o empresario frances horas antes..
Dona Amalia por sua vez, receosa de encontrar-se com a filha depois do que havia feito.. demorou muito mais do que seria necessario para voltar pra casa, chegando inclusive, atrasada para o almoço.. Serafina que permanecera a sós no cortiço, cuidara da comida, voltando a entreter-se com o bordado que a estivera ocupando durante toda a manha, após a refeição partilhada em familia.. num primeiro momento a moça nao notara nada de estranho na mãe, alem de seu pouco usual atraso para o almoço.. a conversa com o pai e os irmaos enquanto comiam a distraiu.. porem naquele momento especifico, Rosa fransiu de leve a sombrancelha.. pensando pela primeira vez desde que a matriarca retornara da rua, que havia algo de errado com ela.. sua atitude parecia um tanto quanto desconfortavel percebeu.. ao mesmo tempo em que a observava de esguelha tentando concentrar-se tambem no bordado que tecia, coisa que obviamente a mãe não estava conseguindo.. tal fato seria visivel, para qualquer um que possuisse olhos.
Mesmo desconfiada, a filha resolveu deixar suas suspeitas de lado por algumas horas.. dona Amalia aparentava necesitar de um tempo para ordenar aos proprios pensamentos, e Serafina daria isso a ela.. até porque fosse o que fosse que a estivesse preocupando, nao poderia ser algo tao grave assim, afinal o problema mais periclitante que rondava a familia Petroni naquele momento atual, ela mesma, Rosa, estava encarregando-se de resolver.. pessoalmente.. entao.. depois falaria com a mãe.. decidiu.. abandonando as agulhas e linhas, em meio as quais estivera retida por horas a fio, dirigindo-se diretamente para o banheiro..
Parte 50
Enquanto isso no parque..
Claude sentado na grama pensativo.. e com o olhar distante, ponderava taciturnamente a respeito dos ultimos acontecimentos, que lhe haviam invadido a vida, de supetão.. o homem ainda nao conseguia crer, no gigantesco lio em que se havia envolvido.. por conta de sua propria inconsequencia claro, ele admitia, mas o que tambem o surpreendera e muito, havia sido a atuação de Rosa.. ele realmente chegara a acreditar na sinceridade dela.. chegara a achar possivel que em pleno seculo XXI, ainda pudesse existir uma mulher desinteressada, bondosa e ingenua.. “ela mentiu na minha cara e eu cai feito um patinho”.. concluiu Claude mentalmente.
Ao recordar de todas as vezes em que terminara sentindo-se culpado pela forma como a tratara.. das coisas que ela lhe dizia.. dos gestos dela.. a secretaria parecia um diamante bruto prontinho para ser lapidado por um homem experiente como ele, ou mesmo um animalzinho assustado.. em desvantagem, por vezes ate indefesa.. apesar da incrivel qualidade que ela possuia de sempre conseguir contraria-lo e desobedesce-lo.
Desferindo um golpe seco contra a grama na qual repolsava, o frances lamentava o fato de ter confiado tanto na italianinha.. lamentava tambem te-la contratado e reparado na existencia dela como mulher.. enfim, ele lamentava por todos os acontecimentos que se seguiram ao surgimento, daquela sua obsesão tão repentinha pela moça.. o empresario estava seguro de que Rosa o estudara e às suas fraquesas em relação a ela, para depois utiliza-las em favor proprio.
Só de recordar a expresão desgostosa que dançara no rosto de Giovani Petroni, algumas noites atras, apenas em vista de encontrar-se com a simples presença dele no casarão, Claude podia imaginar com perfeição o que o velho italiano faria ao descobrir, que o frances fizera da filha dele.. nada mais, nada menos que.. sua amante.. e se ele chegasse a descobrir entao, que inclusive o empresario tivera que pressiona-la, utilizando-se de meios um tanto quanto escusos.. afim de conseguir convence-la a aceitar tal situação??.. certamente o velho faria um escandalo bem maior, do que qualquer parametro que a mente de Claude, fosse capaz de mensurar.. o empresario deduziu, e isso ele sabia, não seria nada bom para sua reputação pessoal e a de sua empresa.
Elizabeth Smith era muito convencional, puritana demais.. feminista ao extremo, ele ja tivera oportunidade de perceber, a mulher tambem costumava misturar a vida pessoal das pessoas com as quais realizava negocios, com a tranzação comercial em tramite propriamente dita, portanto o frances tinha total consciencia, de que um possivel escandalo protagonizado pelo pai de Serafina, poderia ocasionar a perda do investimento milionario que a americana faria na construtora.. e sem investimento, ele nao poderia levar adiante o projeto das casas populares que desejava viabilizar.. projeto esse que era o sonho de uma vida.. algo verdadeiramente muito importante para ele.
Claude neste dado instante entao, sentiu-se acuado.. encurralado.. completamente sem saida.. nada naquele momento, era mais valioso em sua vida do que o projeto das casas populares.. o homem nao queria abrir mao dele.. nao queria mesmo.. nao podia!!.. protestou mentalmente.. decidindo que seria capaz de fazer quase tudo para assegurar a realização de tal projeto.. até.. se dispor a subir ao altar acompanhado por uma funcionaria sua.. assim, voltando a golpear a grama descontente, contraindo o maxilar em seguida, enquanto estreitava ameaçadoramente os olhos.. o empresario, verbalizou a resolução sombria.. que assaltou-lhe a mente.. a qual ele acabara de decidir, levaria a cabo.. tal para qual:
-d’accord.. voce venceu Serafina.. eu me caso com voce.. e assim compro o silencio da sua mae e a aprovaçon de toda a sua familia.. me caso sim.. mas voce vai lamentar cada minuto, pelo qual esse mal fadado matrimonio se perdurar.. vai lamentar ter tentado se dar bem as minhas custas.. vai descobrir que comigo ninguem brinca dessa maneira e sai ileso.. muito menos uma mosquinha morta feito voce.. – se permitindo o prazer de deixar que um sorriso maquiavelico e sombio curvasse o canto de seus labios, ao mesmo tempo em que ele visualizava infinitas formas de punição, destinadas a uma certa italianinha espivitada.. o frances ja sabia muito bem, como faria Rosa pagar, por have-lo traido daquela maneira tao ridiculamente vio.. pensando bem, o homem tinha ate certeza de que a moça havia sido sim.. ingenua, mas ao imaginar que seu estratagema funcionaria sobre ele, sem a ocorrencia de falhas.. realmente ela nao o conhecia nada bem.. nao sabia nem a metade.. do que ele seria capaz de fazer, para tornar-lhe a vida impossivel..
-me caso sim.. afinal os divorcios existem.. voce me enganou.. enquanto desde o inicio eu deixei as coisas bem claras entre nos.. me enganou, e agora sera a minha vez de faze-lo com voce.. e non adiantara me culpar Rosa.. porque esse destino.. foi você mesma quem se empenhou em conseguir.. – lembrando-se das palavras desoladas que lhe haviam sido ditas por dona Amalia.. a irritação de Claude apenas aumentou consideravelmente.. “dizer a pobre senhora que o amava.. tão somente para poder fazer dela, uma peça em seu jogo.. aquele que objetivava torna-lo seu ilustrissimo marido”.. por certo esta conduta da moça, se mostrava tão ou mais condenavel, do que a adotada por ele inicialmente, em relação a escrituraria, ponderou o homem já encolerizado a essa altura..
O frances realmente, nao podia entender o porque de estar tão decepcionado.. nao imaginava porque exatamente, o fato de ter sido feito de bobo pela secretaria o incomodava tão viceralmente.. e o feria tanto.. afinal o que lhe importava se Serafina fosse igual a toda a gama, de outras mulheres que ele ja conhecera na vida??.. nada claro..
-o que nós temos non passa de sexo.. minha relaçon com Nara é muito mais solida e intma do que a tenho agora.. ou algum dia possa chegar a ter com Serafina.. eu só tô meio confuso acho.. e com certeza muito.. mas muito irritado.. Rosa.. nem nos seus piores pesadelos, voce já se encontrou.. frente a cruel realidade que te espera.. voce non vai mais brincar comigo.. non vai mesmo.. eu juro!!.. ou não me chamo Claude Antoine Geraldy.. – completou o frances verbalmente, o rumo dos devaneios que lhe iam na mente.. e naquele instante dolorido pra ele.. se um olhar tivesse a capacidade de matar, todos os passarinhos que gorgeavam em volta do empresario, teriam sido levados a obito instantaneamente.. tamanho era o potencial ofensivo do mirar masculino.. no momento em questão.
Parte 51
E de volta ao cortiço..
Amália olhava disfarçadamente por sobre os ombros, para Serafina.. que Juntamente com Terezinha, lavava e enxugava a louça que fora utilizada a pouco, durante o jantar.. a senhora ponderava sobre o possivel erro que cometera aos olhos da filha, a matriarca considerava haver agido corretamente sim no entanto, sabia muito bem, que Serafina não entenderia dessa forma.. e talvez a moça estivesse com a razao ao pensar assim.. talvez ela houvesse mesmo passado dos limites, envolvendo-se dessa maneira, nos assuntos pertencentes a sua filha, afinal a jovem já não era uma garotinha.. e por mais que ela, Amalia, desaprovasse alguma coisa no comportamento adotado pela italianinha, o fato de ser a mãe dela, nao lhe conferia necessariamente, o direito real de interferir na vida da garota.
Exatamente por isso, dona Amalia esperou que Terezinha fosse receber ao noivo Milton, na sala de estar do casarão, e chamou sua primogenita para conversar em particular, no dormitorio que esta, dividia com a irmã mais nova, ciente de que Giovani permaneceria no recinto feito um cão de guarda, afim de assegurar que a honra da filha mais nova e consequentemente a da familia, não corresse o risco de ser manchada, o que possibilitaria às duas, total privacidade.. aproveitando-se de tal segurança no que se referia a não serem interrompidas, enquanto tratavam de um tema tao delicado e periclitante, a mãe tomou coragem, contando a filha detalhadamente sobre como e o que havia feito.. ao que a moça reagiu de imediato:
-o que??.. como a senhora foi fazer uma coisa dessas mãe??.. – inquiriu a jovem.. deixando-se cair pesadamente sobre o colchão macio de sua propria cama.. completamente surpresa e um tanto quanto desorientada, por conta da informação recebida..
-filha por favor me perdoa.. e me entende.. eu tinha que fazer isso.. tinha de verdade.. essa historia entre voce e o doutor Claude tem que acabar, não ta certo filha.. e se o teu pai descobre que tudo o que ele mais temia já aconteceu??.. hum.. imagina só como ele vai ficar??.. eu não quero ver voce sofrer Serafina.. e nem o meu velho.. ele é turrão mas não merece um desgosto desses.. foi só por causa disso que eu tomei essa decisao.. e fiz o que fiz..
-mas mãe.. o Claude vai achar que eu contei isso pra senhora de proposito, só pra obriga-lo a se casar comigo.. já que ele sempre soube o quanto a nossa familia é convencional.. é assim mesmo que ele vai raciocinar, aliás.. já deve ter raciocinado né.. eu o conheço o suficiente pra saber que ele verá as coisas desse jeito.. afinal aquele frances, não é la muito acostumado a conhecer mulheres honestas por ai.. – declara Serafina visivelmente consternada para a genitora, que discordando da filha, argumenta:
-por favor Serafina.. é claro que o doutor não ia pensar isso de você.. ele é um bom homem e me garantiu que.. faria a coisa certa.. foi o que ele disse.. e me pareceu sincero.. não mentiu eu sei filha.. e eu tambem confio nele.. – proferiu a senhora crédula e esperançoza, diante do que ouvira de seu genro horas antes..
-ele disse o que??.. – quiz saber Rosa chocada, a moça mal podia crer nas palavras proferidas pela mãe.. porem não houve tempo para que a matriarca se aprofundasse no assunto, porque batidas na porta do quarto, demonstravam que a ausencia das duas já fora notada e sua presença provavelmente estava sendo amplamente requisitada; era Terezinha quem estava a porta, esta adentrou rapidamente no dormitorio aonde Amalia e Serafina estavam reunidas, sem nem ao menos esperar por uma resposta autorizando-lhe a entrada, dizendo com entusiasmo em seguida:
-Fina.. é melhor voce ir lá pra sala.. porque o dr. Claude acabou de chegar aqui.. e tá sentado no sofá, sendo interrogado pelo pai.. esperando por você.. – a mocinha deu a informação entre risos divertidos.. porem Rosa não ficou nada contente ao receber aquela noticia.. a jovem engoliu em seco, e a apreensão tomou-lhe por completo.. temente a respeito do que ocorreria a seguir, apos o relato que ouvira de sua genitora.. Claude devia estar furioso.. além dela te-lo desobedescido naquela manhã, deixando de ir à construtora como ele exigira.. sua mãe ainda fora até a empresa pressiona-lo a se casar com ela!!.. era tudo ruim demais pra ser verdade.. e toda essa confusão, apenas se pudera armar porque Rosa não podia revelar a nenhum de seus familiares o verdadeiro teor de sua “relação” com o patrão..
Ao chegar na sala acompanhada por dona Amalia, e encontrar-se com seu namorado.. nada a havia preparado para sobreviver ao sorriso devastador que o homem lançou em sua direção, logo após avista-la surgindo do interior da casa para a sala de estar, onde ele se encontrava, acompanhado pelo pai da donzela.. sua cunhada e o namorado ou noivo, fato que ele não saberia dizer com a correta precisão, da mocinha.
Amplamente desconfiada, Serafina o observou levantar-se do sofá aonde estivera estacionado, sob os olhares atentos de todos, indo até ela em seguida, capturando-lhe uma das mãos entre as dele, beijando-lhe as costas dos dedos com extrema gentileza.. ao mesmo tempo em que voltava a sorrir-lhe, dessa vez cheio de segundas intenções, a secretaria pôde notar-lhe aquele brilho sedutor inconfundivel no olhar, que ela ja aprendera a reconhecer tao bem.. e a julgar pelas covinhas convidativas que se assomavam nas faces masculinas, e pela forma displicente com a que o homem piscava-lhe os olhos, indicava-lhe que ele estava gostando e muito do que via.. de repente o fato de obter a aprovação dele naquele sentido, fez com que a escrituraria conseguisse acalmar-se consideravelmente.
Dona Amalia ingenuamente satisfeita, em vista do comportamento de seu genro.. fez questão de passar um café fresquinho e oferece-lo a ele.. para a velha senhora, tudo terminara bem e ela nao se equivocara ao tomar a resolução de procura-lo.. porem, o sexto sentido de Serafina lhe dizia, que havia algo mais ali.. naquela situação toda, que ela não estava sendo capaz de captar com a habilidade necessaria.
Claude fora até a casa dos Petroni possesso de raiva, e não lhe estava sendo facil conter os proprios animos exaltados, e dissimular uma calma e contentamento em virtude daquela visita realizada por ele, que estava na verdade, longe de sentir no momento, contudo.. nada o preparara para o impacto de rever Serafina.. nem mesmo as palavras que havia escutado da amiga Roberta Vermont, na noite em que ela lhe telefonara, para informar que terminara seu trabalho com a italiana aprendiz.
O empresario pegou-se devorando-a com o olhar.. Rosa estava linda.. estonteante.. com seus cabelos recentemente modelados e um vestido azul marinho bastante sofisticado.. a postura da secretaria tambem era das mais apropriadas.. o frances mesmo achando-se sumamente irritado com ela, nao poderia furtar-se a admitir que a jovem estava divina.. o homem a comparou com uma pintura renacentista.. repleta de cores vibrantes.. ou mesmo com uma ninfa.. dona de um corpo cheio curvas perfeitas.. agora evidentemente valorizadas, de maneira correta pelo traje que ela usava.. os labios masculinos secaram de imediato ante aquela verdadeira visao do paraiso que lhe era oferecida.. no entanto, ao inves de amanssa-lo.. tal fato apenas fez com que seu descontentamento em relação a funcionaria apenas aumentasse, visto que nada tambem, teria logrado irrita-lo mais, do que continuar reagindo a presença de Rosa de maneira tão intensa.. quando conscientemente, ele estava tao desapontado e desgostoso com ela.
Os cabelos mantinham a mesma coloração.. alias o frances fora categorico com Roberta, ao dizer que nao desejava que ela mudasse nada em Serafina.. mas apenas ajudasse a valorizar o que a jovem possuia de melhor.. e a atriz o fizera com louvor.. posto que a italianinha resplandescia.. tal qual uma estrela distribuindo seu brilho, atraves da escuridão do firmamento.. porem, o corte estava diferente.. estaqueado ou algo do genero.. formando ondas sedosas nos cabelos femininos, que caiam-lhe em cascata ao longo de seus ombros e costas.. o novo corte a deixara menos menina-moça.. e mais mulher.. Claude concluiu.. sempre gostara dos cabelos dela, lisos e macios ao toque das mãos.. agora o homem os apreciava ainda mais.. e somente com muito esforço ele conseguiu controlar o impulso de estender a mão, e afundar os dedos na massa extensa de fios sedosos..
Sendo resgatado de seus pensamentos por uma pergunta que era dirigida a ele, o empresario quiz saber:
-pardon.. como disse??.. – inquiriu o frances desorientado para o sogro, que insistia em prosseguir interrogando-o.
-ora o que ele veio fazer aqui Giovani??.. ver a Serafina claro.. ele é o namorado dela.. – intrometeu-se Amalia na conversa, exasperando-se com a atitude do marido em relação ao rapaz.. antes mesmo que o italiano, tivesse a chance de reformular a questao.. foi entao que o inesperado ocorreu:
-me desculpem mas.. eu non sou o namorado de Serafina.. – o chefe declarou, enquanto estreitava os braços ao redor dos ombros da italianinha, provocando a surpresa em todos os presentes ante suas palavras.. enfiando logo após a declaração, uma das maos no bolso da propria calça, retirando dali uma pequena caixa de veludo negro.. e abrindo-a frente aos olhos da secretaria, na presença de todos que seguiam assistindo a cena..
-acho que agora eu.. sou o noivo dela.. seu futuro marido.. se ela me aceitar.. é logico.. – Claude prosseguiu em tom suave.. manuseando o anel e devolvendo a caixinha de joias ao bolso, para em seguida.. colocar de maneira carinhosa e afavel.. o referido anel no dedo da moça.. que por sua vez, entrando em completo estado de choque.. nao era capaz de entender o que estava acontecendo ali.. e nem tao pouco conseguia verbalizar uma resposta para fornecer ao homem parado a sua frente, que a mirava de forma inquisitiva, brincando simultaneamente:
-é.. acho que vou ter de me ajoelhar hã?!.. tudo bem cherrie, estou disposto a fazer isso.. – disse-lhe o frances, com um largo sorrido nos labios, curvando-se diante dela, sem deixar de segurar-lhe a mão, na qual depositara o suntuoso anel de brilhantes, carinhosamente..
Rosa permanecia muda.. assustada com o presente rumo dos acontecimentos.. a escrituraria estava sem palavras.. nao sabia o que dizer.. ela o amava, tinha plena consciencia disso.. mas estava segura tambem, de que o chefe nao a correspondia naquele sentido.. portanto, Serafina sabia.. embora ela quisesse esquecer de tudo e aceitar o que lhe estava sendo oferecido pelo homem amado, que algo de muito errado havia naquele tao subito pedido de casamento.. afinal outra coisa que ela tambem sabia, era que o frances já possuia uma noiva.. e esta nao era ela.. Serafina Rosa Petroni.
Parte 52
Dona Amália ficara completamente encantada com a cena proporcionada pelos pombinhos e o pedido de casamento que estava sendo realizado tão poeticamente, assim em frente a todos.. Rosa por sua vez, mantinha as sombrancelhas levemente franzidas, desconcertada.. então de repente, a jovem decidiu-se e abriu a boca para responder a ele, um belo e sonoro não.. seria perfeito.. a chance de ouro que ela tinha para livrar-se dele e daquela situação toda surgida porque o patrão, se aproveitara do fato de que ela estivera em desvantagem com relação a ele, o tempo todo.. até aquele instante claro..
Era chegada a hora de que ela se rebelasse contra Claude.. a hora de negar-se categoricamente, em continuar participando dos joguinhos doentios sintetizados por ele.. o homem não poderia reclamar-lhe nada, afinal ela já saudara aquela divida que possuia para com ele.. e a pagara bem caro, a moça diria se perguntada.. com juros e correção monetária.. porque o chefe quisera e ela acreditava que.. ainda queria, somente ao seu corpo.. e a escritutaria, tonta.. permitira que o homem levasse tambem seu coração.. e admitia para si mesma, que o entregara facilmente em uma bandeja de prata.. sem mais..
“já chega.. isso acabou.. e vou comunica-lo em alto e bom som agora mesmo”.. Rosa pensou, e estava pronta para dize-lo porem.. seus olhos recairam sobre a mãe, visivelmente aliviada com o rumo dos acontecimentos, e sem a costumeira ruga na testa, que fora produzida durante a descoberta de que a filha era a amante do empresario frances, ruga esta que permanescera latente.. até aquele exato instante, em que Claude se ajoelhara diante dela..
A italianinha percebeu no decorrer da observação silenciosa, o fato de que.. ela não era forte o suficiente para causar um desgosto como esse a sua velha mãe.. a genitora podia ser antiquada.. credula demais.. o que fosse.. mas se tratava da mulher a quem Serafina devia tudo que ela era atualmente como ser humano.. a quem Serafina devia inclusive a propria vida.. com esse pensamento, os olhos da moça ficaram marejados e ela simplesmente viu e ouviu a si própria dizendo:
-sim eu.. aceito.. – a declaração saiu em um rouco fio de voz, embargado pelas labrimas de resignação e vergonha.. que ameaçavam rolar livremente por sobre as faces dela.. o olhar que sua mãe lhe lançava dizia “agora sim esta tudo certo”.. Rosa não poderia tirar-lhe essa tranquilidade.. ou do resto de seus familiares, lembrou-se girando rapidamente o olhar em volta do ambiente.. repolsando-o depois, novamente em Claude.. seu agora noivo, que por sua vez dedicava-se a regalar um novo beijo sobre a mão direita da funcionaria, aonde jazia a esplendorosa joia de compromisso, que ele acabara de lhe dar..
Serafina entao, o observou levantar-se ainda sorridente, depositando-lhe um meigo selinho na boca, enquanto entrelaçava os dedos nos dela.. sem efetivamente solta-los, quando ocorreu a separação dos labios de ambos.
Seu Giovani imediatamente desferiu uma exclamação tipicamente italiana, que denotava aprovação, sendo seguido efusivamente por Dona Amalia, Terezinha, Dino e até Milton.. todos eminentemente contentes, em poder haver sido testemunhas daquela declaração de amor.. sim porque, se um homem chega e pede uma mulher em casamento.. qualquer pessoa está automaticamente autorizada a crer, que o homem em questão ama a tal mulher.. mas Serafina tambem sabia que este não tratava-se do caso em voga ali.. portanto a moça encontrava-se mais do que segura, de que jamais perdoaria Claude por isso..
Uma hora e meia mais tarde apos o termino das devidas comemorações pelo noivado, que fora celebrado com direito a quitutes caseiros preparados de improviso por dona Amalia e um brinde, realizado com um legitmo champanhe frances fornecido pelo noivo, que o houvera camuflado no interior do proprio carro, estacionado em frente ao cortiço, até logicamente.. receber o tão esperado sim de sua noiva, Serafina acompanhou o empresário até o carro.. e dessa vez o velho Giovani nem ao menos protestara.. o que provava para a secretaria, que o chefinho querido.. vulgo tóxico dela, havia finalmente ganhado a confiança parcial de seu pai.. o que era muita coisa no que se referia ao velho italiano, levando em consideração, que o pobre Milton.. conhecido da familia desde que este não era nada mais do que um bambino, jamais lograra a proeza de ser acompanhado por Terezinha até o portão do casarão em sua partida, sem que Giovani Petroni emitisse alguma reclamação em protesto.
A sós com o noivo.. Rosa caminhou a frente dele por alguns segundos, parando bem na direção da porta, do conversivel importado que ele dirigia.. cruzando logo depois, os braços em volta do proprio peito.. mirando-o de imediato, com extrema severidade.. ao mesmo tempo em que lhe dizia:
-agora.. nós vamos colocar todos os pingos em seus respectivos i’s.. Claude Antoine Geraldy.. – disse-lhe sua futura mulher de forma categorica.. ao que ele pensou instantaneamente, que ela nem necessitaria have-lo dito.. porque bastara-lhe olhar para a postura que a moça assumira, por uma única vez, e ele soubera.. que a noite poderia até estar clara.. com o céu estrelado naquele presente momento.. mas isso nunca poderia despojar-lhe da pungente certeza, de que por ali.. já se armava a maior tempestade.. mas o frances.. por sua vez tambem considerava-se, amplamente pronto para aplacar aquele fenomeno natural (em homenagem as fenomenas da comú).. em todos os sentidos que pudessem ser possiveis.. após tal conclusão mental, Claude retribuiu-lhe aquele olhar tao severo que a jovem lançava-lhe.. o mais cinicamente que conseguiu.. pronunciando de maneira calma e pausada a frase:
-oui.. sou todo ouvidos cherrie.. pode falar.. pois eu pretendo escutar o que voce tem a me dizer com extremo prazer.. – a declaração do empresario fora dubia.. e Serafina sabia muito bem disso.. em virtude do insinuante olhar masculino.. que a percorria demorada e descaradamente.. de cima a baixo.. sem cessar..
Parte 53
-olha Claude.. eu não sei como dizer isso de outra forma.. entao serei bem direta.. não pretendo nem por um segundo me casar com voce.. – soltando uma sonora gargalhada em vista da declaração desferida pela moça em alto e bom som, o homem piscou-lhe os olhos, declarando-lhe ainda sem deixar de sorrir:
-enton porque você disse sim la dentro ma cher.. quando eu te fiz o pedido hã??.. – sumamente incomodada pela postura displicente adotada por seu patrão.. Rosa respondeu-lhe:
-porque voce nao me deu outra alternativa.. minha mae esta preocupadissima com a nossa situação.. e eu nao poderia negar o seu pedido assim.. na frente dela.. e tambem ainda nao sei como nós vamos fazer, mas daremos um jeito de acabar com esse noivado bem rapidinho.. – proferiu a noiva.. no tom de voz mais convicto que Claude já ouvira dela alguma vez.. e apenas por um segundo.. ele não pôde compreender-lhe bem a atitude.. até indubitavelmente decidir claro, que tudo não passava de genero.. realizado pela jovem diante dele, para assim conseguir ser considerada inocente a seus olhos, e com tal manobra.. voltar a cair nas graças dele.. afim de poder manipula-lo posteriormente, com total liberdade.. maneando de leve a cabeça.. o frances resolveu que aquela tatica auferida por sua futura esposa.. não funcionaria com ele.
-você não pode culpar o meu pai por ser como ele é.. ou por ter me criado de uma maneira que voce considera antiquada.. essa é a maneira de pensar dele, a forma como eu sempre vivi e convivi.. antes de voce aparecer.. pondo tudo a perder.. – a dor que o frances notou nos olhos femininos naquele bendito instante o comoveu um pouco.. fazendo-o engolir em seco.. um tanto quanto constrangido..
-como assim colocar tudo a perder hã??.. – perguntou-lhe o empresario.. voltando a assumir a postura impassivel que mantivera ate ali.. franzindo ligeiramente a testa, enquanto esperava por uma resposta..
-Claude.. eu não me mantive virgem esse tempo todo só por causa dos ensinamentos dos meus pais.. fiz isso por mim.. porque era tambem no que eu acreditava.. apenas entregarme ao homem que eu amasse de verdade.. com quem eu fosse.. me casar.. a quem eu daria mais que o meu corpo.. o meu coração.. a minha alma.. e minha vida tambem.. esse sempre foi o meu sonho.. amar e ser amada incondicionalmente..
-escuta aqui Serafina.. poupe-me das suas balelas.. eu non preciso delas.. tambem non preciso que você me ame.. non estou e nem pretendo te pedir isso.. assim como ton pouco, tenho a mais minima intençon de me apaixonar por voce.. eu entendi muito bem o seu joguinho de mestre.. e funcionou admito.. voce me pegou de surpresa hã??.. conseguiu o que queria.. enton nem tente me ludibriar ta bom??.. deixe a sua mascara cair de uma vez por todas!!.. – a severidade e falta de compaixão havidas naquelas palavras, assim como o tom calmamente amargo utilizado por ele para verbaliza-las.. fez com que o peito de Rosa se pusesse apertado no mesmo instante.. e um nó bastante desagradavel começasse a formar-se em sua garganta.. ela sentia uma vontade incontrolavel de chorar..
-eu nao estou tentando convencer voce de nada.. apenas estou dizendo a verdade.. e nao me interessa nemhum pouco se voce vai acreditar em mim ou nao!!.. – lastimada Serafina não pôde evitar aumentar ligeiramente o tom da propria voz.. enquanto rebatia as declarações que seu noivo terminara de proferir.
-mas é claro que tal coisa non te interessa.. porque seu objetivo maior voce ja atingiu non é mesmo??.. vai casar comigo.. sabe disso.. eton non vê motivos reais para empenhar-se em me convencer, de que não contou tudo sobre nós a sua mãe propositalmente.. e tambem de que desconhecia o fato de a minha dignissima futura sogra, haver-me ido visitar em seu lugar.. hoje pela manha.. – a ironia latente contida na declaração do frances, machucou Serafina ainda mais.. ao que ela protestou:
-você disse a ela que me amava.. afirmou estar apaixonada por mim.. e voce mentiu para induzi-la a tomar exatamente, a mesma atitude que ela tomou comigo hoje.. já basta de dissimular.. seja sincera vamos!!.. – aproximando-se mais de Claude.. a secretaria esclaresceu-lhe em voz baixa e severa:
-eu não menti por isso.. eu menti.. porque a minha mãe já é uma mulher idosa.. o que voce queria que eu fizesse??.. dissesse a ela que voce me forçou a tornar-me sua amante.. era isso.. me diz.. era isso que você queria que eu tivesse dito a ela??.. eu apenas quiz tranquiliza-la e voce nao pode me culpar por isso!!.. não imaginei que ela iria procurar por voce lá na construtora.. e muito menos ameaçando contar tudo ao meu pai.. me surpreendi muito quando soube.. e isso é tudo.. agora vá embora daqui e por favor não volte.. não quero mais olhar pra voce.. e nao se preocupe com nada.. meu pai nao vai fazer escandalo algum, e com a dona Amalia eu me entendo.. só.. va embora e me deixe em paz!!.. – como ela se havia acercado dele, o patrao podia perceber-lhe claramente os sinais de raiva incontida, expressos por sua expressão corporal delicada, a jovem estava fortemente corada, os olhos o fulminavam a cada segundo em que ele permanescia frente a ela, o colo suave arfava repetidamente.. Rosa parecia estar fazendo um esforço enorme para não esbofetea-lo.. ainda mais irritado com tal constatação.. o homem foi adiante:
Aquelas palavras foram a gota d’agua para o autocontrole da escrituraria.. ele a ofendera duramente.. fora seco.. frio.. a fizera sentir-se miseravel.. sem valor algum.. a mais desgraçada das mulheres.. e Serafina que não tinha lá a autoconfiança muito exercitada.. sentiu-se vulneravel.. inclinada a crer, que tudo aquilo afirmado por Claude, correspondia a verdade..
-você é um monstro.. não passa de um.. bastardo insensivel.. sem coração.. não sei como eu pude me enganar tanto a seu respeito.. – disse-lhe a noiva.. balançando expressamente a cabeça na direção dele, em sinal de total e completa desaprovação..
-escuta aqui.. – o empresario começou em um tom de voz baixo e desrespeitoso.. agarrando-lhe o braço com precisão ensaiada, apertando-o tambem, com bastante força em seguida.. de longe não parecia que os dois estavam em meio a uma calorosa discussão.. pois ambos ainda mantinham o decoro e controlavam suas reaões ao máximo, apesar do clima altamente tenso.. que reinava entre eles..
Parte 54
-pardon.. pardon.. Serafina.. eu te machuquei??.. por favor me desculpe.. essa non era minha intençon.. eu juro.. eu non queria.. eu.. realmente nao medi a minha propria força.. eu fui um bruto contigo.. foi uma idelicadeza tremenda de minha parte, apertar o seu braço dessa maneira.. – afirmou-lhe o empresario cheio de sinceridade, enquanto massageava-lhe o local que antes estivera apertando sem o mais minimo cuidado, com toda a delicadeza da que podia ser capaz, afim de aplacar-lhe a dor fisica que lhe ocasionara.
Ao notar o cunho de sinceridade na voz do empresario, e sentir que os dedos másculos que antes oprimiam-lhe forçozamente a pele, agora a acariciavam suavemente.. o desconforto de Rosa somente aumentou.. “quem era aquele homem??.. o que ele desejava dela afinal??”.. tal indagação mental realizada pela secretaria, apenas fez com que as singelas lagrimas que ela estava derramando, se tornassem mais intensas e profundas.. ao passo que a moça de um momento para outro.. já não era capaz de discernir mais nada a sua frente, pois possuia a visão totalmente nublada pela nuvem salgada, do pranto que a perseguia tão impiedosamente, diante daquele homem.
-shihh.. calma.. calma.. non chora cherrie.. eu vou cuidar de voce hã??!.. eu prometo.. – ao ouvir-lhe a docilidade e preocupação latentes na voz, Serafina foi acometida por uma verdadeira profusão de soluços incontidos.. quanto mais seu patrão tentava consola-la.. mais ele conseguia piorar o seu estado de espirito.. Rosa implorava para que o empresario partisse, o esmurrava com toda a sua força.. soluçando até quase perder por completo o folego.. e em resposta ele apenas intensificou consideravelmente, o abraço que lhe ofertava.. apertando.. dessa vez gentilmente, os proprios braços em volta da secretaria, fazendo com que a cabeça feminina fosse repolsar direto em seu torso.. ao mesmo tempo em que o frances dedicava-se a afagar-lhe os cabelos.. beijando-a tambem na fronte.. carinhosamente..
Claude tambem, nunca consolara uma mulher daquela maneira antes, o frances podia perceber o tecido da propria camisa encharcado pelas lagrimas de Rosa.. mas aquilo não o incomodava de forma alguma, ao contrario.. o homem sentia naquele instante.. que encontrava-se exatamente no recanto do mundo, que houvera sido especialmente reservado para ele.. e irresistivelmente, o empresario fechou os olhos.. aspirando de forma profunda o perfume delicioso e tão familiar que emanava da escrituraria, afundando os dedos masculos em seguida, na massa sedosa dos cabelos femininos.. Serafina já não chorava.. apenas permanecia aprisionada no interior dos braços do patrao, sem realizar um unico movimento sequer, que a pudesse levar para fora daquele lugar.. que lhe era tão reconfortante naquele momento.. a italiana admitia.
-Serafina.. eu non sei o que acontece comigo quando estou perto de você.. eu non sei.. non sei mesmo.. – falou-lhe Claude num sussurro bastante persuasivo, enquanto escorava a cabeça delicadamente contra a testa feminina.. o rosto dela estava a milimetros de distancia do dele.. e os labios da jovem, jaziam tão proximos aos seus.. suspirando.. o empresario se rendeu aos encantos de sua funcionaria.. aproximando ainda mais, os proprios labios dos dela.. que por sua vez, involuntariamente.. começou a respirar com uma dificuldade tremenda..
A moça podia sentir-lhe a respiração cálida acariciando-lhe as faces.. ela estava irritada com ele, desgostosa com a forma em como ele a havia tratado, porem lhe era tão dificil permanecer impassivel.. quando o tinha assim tão perto de si.. acariciando-a daquela maneira tão deliciosamente.. repleta de paixão e carinho.. estranho e arrebatador se mostrava o efeito, que só aquele homem era capaz de produzir sobre ela.. concluiu a moça diante da própria reação.. em vista da aproximação eminente do frances.
-você é ton linda Serafina.. ton.. doce.. e suave.. – disse-lhe Claude acercando um pouco mais o rosto dos labios dela.. continuando:
Parte 55
As mãos da secretaria foram parar na nuca do patrão.. massageando-o ali incessantemente e com veemencia.. como a moça sabia que a ele, lhe agradava.. Claude no que lhe dizia respeito, jazia segurando sua noiva com muita firmeza pela cintura.. deixando que seus dedos deslizassem a vontade pelas costas dela em seguida.. até que estes, viessem a misturar-se inadivertidamente, com as longas e sedosas madeixas de Rosa.. durante o processo.
Excitado, o frances abandonou os labios da jovem.. para logo depois, atacar-lhe com extremada dedicação a curva delicada do pescoço.. provocando na italianinha suspiros enlevados, que denotavam ampla satisfação, em relação aos atos que eram efetivados por ele..
-falta convicçon nessa sua declaraçon cherrie.. – falou-lhe Claude de encontro a pele sensivel de seu pescoço.. enquanto atrevidamente permitia que uma de suas mãos, despencasse da cintura.. diretamente para as nadegas de Serafina, que simplesmente confusa como estava.. não conseguia encontrar forças para faze-lo cessar as ações intermitentes que realizava sobre ela.. o homem agora massageava-lhe as nadegas com ambas as maos, voltando a apoderar-se de sua boca em um beijo ardoroso..
Sorrateiramente.. o empresario empregou o proprio peso sobre o corpo de Rosa, fazendo assim.. com que ela tivesse que recostar-se a porta do veiculo estacionado em frente ao cortiço, para o qual a escrituraria estivera de costas.. desde o inicio daquela proeminente conversa entre os dois.
Feito isso, o homem apoiou-se completamente contra ela, gemendo deliciado em seguida.. por conta daquele contato tão desejado entre os quadris de ambos.. instigada pelas caricias dele.. Rosa tambem gemeu extasiada.. interrompendo o beijo calido que eles trocavam.. segundos depois, declarando totalmente ofegante para o patrão:
-estou fazendo algo que nos dois desejamos ardentemente ma cher.. – pronunciou-lhe com a voz rouca de desejo.. tocando-lhe tambem um dos seios.. no mesmo instante em que afundava com vontade, o proprio rosto, no decote em v do vestido dela.. e excitada Serafina não pôde evitar pressionar a cabeça masculina contra seu colo, colo este.. que o homem encontrava-se explorando no momento.. e a jovem o fez, utilizando ambas as mãos..
-pára Claude.. eu.. odeio voce sabia??!!.. – ela falou com a voz fraca.. já totalmente refem das habilidosas investidas dele..
-hum.. saiba que a reciproca é verdadeira cherrie.. embora aos meus ouvidos, isso mais tenha parecido um gemido, que realmente.. um protesto de sua parte.. – ele disse sedutoramente, atacando desta vez, a orelha feminina a qual possuia acesso..
-alguem pode nos ver.. – Rosa tentou convence-lo.. sem no entanto, tomar qualquer atitude efetiva para faze-lo parar..
-fina.. porque voce fez isso comigo.. porque??.. – sussurrou seu Afranio para si mesmo com os animos.. completamente devastados, decidindo afogar as magoas causadas por sua mais recente descoberta.. na bebida.. ele queria se anestesiar.. nao desejava lembrar.. daquela verdadeira aberração, a qual seu destino cruel.. o obrigara a testemunhar.
Parte 56
Claude abre a porta de seu apartamento sumamente pensativo, o homem atina para o fato de que necesita dar um rumo a propria vida.. “o que ele ia fazer??.. casar-se de verdade.. assim sem mais com aquela italianinha dos infernos”??.. delibera o frances mentalmente de forma interrogativa.. porem, se ele fosse sincero consigo mesmo, admitiria que aquela não era uma idéia que lhe causasse efetivamente, tanta repugnacia.
Premente tambem, fazia-se outro fato.. o de que ele Claude, a desejava como a nemhuma outra.. Serafina tinha um q todo especial.. capaz de revolver cada um dos cinco sentidos dele.. mexendo irremediavelmente com seus animos e atingindo-o em cheio sempre.. praticamente anulando a existencia de qualquer pensamento racional pairante, sobre a mente masculina.. toda vez que o frances a tinha perto de si.
Envolto como estava nos proprios devaneios, o empresario não notou a ausencia de Dadi no imovel, tao pouco percebeu as petalas de Rosa espalhadas por toda a parte.. tambem nem deu-se conta.. do perfume peculiarmente feminino, que dançava a solta no ambiente.. os olhos e ouvidos de Claude.. haviam ficado junto a Serafina quando ele deixara o bexiga.. e assim permaneceram, até que uma voz bastante familiar declarou-lhe em meio a escuridão:
-se Maomé não vai até a montanha.. – dispara Nara em tom suave, assustando mesmo assim, ao empresario.. que não esperando encontra-la ali, ao retornar para casa naquela noite, foi pêgo totalmente de surpresa pela visitante tão inesperada. Chocado, o homem deu-se conta de que tal visitante, tambem lhe parecia altamente inoportuna.. “desde quando non me alegro ao ver Nara”??.. perguntou-se silenciosamente.. de subito temente no que se referia, a possivel resposta, que sua consciencia lhe forneceria para o questionamento, que ele proprio.. levantara.
-pois é.. você se dedica tanto aos negocios.. que acaba esquecendo de mim, isso não é nada justo mon amour.. – reclama a socialite com a voz manhosa, engendrando um sensual biquinho, no canto inferior de seus labios.. enquanto encaminha-se diretamente para perto de Claude, enlaçando-o pelo pescoço quase imediatamente a tal aproximação, arrebatando-lhe a boca num beijo desejoso. Em outra epoca, esta conduta por parte de Nara já seria o bastante, para fazer com que o empresario ficasse disposto pro sexo, no entanto.. o perfume da noiva.. seu corpo.. os braços e os beijos dela.. já não se faziam tão convidativos para Claude como outrora, ter a lingua daquela mulher, movendo-se de encontro a dele, não lhe estava sendo minimamente agradavel..
Desesperado o homem notou que não sentia nada por ela.. nenhum arrepio sequer.. entao, quase estatico.. sem nem ao menos mover os dedos ao redor dela, afim de investigar o que a socialite estaria trajando naquele instante, tal qual o teria feito normalmente, resignado.. ele correspondeu-lhe ao beijo.
-alguma coisa errada mon amour??.. – inquiriu Nara com extranhesa.. ao notar que a caricia que recebia do noivo, já não parecia tão calorosa como de costume..
Claude encontrava-se estupefato.. “mas o que afinal estava acontecendo com ele??”.. perguntou-se inconformado, não era possivel que apenas 40 minutos antes, ele se encontrasse inebriado.. perdido de desejo, louco para fazer amor.. e agora.. lhe custasse um esforço tão grande estar disposto para a atividade.. não tratava-se da primeira vez, que ele rechaçava Nara.. desde que começara a dormir com Serafina.. na verdade o frances admitia, que mesmo antes de começar a dormir com ela.. os encantos da noiva, já não pareciam surtir o mesmo efeito sobre ele.
Nunca em toda a sua vida, uma mulher exercera tanto poder sobre os seus animos, jamais ele não fora capaz de estar com uma representante do sexo oposto, tão atraente como Nara.. nunca antes havia sido problema o excesso de amantes em sua vida.. ao contrario, Claude sempre achara a monogamia uma farsa social tremenda, algo para o que ele.. não jazia preparado.. o empresario realmente não conseguia compreender, o que diabos estava acontecendo consigo mesmo.
Depois de Serafina.. nada mais fora igual para Claude, e conscientizar-se de tal fato o deixava enconlerizado.. por isso, buscando tirar a secretaria de si.. ele explorou o corpo da outra compenetradamente.. e livrou-a de todas as peças que cobriam-lhe a compleição fisica, em completo e total desespero.. deitando-se sobre a socialite no sofá mesmo.. visando possui-la.
Apenas dessa maneira, o homem conseguiu cumprir a obrigação que a mulher exigia dele.. obrigação ele ponderou.. relaxando o corpo e abrindo os olhos em seguida.. para encontrar-se com uma Nara amplamente satisfeita atada sob o peso de seu corpo.. aquela era uma linda mulher.. então porque exatamente, lhe fora necessario pensar em outra para poder estar com ela??.. realmente nao fazia o mais minimo sentido.. concluiu o engenheiro internamente, levantando-se logo depois do móvel aonde jazia deitado, com a outra em seus braços..
Ainda em choque, e sumamente descontente em vista do ocorrido até entao, Claude observou a filha de seu socio, arrumar o estado deploravel no qual ele deixara as roupas femininas, e partir.. lançando no ar, pequenos beijos em direção ao empresario, antes de finalmente cerrar a porta atras de si. Altamente confuso, o homem concordara com absolutamente tudo que lhe fora dito pela socialite, antes que esta abandonasse o recinto.. sem na verdade, estar realmente ouvindo ou prestando a mais minima atenção ás palavras da mulher.
Obviamente a ultima coisa que Claude desejaria naquele momento, seria provar da comida que lhe havia sido preparada por Nara.. por isso, o frances descartou a propria camisa.. que tivera os botoes abertos desajeitadamente no decorrer do ato realizado minutos antes, sobre o espaldar do sofá na sala, fechando o ziper de sua calça.. e jogando a embalagem da proteção.. que tambem utilizara, diretamente no lixo, galgando logo depois.. os degraus da escada que o levariam até seus aposentos.. de repente o engenheiro sentia-se esgotado.. e queria dormir initerruptamente por horas a fio.
-maldita mulher!!.. o que voce fez comigo afinal hã??.. – declarou o chefe por entre os dentes, suspirando inconformado.. lançando-se na cama em seguida, cobrindo o rosto utilizando o travesseiro.. e decidindo naquele mesmo instante.. nunca mais fazer amor com ela.. Serafina se convertera em uma droga.. que quanto mais Claude consumia, mais dependencia lhe causava.. então por certo, a cura deveria estar embutida.. no total abandono do presente vicio.. e isto teria que ocorrer, antes que a fria e calculista Serafina Rosa descobrisse.. a respeito do esmagador e desconcertante poder, que tão somente ela.. lograva exercer sobre ele.
Parte 57
No dia seguinte..
-mas o que é que aconteceu com você frances??.. acordou com a macaca hoje foi??.. – pergunta Frazão para o amigo que adentrava na sala da diretoria, tal qual um furacão, batendo a porta atras de si com bastante força após entrar no recinto.. então, franzindo a testa por um momento o advogado pondera em voz alta:
-retiro o que eu disse.. pela sua cara e mau humor aparente, dá pra ver que tu nem dormiu mon ami.. já sei.. a Nara e a Rosa resolveram te deixar na mão ontem.. – declara Frazão, fazendo uso de seu costumeiro bom humor matinal, ao que Claude responde contrariado:
-ha ha.. tô me acabando de rir aqui Frazon.. muito engraçado.. você non tem nada melhor pra fazer do que ficar me zoando hã??.. – o tom de voz ácido utilizado pelo homem, advertiu o ouvinte de que Claude não estava realmente para brincadeira naquela manhã.
-eu hein.. não tá mais aqui quem falou.. definitivamente o que me sobra de bom humor falta pra você.. e como falta né queridão??.. olha só pra você.. um homem bem sucedido.. rodeado de mulheres lindas, ainda na flor da idade.. e em vez de aproveitar a vida e as dadivas que ela te oferece como manda o criador, tu simplesmente sai por ai esbravejando e bufando.. sempre com uma carranca posta no rosto.. ha fala sério né frances!!..
-Frazon se eu estou de mau humor non é por acaso ta bom.. obviamente há um motivo para que eu esteja assim.. – dispara o empresario cada vez mais inconformado, recordando o que lhe havia acontecido na noite anterior, por culpa de Serafina.
-tudo bem então mon ami.. vamos lá.. me conta o que tá rolando.. quem sabe desabafando você não relaxa.. e se acalma né.. porque assim não dá.. a pobre da Janete já tá até ficando com medo de entrar aqui.. – ao que Claude o interrompe exasperado:
-que medo o que por favor.. você já ta dando muita confiança pra essa funcionaria viu Frazon.. – desta vez quem interrompe o amigo é o advogado gargalhando imediatamente, para logo depois aduzir:
-eu tô dando confiança pra Janete??.. eu??.. faça-me o favor o senhor né meu querido.. ai é o sujo falando do mau lavado.. afinal de contas foi você quem pagou uma divida milionaria com tal de se aproximar de uma mulher.. mulher esta que é sua secretaria.. e não contente com isso, você não descançou ate leva-la pra sua cama..
-como você sabe que eu paguei a divida de Rosa??.. – inquire o empresario, arqueando uma sombrancelha bastante desconfiado..
-eu vi os papeis da liquidação da dívida na gaveta da sua mesa, enquanto procurava pelo cartão que aquela amiga bonitona da Nara te deu.. – suspirando resignado ante a informação que lhe fora dada pelo outro.. Claude afunda na cadeira atras de sua escrivaninha, escondendo o rosto entre as mãos em seguida.. e declarando ainda sem voltar a olhar na direção do amigo:
-Frazon eu tô ficando louco.. essa mulher ela.. me enfeitiçou.. tudo começou a dar errado pra mim.. desde que eu reparei na existencia dela..
-Na existencia só não mon ami.. eu diria que você reparou nela inteirinha.. – contesta Frazão, ocupando o assento em frente a mesa do frances.
-ontem a Nara foi me procurar no apartamento..
-pera ai.. eu achei que estavamos falando da Rosa.. – interrompe-o Frazão.. redondamente confuso com aquela informação.. ao que encarando-o diretamente o outro prossegue:
-e estamos falando de Serafina.. o que eu tô querendo te contar é que Nara foi me procurar.. dispensou a Dadi.. preparou um jantar a luz de velas e tudo mais e.. eu fui pra cama com ela..
-e onde é que tá a novidade Claude??.. você já faz isso ha quase dois anos que eu saiba.. – brinca o advogado bem humorado, entre risos..
-quer calar essa boca e me escutar por favor??.. – inquire-o Claude severamente..
-tá bom tá bom continua.. já parei.. – contesta o outro para o amigo, enquanto se escora confortavelmente ao espaldar da cadeira na qual se achava, como que preparando-se para ouvir o relato do frances atentamente, sem proferir nem um pio que fosse durante o processo.
-enton.. eu.. – continuou o homem, encorajado pelo silencio prolongado do amigo – eu.. non gostei nada Frazon.. non disfrutei como sempre.. ao contrario, tive que fazer um esforço tremendo pra poder chegar até o fim da relaçõn..
-o que??.. – pergunta-lhe Frazão perplexo em vista do que acabara de ouvir..
-é isso mesmo.. foi terrivel.. eu nunca pensei que chegaria a fazer amor com Nara por obrigaçon.. sem vontade.. e o pior Frazon é que eu pensei em Rosa o tempo todo em que estive com a Nara.. ela non saía da minha cabeça.. eu.. cheguei ao extremo de fingir que estava com a Rosa e não com ela.. – ainda mais chocado com o relato do outro, o advogado dispara:
-então quer dizer.. que a Rosa.. a dona Rosa amarrou você a esse ponto Claude??.. tô te desconhecendo amigão.. nunca pensei que te escutaria dizer uma coisa dessas.. você sempre ficou com varias mulheres mesmo estando com a Nara.. e agora vem me dizer que simplesmente não consegue mais fazer o que sempre fez?? – resignado o empresario admite:
-non.. eu non consigo.. alias a única coisa que eu consigo ultimamente é pensar nela.. nessa mulher que entrou na minha vida quase sem querer.. porque eu provoquei toda a situaçon.. o gosto dos labios.. da pele dela non sai da minha boca.. o perfume dela me instiga.. eu adoro.. tudo nela é capaz de me excitar.. até aquele jeitinho meio desajeitado que ela tem.. – declara Claude em plena desolação para seu atento e estupefato ouvinte, proseguindo:
-eu apenas tenho conseguido fazer amor se for com ela.. basta um gesto.. um toque por menor que seja.. uma palavra.. e essa mulher já me deixa louco.. é coisa de pele mesmo.. inesplicavel.. algo que eu non sou capaz de entender frazon.. nenhuma outra já me fez sentir assim dessa maneira.. nem Nara.. que eu pensava ser a mulher, a qual eu mais havia desejado em toda a minha vida.. bem, mas pelo visto eu apenas imaginei tal fato hã??.. porque a realidade non está sendo nada fiel, a essa concluson pessoal minha nas ultimas semanas.. – Rosa que já ha alguns minutos entreabrira a porta da sala de seu chefe sem bater antes.. como o teria feito em circunstancias normais, encontrava-se boqueaberta em virtude do que terminara de ouvir, Claude dizendo sobre ela..
E realmente a secretaria estava bastante perplexa com a revelação proferida pelo frances.. Serafina jamais haveria esperado por isso.. uma confissão como aquela era.. Rosa não saberia presisar exatamente o que aquela declaração de seu patrão era ou parecia ser.. só o que a moça sabia, é que sairia dali o mais rapido possivel.. e foi aquilo mesmo que a escrituraria fez, fechando a porta que abrira minutos antes, cuidadosamente.. evitando assim, que esta fizesse algum tipo de ruido ao ser cerrada por ela.
Parte 58
Parte 59
Parte 60
Parte 61
Claude tambem contou aos americanos, que ainda não havia tido a chance de conversar com Nara a respeito desta nova situação, nem com Edigio, mas que trataria de resolver as coisas, da melhor maneira que lhe fosse possivel. Tambem disse, que esperava que o ocorrido em sua vida pessoal, não influenciasse nos negocios que eles pretendiam fechar, ao que misses Smith assegurou, a nao existencia de problemas nesse sentido.. pois percebera o quanto Claude era apaixonado por Rosa. E que fazia questao de auxiliar a moça no que fosse necessario a partir daquele momento, porque gostara muito dela, ao que Serafina respondeu positivamente, soltando a mão do frances e indo ao encontro da outra, pois o champanhe que fora pedido chegara.. e Janete permanecia estatica, com os olhos arregalados ao dar-se conta do que ocorria ali, obrigando Elizabeth a ajudá-la a servir a bebida, portanto a ex secretaria, foi compelida a fazer o mesmo, e Rosa possuia a total e completa certeza de que assim que saisse dali.. Janete espalharia as boas novas aos quatro ventos. A outra era sua amiga, mas nao possuia a discrição como sendo uma das qualidades que a enaltecia. Dentro de pouco tempo, ela, Serafina, seria reconhecida diante de todos os funcionarios daquela empresa, como sendo a futura madame Geraldy.. “será que ela estava pronta pra isso?!..”, perguntou-se mentalmente, no mesmo instante em que levantava sua taça, respondendo ao brinde que seu futuro marido incitara.
Prevendo tal borborinho, Claude proibiu Rosa de desempenhar suas funçoes fora da sala da diretoria, logicamente o homem reconhecia, que estava na hora dela voltar a trabalhar, e a americana, a mais nova amiga de sua futura mulher, provavelmente aprovaria tal fato, porem aquilo ocorreria ali.. a portas fechadas junto com ele. O empresario nao queria mais comentarios que o normal, sendo que ele nem ao menos havia falado ainda, com sua ex noiva e o pai dela. Assim, era melhor prevenir do que remediar, decidiu.
Por isso, o homem passou a tarde toda trabalhando de verdade a portas fechadas com Serafina, e a partir daquele momento, ele comunicou-lhe.. que apenas a ela caberia cuidar de todas as coisas na construtora que fossem relacionadas ao trabalho dele, e que as outras funcionarias atenderiam apenas a Edigio e Frazao.. nao mais a ele.
Parte 62
Parte 63
Continua..
Faça Seu Comentário Sobre A FIC Abaixo :
—————
—————
—————
—————
—————
—————
—————
—————
—————
—————

